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Helton, vivendo para promover a melhor MPB

Qual a receita para fazer de um bar-restaurante mais do que um estabelecimento comercial, um ponto de encontro cultural? Muitos procuram a fórmula para conquistar um público legal num ambiente descontraído, amigo - em que o importante não seja o luxo e a sofisticação, mas a qualidade. Da comida, da bebida, do serviço, da música e, especialmente, das pessoas que o freqüentem. Um mestre com PhD nesta área é um mineiro-paulista que tem hoje a melhor casa musical paulista em termos de convivência e programação: Helton Altman, do "Vou Vivendo" em São Paulo.

Avaré e Cascxavel realizam seus festivais

Os dois festivais de música popular de maior importância entre as centenas que acontecem no Brasil realizaram-se no último fim-de-semana em Cascavel (PR) e Avaré (SP). Separadas por 600 km, as duas cidades promovem anualmente eventos competitivos abertos a compositores, intérpretes e instrumentistas de todo o país.

Vange, uma voz que une o pop ao tropicalismo

O nome é estranho e a capa tão vanguardamente criado por Jimmy Leroy com a utilização de fotos de Rochelle Costi e Yara Amélia Rocha que a confusão pode até se estabelecer: será esta Vange uma nova cantora americana - ou mesmo o nome de mais um grupo pop? Nada disto. Vange Leonel, cantora e compositora, não é uma estreante e seu primeiro disco, como vocalista do grupo Nau, foi lançado em 1987 pela gravadora CBS. Ela resistiu e agora a nova Sony investe em seu primeiro disco solo.

No campo de batalha

Francisco Alves dos Santos, que durante 15 anos fez um belíssimo trabalho de prestigiamento ao cinema brasileiro, continua a merecer admiração de cineastas e promotores culturais. Foi convidado por Esdras Rubim, diretor do Festival de Gramado, para cobrir o festival - que, aliás acompanha há 12 anos. Já Guido Araújo, diretor da Jornada Internacional de Cinema da Bahia, designou o bom Chico para coordenar no Paraná a participação dos videastas e cineastas a 18ª edição deste encontro que acontecerá de 20 a 26 de setembro em Salvador.

Revival bossa-novista com Rita, Tim e show ao vivo

Os bons fluídos de "Chega de Saudade", de Ruy Castro (Companhia das Letras) continuam no ar. Houve uma saudável reavaliação do mais feliz período da MPB nos últimos 40 anos, Johnny Alf e os Cariocas voltaram a gravar e Rita Lee e Tim Maia também reapareceram com álbuns "soft", no astral da harmonia e o romantismo da Bossa Nova.

Elba, do agreste a "La Vie en Rose"

Cantriz da maior presença nos palcos, que saiu do semi-anonimato na peça nordestina "Viva o Cordão Encantado", de Luiz Mendonça para ocupar um dos mais privilegiados espaços no restrito círculo das superstars da MPB, a paraibana Elba Ramalho tem procurado, inteligentemente, ampliar seu mercado - e temporadas em Nova York e outras metrópoles tem sido bem sucedidos - bem como não ficar restrita a um repertório carimbado em suas origens.

O canto nordestino do carioca Manhães

Para o público, parece um estreante. Mas seu curriculum é impressionante: quase 100 discos de samba. Só que como produtor - aquela figura que fica numa posição (quase) obscura, especialmente quando os artistas são populares, tipo Marquinhos Satã, Zeca Pagodinho, Almir Guibeto, Dominguinhos do Estácio, Grupo Fundo de Quintal, Jorge Aragão, Mauro Diniz, Reinaldo, Jovelina Pérola Negra, etc. Para o público destes artistas, raramente há preocupação de saber "quem" produziu o disco.

Viagem ao tempo dos boleros e tangos com Vargas e Libertad

Há algumas semanas, quando o jornalista Irlam Rocha Lima, um dos mais importantes críticos de música de Brasília, foi entrevistar para a revista de vanguarda "Bric-a-Brac" o compositor Caetano Veloso, o encontrou em sua casa, no rio de Janeiro, rodeado de gravações históricas de música popular, editadas pela etiqueta Revivendo.

Revivendo as grandes duplas

Uma das preocupações de Leon Barg na montagem dos discos da Revivendo é apresentar as grandes duplas de nossa MPB. Duos que, em trabalhos mais consistentes e demorados - ou em curtas experiências - marcaram o nosso cancioneiro. Duas produções recentes são indispensáveis documentos desta proposta. Em "Foi um pedra que rolou" temos Joel e Gaúcho, Zé e Zilda, as irmãs Pagãs a dupla Verde e Amarelo.

O grande retorno de Johnny Alf

Entramos no último mês do primeiro semestre de 91 e as perspectivas musicais continuam limitadas. Difícil será relacionar dez lançamentos de MPB que mereçam destaque feitos nestes cinco primeiros meses do ano e, entre eles, estariam, sem dúvida, apenas gravações de gente já conhecida - até obras póstumas, como os dois belíssimos elepês deixados por Elizeth Cardoso (1920-1990), produzidos pelo incansável Hermínio Bello de Carvalho e que só agora estão chegando às lojas graças a Sony Music (ex-CBS).
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