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Richard Brooks

Quem diria, da glória artística aos sussurros do sexo explícito!

Em menos de uma semana, Curitiba perdeu dois espaços teoricamente destinados a atividades culturais: os cines glória e o Teatro do Sesi. Ambos destruídos por incêndios que, em poucas horas, reduziram a cinzas, áreas em que aconteceram momentos de arte, lazer e entretenimento - seja em imagens projetadas nas telas ou no grande palco do Teatro da Federação da Indústrias do Estado do Paraná - que justamente por ter sido projetado para uma função polivalente coadjuvada a cancha de esportes se constituía na maior área interna cênica do Estado.

Pavão voou no tempo para contar a história do rock

Nos tempos pioneiros da TV Paranaense, quando suas transmissões ao vivo eram feitas de um estúdio-kitchenet no último andar do edifício Tijucas, uma das atrações musicais que ali se apresentava com sucesso era o Conjunto Alvorada, formado por três afinadas menininhas, Sidneia, Marly e Meire. O grupo era dirigido pelo professor Theotônio Pavão, violinista, compositor, paulista de Botucatu, onde viria a falecer, aos 72 anos, em 25 de março de 1988.

A lambada na tela para o subdesenvolvido consumir

É lamentável que J. Ramos Tinhorão, o mais contundente dos sociólogos-críticos-pesquisadores de nossa cultura (dita) popular, não esteja com sua metralhadora giratória na imprensa nacional. Afinal, Tinhorão (José Ramos), 62 anos, a partir de 1951 na imprensa, sempre se caracterizou pela defesa intransigente do que entende por valores brasileiros - é um crítico feroz de modismos, marketings e jogadas internacionais disfarçadas como cultura. Nem a Bossa Nova escapou de seu olhar crítico, pois a partir de "O Samba Agora Vai...

O filme certo do black Lee

"Todo americano negro já se defrontou com o racismo. Pode não ser todo dia. É a mesma coisa que dizer "este cara é azul". Quando você vive lá, na América, você cresce com isso. É claro que agora não há mais os restaurantes ou toaletes separados, para brancos e negros. Nós fizemos o filme para mostrar que, mesmo assim, o racismo continua". (Spike Lee, diretor de "Faça a Coisa Certa").

Curitiba, prejuízo é o preço para aqueles que exibem melhores filmes

Menos de 100 espectadores assistiram "O Preço do Desafio" (Cinema I, hoje, último dia, sessões previstas para às 14, 16, 20 e 22 horas). Na estréia (quinta-feira, 10), apenas a sessão da noite, 20 horas, foi realizada: 7 espectadores. Em termos econômicos, considerando o custo-dia de um cinema (funcionários, aluguel, despesas de projeção e limpeza, etc.), seria natural que o filme fosse substituído já na sexta-feira por outro programa.

"A Sangue Frio", o romance sem ficção

Em novembro de 1959, o escritor Truman Capote trocou o sofisticado ambiente que sempre freqüentou na Nova York por ele glamurizada em contos, peças e artigos para, deixando o inverno que começava com uma sessão de muitos sociais eventos-artísticos, iniciar o projeto mais trabalhoso de sua vida: uma reportagem sobre o massacre de uma família de fazendeiros na pequena cidadezinha de Holcombe, situada nas altas planícies de trigo do Oeste do Rio Kansas, área desolada que os outros habitantes do Estado chamam de "lá longe".

Rapper, o som das ruas

No marketing fonográfico tudo que é novidade deve ser experimentado, pois o desconhecido hoje pode ser o sucesso amanhã. Isso explica porque um novo modismo, aparentemente descartável, o som marginal dos rappers, saia do circuito underground para ganhar discos. Enquanto o selo Eldorado lança o LP "Cultura de Rua", onde as gangues Thaíde e D.J. Hum, O Credo, Código 13, M.C. Jack e D.J.

Oito estréias para que o público lote os cinemas

E, mais uma vez, aconteceu: Numa mesma semana, repleta de atrações paralelas em teatro, há uma conspiração de lançamentos com múltiplas estréias (e reprises) que, no mínimo, merecem serem vistas pelo público. Assim, haja tempo e energia para disciplinar agendas e acompanhar a programação cinematográfica - e o mais grave é que muitos dos (bons) filmes que desde ontem estão em cartaz ficarão apenas uma semana em exibição.

Um painel para reflexões

Na primeira seqüência, noite de novembro de 1976, em Crossroads, um favela dos sem-terras em Campe Province, África do Sul, as imagens de Ronnie Taylor já vão colocando a miséria e a opressão social. A perfeita trilha de Benton e Gwanga (merecidamente concorrente ao Oscar, mas perdendo para "O Último Imperador") vai dando os contornos dramáticos, que explodem com a chegada das tropas militares para destruir as habitações e expulsar as famílias que ali vivem.

Marty abriu as portas de um cinema realista

A festa de entrega dos Oscars em 1955 foi extremamente romântica. Afinal, quatro dos cinco indicados traziam histórias de amor. O favorito era a superprodução de Buddy Adler, na Fox, "Suplício de Uma Saudade" (Love Is A Many Splendored Thing), direção de Leo McCarey, sobre a trágica paixão entre um jornalista americano, Mark Elliot (Willian Holden) e a médica eurasiana Han Suyn (Jennifer Jones) vivendo numa Hong Kong que ganhou o seu maior comercial turístico, ao som da enternecedora música de Sammy Cahn e Francis Paul Webster, até hoje embalando romances.
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