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Vinícius de Moraes

Odete não conta tudo mas George conta tudo sobre vida de Proust

Cada vez mais enriquece-se a área de biografia e memorialismo no Brasil. É salutar observar que livros com biografias (e autobiografias), sejam obras de maiores pretensões ou mesmo depoimentos mais particulares (e, muitas vezes pouco reveladores) vem encontrando uma ampla faixa de leitores. Só assim é possível se conhecer melhor figuras, fatos e acontecimentos do passado do ponto de vista de quem deles participou, seja através de relatos pessoais ou uma arqueologia histórica desenvolvida por biógrafos.

Noite cheia de estrelas na III premiação da Sharp

Dizer que nunca se viu tantos nomes da música brasileira por metro quadrado como os que lotaram o amplo auditório D. Pedro I, nome oficial do Centro de Convenções do Hotel Nacional na noite de quarta-feira, não seria exagero. Pois entre os quase 3 mil convidados do grupo Machline para a festa de entrega do 3º Prêmio Sharp de Música estava, naturalmente, uma excelente representatividade de nossa música popular - entremeadas de stars da televisão - atores, atrizes, diretores, produtores, personalidades da vida social, etc.

Joyce internacional e Leny com novas canções

Joyce cada vez mais internacional. Uma viagem musical pelo tempo, proposta por Anna Maria Kieffer. Leny Andrade, nossa grande cantora jazzística com um repertório diversificado e renovado. Um revival em homenagem a Clara Nunes - uma das maiores sambistas que o Brasil já teve. O canto gaúcho de Maria Luiza Benitez. Eis um pacote provando que o canto continua das mulheres - neste nosso Brasil em que tantas jovens sonham por um espaço no disputado mercado e que, em veredas diferentes, buscam seus objetivos.

Maysa sem lágrimas em momentos de amor

A abertura não poderia ser mais suave, embora até um tanto óbvia. No imenso auditório escuro, a projeção de um imenso close up com os olhos que sempre foram sua marca registrada. Chico Anysio, com voz clara, acentuada emoção, dizendo o poema que há trinta anos Manuel Bandeira (1886-1968) dedicou a sua musa na "Estrela da Tarde": "Os olhos de Maysa são dois não sei que

O que vai faltar na homenagem a Vinícius

Como teve a felicidade de ter se tornado amigo de Vinícius de Moraes a partir da primeira vinda do Poeta a Curitiba, em 27 de dezembro de 1971, para a inauguração do Teatro Paiol - nome que ficou por sugestão do próprio - o prefeito Jaime Lerner evitou que os 10 anos da morte do autor de "Para Viver um Grande Amor" ficasse em branco. Assim determinou à Fundação Cultural de Curitiba que organizasse um projeto especial para lembrar aquele que foi o Poeta mais amado deste país - e cujos 10 anos de ausência - estão merecendo vários eventos.

No campo de batalha

Foram tantos os municípios criados nos últimos meses que seria interessante ser pautada uma grande reportagem (ou série de) contando como são, suas condições, economia, política, etc. Guaraniaçu, por exemplo, desmembrado para dar espaço a Diamante do Sul, criado por decreto "ad referendum" de plebiscito. Também "ad referendum" de plebiscito, foi criado São José do Ivaí, desmembrado de Santa Isabel do Ivaí. Já de Pitanga, foi desmembrado o município de Santa Maria do Oeste. xxx

Filó, um talento que merece ser aplaudido

Filó (José Sérgio Machado), paulista de Ribeirão Preto, 39 anos completados no último dia 3 de fevereiro, é o exemplo daqueles talentos marginalizados pela (injusta) máquina do show buzines. Dono de uma voz personalíssima, compositor dos mais inspirados, apesar de já ter gravado dois elepês, é ainda pouco conhecido fora da noite paulista. Miudinho, lembrando até o Grande Otelo, este artista simpático e comunicativo, transforma-se quando, violão na mão, se põe a cantar. Sua voz é afinada e seu repertório lindíssimo.

O (nosso) engano, a poeta e a poesia

Há erros e enganos na pressa do jornalismo diário. Alguns - ou muitos - passam sem sequer tempo de correção, já que se perdem na fugacidade do cotidiano da informação. Outros precisam ser corrigidos. Mea culpa: no sábado, ao tentar estabelecer uma relação de juventude da mais admirável poeta deste Paraná, a querida Helena Kolody, acabei por envelhecê-la ao escrever que ela teria 81 anos - quando na verdade, plena de juventude, completou em 12 de outubro último, 77 anos. E daqui três anos, é obrigação maior fazer soar trombetas para a grande festa de seus 80 anos.
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