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Sinfônica do Paraná

Artigo em 09.04.1992

Na noite de sexta-feira, 27, antes do concerto da Sinfônica do Paraná, no hall do 2º balcão do auditório Bento Munhoz da Rocha Neto, uma homenagem mais do que merecida: inaugurado o retrato do arquiteto Rubens Meister, autor do projeto do Teatro Guaíra. Só agora, afinal, se fez uma justiça maior ao grande profissional. Homem modesto, longe das badalações, Meister, entretanto, ficou emocionado pela lembrança. xxx

Noite Vazia (II) - Músicos, órfãos da madrugada, cada vez com menos artistas

O fechamento dos bares-restaurantes Cristal e Habeas Coppus, dois dos raros endereços que, com palco, bom equipamento de som e uma grande simpatia de seus proprietários pela valorização dos melhores instrumentistas, reduz ainda mais o já estreitíssimo mercado de trabalho dos músicos no Paraná. Cadastrados na seção regional da Ordem dos Músicos do Brasil, 30 mil associados se reduzem a menos de 3 mil efetivamente tentando trabalhar no Paraná e menos de 10% conseguindo com imensas dificuldades, sobreviver apenas desta profissão.

Estranha exclusividade

A temporada de concertos da Sinfônica do Paraná, com uma série de compromissos agendados para este semestre, poderá ser interrompida por culpa da Secretaria Municipal da Cultura. A estranhíssima e inesperada decisão daquela pasta em exigir dedicação exclusiva por parte de quatro dos melhores músicos da Osimpa que também atuam na Camerata Antiqua de Curitiba, visa desfalcar a orquestra estadual de músicos indispensáveis para suas apresentações.

O pianista que veio do Vietnã

Fazendo a RGE voltar aos bons tempos em que era uma etiqueta de prestígio, com produções das mais esmeradas e excelente elenco, o "record-man" Oswaldo Pozo está começando a sentir as possibilidades de uma nova faixa de público - a de música erudita. Isto explica a edição do elepê do pianista vietnamita Dang Thai Son interpretando 19 valsas de Chopin. Há algumas semanas, dentro da série "Concertos para o Povo", Dang Thai Son esteve no Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto, apresentando-se como solista da Sinfônica do Paraná, regida por Oswaldo Colarusso.

No campo de batalha

Mais uma merecida honraria para engrandecer o curriculum de nosso cientista maior: o professor Newton Freire Maia, foi um dos quatro brasileiros distinguidos com o prêmio "Alfred Zurzygowski" de 1991 pela Academia Nacional de Medicina. Receberá o diploma no próximo dia 15, no Rio de Janeiro, em solenidade que terá como orador o Dr. João Cardoso de Castro. Os outros distinguidos com a mesma distinção foram os médicos Otávio Alves de Lima Filho, Nelson da Silva Porto e Eleutério Brun Negreiros. xxx

De mulheres, vozes, esculturas e noite

Algumas mulheres em destaque profissional, pelo trabalho, talento e entusiasmo, merecem destaque neste início de semana. De princípio, duas vozes divinas, a goiana Angela Barra, 32 anos, recém-chegada da Venezuela - onde entre 26 candidatas foi a vencedora de (mais um) concurso internacional de canto lírico - e a curitibana Denise Sartori, 30 - única latino-americana selecionada para disputar o próximo concurso de canto Luciano Pavarotti (1992, nos Estados Unidos) tornaram mais musical a manhã de domingo, como solistas do concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná.

Uma generosa ajuda alemã ao Festival de Cascavel

O concerto de domingo pela manhã, no auditório Bento Munhoz da rocha Neto, foi duplamente significativo: ao lado de mostrar uma grande performance de nossa Sinfônica, sob regência do maestro-assistente Oswaldo Colarusso teve como solista um dos grande virtuoses do piano no Brasil, Miguel Proença (*).

Sobe ao palco uma peça de inverdades

No mínimo, uma lamentável desinformação é o que pode explicar a entrevista do ator carioca Oswaldo Loureiro, assumindo - a contragosto da classe artística paranaense - a superintendência da Fundação Teatro Guaíra ao fazer deselegantes declarações visando atingir a administração que o antecedeu.

O povo merece aplaudir a nossa boa orquestra

Um dos mais belos concertos da atual temporada da Sinfônica do Paraná, no domingo pela manhã, teve um bom público - cerca de mil pessoas - mas a metade do auditório Bento Munhoz da Rocha Neto ficou vazia. É de se perguntar: é justo que um evento oficial, com uma orquestra mantida pela população através de recursos públicos, deixe de atingir em suas apresentações o maior número possível de espectadores?
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