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Vinícius de Moraes

Carmem e Ademar em biografias de luxo

Dentro de um dos mais ricos filões da indústria editorial - a das biografias, que há anos é explorada exaustivamente pelas maiores editoras dos Estados Unidos e Europa - no Brasil há também um interesse especial por biografias de artistas, realizadores e mesmo produtores ligados ao cinema, música, televisão, artes plásticas etc. Paralelamente a traduções de best-sellers do gênero, editores de maior visão também estão buscando trabalhos originais.

Ao vivo, com emoção, os belos shows do Paramount

Cinco dos dez álbuns da coleção "30 anos de Bossa Nova" são de registros ao vivo, de shows produzidos por Walter Silva, que como apresentador de "O pick-up do Pica-Pau" na Rádio Bandeirantes, incorporou o nome artístico Pica-Pau ao seu nome e, astutamente, soube produzir shows que lotavam o antigo Teatro Paramount, na avenida Brigadeiro Luís Antonio, hoje transformado em cinco cinemas.

Para onde foram tantas belas vozes femininas?

Embora afastado da batalha noturna e constante da vida musical, mas ainda em forma, Paulinho Nogueira, cujos 60 anos transcorridos no último dia 8 de outrubro não tiveram as comemorações que merecia, é uma das presenças mais constantes na série reeditada pela RGE. Realmente, este esplêndido compositor e virtuose do violão foi uma presença das mais importantes na MPB nos anos 60 e com seu toque moderno, seu lirismo e atuação amiga, mestre de uma geração - inclusive Toquinho.

Um necessário intercâmbio musical (a espera de um mecenas oficial)

Uma antiga idéia, pela qual sempre batalhamos e objeto, inclusive, de projetos que, infelizmente, não encontraram o apoio prático de quem de direito, é levado, na base da cara e coragem, graças ao entusiasmo e organização de uma das pessoas mais queridas e simpáticas da comunidade musical desta cidade: Gerson Bientinez, 41 anos, violonista, compositor, cantor e, sobretudo um apaixonado pelas coisas da música.

Narinha, Nana e Leila, com o máximo de emoção

Colocados no mesmo suplemento de final de ano, os álbuns de Nara Leão - que nos chega com a emoção maior, por se tratar de uma obra póstuma em sua edição; a gravação ao vivo de Nana Caymmi no Festival de Montreux, na Suíça, em julho último - acompanhada por Wagner Tiso nos teclados; e o revival da Bossa Nova na voz de Leila Pinheiro são momentos especialíssimos.

Amélia e Clara, revelações veteranas para a nossa MPB

É sempre um risco apontar um(a) intérprete como revelação do ano quando, na verdade, este artista, em inúmeros casos, vem há anos batalhando pelo seu espaço. É o caso de Amélia Rabello, que estará em nossa edição dos melhores de 1989 como revelação do ano, mas que, na verdade, é uma estreante-veterana. Chegou agora ao seu primeiro elepê como solista (Velas/Polygram), mas com a esperiência, a bagagem e o rigor técnico de uma veterana. E não por acaso!

Joyce ao vivo. Maravilhosa!

O canto das mulheres continua belo. Independente das superstars Simone, Beth Carvalho e Marina - há outros discos marcantes, de gente da maior competência. Joyce, por exemplo, após dois álbuns-homenagem (a Vinícius de Moraes e Antônio Carlos Jobim), optou por uma gravação longe dos estúdios: "Joyce ao Vivo", gravado no Teatro Clara Nunes, Rio de Janeiro, nas noites de 13 e 14 de março de 1989, a partir do show roteirizado e dirigido por Túlio Feliciano, revela exatamente a intenção da cantora, passando uma intensa vibração e emoção.

Carmem, a princesa etíope da MPB

Não foi sem motivos que Carmem Costa (Carmelita Madriaga Trajano de Moraes, Rio de Janeiro, 5 de janeiro de 1920) fez questão de vir a Curitiba para buscar o apoio oficial em sua nova cruzada, iniciada ainda em fins de 1989, no sentido de ser a primeira artista a merecer o tombamento em vida.

Como cantar se as escolas escondem os seus sambas?

Carlos Eduardo Mattar, 50 anos, 38 carnavais, mais de 200 sambas-de-enredo da Escola Deu Zebra no Batuque - "Brasil Tropical", mas até terça-feira ninguém sabia a letra. Neil Hamilton Pereira, 58 anos, presidente da Associação das Escolas de Samba, dizia que a comissão executiva é que estava de posse dos dados. Nelson Santos dizia que ainda nada tinha chegado às mãos. E com isto, pode-se imaginar quem afinal saberá a letra do samba-de-enredo que a Zebra puxará no Carnaval?
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