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Milton Nascimento

No campo de batalha

Sexta-feira, 5, Zuza Homem de Mello despediu-se dos seus milhões de ouvintes pela Jovem Pan, em São Paulo. Depois de dez anos de liderança no horário da tarde, apresentando um dos mais movimentados programas do rádio brasileiro, Zuza decidiu partir para outros projetos a começar pela produção de uma super excursão de Milton Nascimento ao Japão, em maio, e a escrever um novo livro sobre MPB. xxx

Paulinho da Viola, a resistência da MPB

Há quatro anos que Paulinho da Viola não lança disco novo. E há quase dois que não vem à Curitiba. Sua última apresentação foi no SESC da Esquina, modestamente, quase desapercebido. Portanto, sua única apresentação, hoje à noite (21 horas, auditório Bento Munhoz da Rocha Neto) tem uma especial significação: nos traz, a (rara, portanto) chance de aplaudir um dos mais importantes nomes da MPB. Qual é o melhor Paulinho? O compositor? O instrumentista? - além do violão, também o cavaquinho e mesmo o bandolim? Ou o cantor, voz afinadíssima, suave, redonda, como poucos?

Villa Brasil, o clássico com a regência de Morozowicz

Num País em que as orquestras se contam nos dedos e a música dita clássica, quando muito, atinge gravações que com 3 ou 4 mil unidades já são consideradas best-sellers, o fato de uma Orquestra de Câmara, fundada há apenas 6 anos, atingir o seu oitavo elepê e exibir um currículo com quase 100 concertos - incluindo entre os solistas que com ela já atuaram nomes de expressão internacional como Jean Pierre Ramapla, Maurice Andre, Ingrid Haerler, Arthur Moreira Lima e Antônio de Menezes, não deixa de ser fato dos mais significantes.

Assim falou Guarnieri

Exemplo de vitalidade e em plena fase criativa, Camargo Guarnieri, 80 anos - a serem completados no próximo dia 1º de novembro, fez questão de vir a Curitiba, ontem a noite, para o concerto da Orquestra de Câmara de Blumenau.

Este jovem Guarnieri

Foi emocionante. Nas noites de sexta-feira (Teatro do SESI) e sábado (Auditório da Reitoria), o maestro Norton Morozowicz, 39 anos, antes de apresentar a estréia mundial de "Improvisos", chamou ao palco o seu autor, Camargo Guarnieri, 80 anos, e lhe entregou a batuta para reger a Orquestra de Câmara de Blumenau. Norton, com sua flauta dourada, foi o solista da peça que Guarnieri lhe dedicou e que constituiu o ponto alto do concerto comemorativo ao lançamento do álbum duplo "Viva Villa", o sétimo que a Orquestra de Câmara de Blumenau grava em apenas seis anos de existência.

Os roqueiros fazem suas críticas ao nosso Brasil

Dos sambas e marchas carnavalescos que, há mais de 60 anos já traziam nem sempre farpas críticas ao governo e fatos do momento - a tendência cada vez maior dos nossos roqueiros anos 80, em abordarem temas políticos em suas letras, o protesto na MPB comporta - e como! - um longo ensaio (fica aí a sugestão para um dos próximos concursos de monografias "Lúcio Rangel", da Funarte).

A bela foto que Vilma fez para Airto e Flora

Como a coluna foi a primeira a noticiar que uma foto de Vilma Slomp foi escolhida para ilustrar o novo disco americano de Airto e Flora Purim, justo que se complemente a informação com a ilustração: no início de janeiro, a Reference Recordings, de San Francisco, colocou nas lojas dos Estados Unidos, em edição convencional e também em digital (compact disc) o "Three Way Mirror", título deste novo trabalho dos artistas brasileiros que, no próximo dia 4 de abril, iniciam sua temporada no Brasil com um concerto no Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto.

Celso Adolfo, o talento mineiro

Uma das grandes revelações de 1983 foi o do compositor Celso Adolfo, mineiro de São Domingos do Prata. Após muita luta e com ajuda de seu amigo Milton Nascimento (que dele havia gravado o belíssimo "Coração Brasileiro", no elepê "Anima") estreou num álbum bem produzido pelo próprio Milton, então na Barclay. Carlos Felipe, de "O Estado de Minas", o definia como "o mineiro que canta as alegrias, chora o amor em versos românticos mas levanta também os problemas e o episódio histórico que vivemos em nosso mundo".

Denise, o brilhante perfeito nos gestos

É um espetáculo perfeito. Uma obra de ourives. Um brilhante verdadeiro. Não há nenhum instante a mais ou a menos e a sensação é de emoção e paixão. Portanto, não foi sem razão que o crítico do "New York Times", após assistí-la no Mama Theatre, lhe dedicou um grande elogio, o suficiente para garantir casas lotadas durante toda a temporada.
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