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Valêncio Xavier

Com a falta de dinheiro, os nossos curtas estão parados

No ano passado o Paraná esteve totalmente ausente no circuito dos festivais de cinema. Se em 1988, Fernando Severo conseguiu com seu curta, 16 mm, algumas premiações em Gramado, Brasília e Salvador - principalmente porque "O Mundo Perdido de Kozák" focava, com bom gosto e cuidados de realização, um tema muito simpático (o resgate de um pioneiro da cinematografia, com preocupações ecológicas já nos anos 40/50), no ano passado nenhum realizador paranaense conseguiu ingressar sequer na parte seletiva dos festivais.

Um Chico Mendes julgado na competição dos curtas-metragens

Fortaleza - Como eficiente assessor da Embrafilme, o jornalista Sebastião França, faz questão de contar a boa notícia: por determinação do ministro José Aparecido de Oliveira, da Cultura - após ouvir o apelo do secretário René Dotti (de quem França foi assessor especial por seis meses) a Fundação do Cinema Brasileiro vai agilizar a sua participação para que os quatro curtas-metragens, co-produzidos pelo governo do Paraná, sejam, enfim, finalizados. Não é sem tempo.

No campo de batalha

Luiz Groff foi ultraprestigiado no lançamento de "O Espírito do Vinho", que autografou durante quase três horas, no showroom da Olsen S/A, empresa da qual é diretor de marketing. Do vice-governador Ary Queiroz, primeira Dama Débora Dias, prefeito Jaime (e Fany) Lerner, secretário René Dotti e muitos outros nomes do poder, até amigos mais anônimos, foram levar seu abraço e adquirir (por NCrz$100,00) o livro de Groff, reunindo crônicas bem humoradas em torno de uma de suas paixões: a arte de beber bons vinhos.

Os urros de Leon sobre a garimpagem do bom som

Quando idealizou reeditar muitas das preciosidades em 78 rpm que acumulou ao longo de mais de 40 de seus 59 anos de vida, o pernambucano Leon Barg já imaginava que sua iniciativa viria, para usar uma frase clichê, preencher um espaço em nossa memória cultural.

Sulina editará obra completa de Valêncio

Valêncio Xavier voltou eufórico de Porto Alegre. Além de uma ativa participação no II Fórum de Museus da Imagem e do Som e Entidades Assemelhadas, na qual propôs inclusive a criação de uma associação nacional (e de cuja presidência abriu mão), aproveitou para acertar com a editora Sulina a edição de suas obras completas.

No campo de batalha

Grandes projetos para 1990 não faltam a Verinha Walflor e Wanderley Pelegrini, a mais atuante dupla de empresariamento artístico da cidade. Começam com um espetáculo que apesar de acontecer numa semana pré-carnavalesca, férias de verão, deve lotar o auditório Bento Munhoz da Rocha Neto - Marisa Monte (dia 19, 21h). No ano passado, tendo apenas 5 dias para montar a produção, Verinha conseguiu fazer da primeira apresentação de Marisa no Guaíra um êxito tão grande que, imediatamente, a cantora se animou a propor um replay.

No campo de batalha

Não poderia ter sido mais proveitosa a passagem de Ziraldo por Curitiba no último fim-de-semana: além do prazer de assistir a estréia de "Flics" pelo Ballet Guaíra, fez duas concorridas palestras dentro do projeto Encontro Marcado, coordenado por Araken Távora, e no Solar dos Leões participou de uma "Tarde de Criação" com as crianças. xxx

Projetos piramidais

Entusiasmado com a montagem de "Tosca", no vesperal de encerramento da temporada, domingo, o prefeito Jaime Lerner tentava convencer a Constantino Viaro, superintendente da Fundação Teatro Guaíra, de fazer uma récita da obra de Puccini na Pedreira - que substituiu nesta terceira administração de Lerner a paixão que ele tinha, anteriormente, pelo Teatro do Paiol, como espaço cultural.

Filme sobre Maria Bueno começa no dia de Finados

No dia de Finados, Valêncio Xavier, cineasta entre outras atividades, inicia as filmagens de sua versão muito particular do mito Maria Bueno. Com equipamento e filme virgem fornecidos pelo fotógrafo Sérgio Sandeman, de Cascavel - que também participará da realização - Valêncio optou em começar pela parte documental: vai registrar a movimentação imensa no túmulo daquela que é considerada santa por milhares de curitibanos e que diariamente fazem romaria ao Cemitério Municipal.

No campo de batalha

Já são tantos, que puderam até formar uma entidade de classe: com sede na Rua XV de Novembro, 275, 8º andar, salas 802/805, foi criado o sindicato dos Astrólogos Paranaenses. Entre os seus objetivos: reconhecer, cultivar e divulgar a Astrologia, definir perante as autoridades e o público a competência do astrólogo, também chamado "cosmo-analista". xxx
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