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Wim Wenders

Uma estratégia para privilegiar a inteligência dos espectadores

Acompanhando o cinema internacional há mais de 20 anos a jornalista Susana Schild, do "Jornal do Brasil" - uma das mais respeitadas críticas que comparece anualmente a inúmeros festivais no mundo, a propósito do reaparecimento do cinema francês no Brasil, em texto exclusivo para o catálogo da Belas Artes, lembrou que no início dos anos 60, o lema "Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça" aproximou de uma forma inédita realizadores e cinéfilos brasileiros e franceses, identificados pela busca de um cinema autoral, independente das motivações pessoais e do contexto social dos dois países.

Mais cinema para ler

Como alertamos no texto introdutório da página sobre o levantamento dos livros sobre cinema e música editados em 1990 - publicado na edição de domingo de "O Estado" - a bibliografia ali reunida não pretendia ser completa. Na área de cinema, foram omitidos, por um problema técnico de composição, mais alguns títulos que hoje registramos. "A Arte do Cinema", de Rudolph Arnhim. Edições 70, 182 páginas. Cr$ 2.736,00. "Motion Pictures" - Coletânea de textos do cineasta alemão Wim Wenders ("Paris Texas"). 199 páginas, Cr$ 3.700,00. Edições 70.

"Pecados de Guerra", mais uma denúncia da guerra do Vietnã

Continua atraente a temporada cinematográfica. Afora os (excelentes) filmes que permanecem em exibição, catipultados pelo Oscar - "Conduzindo Miss Daisy" (Lido II e agora no Itália), "Sociedade dos Poetas Mortos" (Bristol) e "Nascido a 4 de Julho" (Condor / Lido I), teremos, no próximo dia 12, a estréia nacional de "Meu Pé Esquerdo", de Jim Sheridan, que valeu os Oscars de melhor ator (Daniel Day Lewis) e atriz coadjuvante (Brenda Fricker), no Cine Astor (pré-estréia, em benefício da Legião Brasileira de Assistência, dia 11).

Veja o filme de estréia de Sheppard como diretor

"Paris Texas", que há seis anos deu a Wim Wenders a Palma de Ouro em Cannes, não consagrou apenas o diretor alemão. Valeu também para que uma parcela de público passasse a se interessar pela obra de Sam Sheppard, co-roteirista daquele lírico filme sobre a solidão e o vazio existencial. Há seis anos, Sheppard já era, entretanto, um autor conhecido, tendo recebido o Pulitzer de Teatro com "Buried Child" - até hoje inéditos nos palcos brasileiros em montagem profissional.

"Splendor", quando a sala de exibição vira artista

Fortaleza Na elaboração da programação dos filmes em competição e os exibidos hor concours no cine São Luiz, sede do festival, Ney Sroulevich foi muito feliz na escolha para a próxima quarta-feira, 29: o segundo representante do Brasil (o primeiro foi "Que bom te ver viva", de Lúcia Murat, apresentado sexta-feira), "Minas Texas", de Carlos Alberto Prates, antecipará "Splendor", de Ettore Scola - um dos três hor concours programados.

O filme certo do black Lee

"Todo americano negro já se defrontou com o racismo. Pode não ser todo dia. É a mesma coisa que dizer "este cara é azul". Quando você vive lá, na América, você cresce com isso. É claro que agora não há mais os restaurantes ou toaletes separados, para brancos e negros. Nós fizemos o filme para mostrar que, mesmo assim, o racismo continua". (Spike Lee, diretor de "Faça a Coisa Certa").

Nem só do dourado Oscar é que vive o bom cinema

A força promocional do Oscar é tão grande que praticamente ficam eclipsadas as outras premiações dadas aos filmes - mesmo em festivais da importância de Cannes, Veneza e Berlim. Afinal, um Oscar sempre significa muitos milhões de dólares na carreira de um filme - e especialmente para os que o obtém, mesmo com uma nomination - (hoje limitadas a cinco em cada categoria, mas que no passado atingia até uma dezena de vagas).

A saga dos caminhoneiros

Depois de três anos do início das filmagens, "Jorge, um Brasileiro" chega às telas (em Curitiba, estréia dia 2 de março, cines Lido I e Itália). Super produção para os padrões brasileiros - mais de 30 empresas se associaram ao projeto de Paulo Thiago, pavimentando o projeto com empréstimos desde quadros até carretas e caminhões - a transposição às telas do romance de Oswaldo França Júnior há muito vem sendo aguardada.

Hawks (e John Wayne) salvam cineasta alemão de acidente

Uma espécie de "Cidadão Kane" refilmado pela ótica de Fellini. Eis uma definição que caberia a "Francesca", pequena obra-prima, produzida em 1986, dirigida por uma cineasta de 38 anos, Verena Rudolph, e que após ter sido apresentada no Festival de Berlim, há 3 anos, foi premiada em Varbricken e recebeu também outras distinções. O melhor dos nove filmes apresentados na mostra Filmes Alemães da Nova Geração, encerrada ontem (cine Luz) e que teve casas lotadas todas as noites, com um público jovem e entusiasta.
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