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René Ariel Dotti

A ciranda do poder

Foi em Paris, durante um dos muitos jantares cinco estrelas, com vinho da melhor safra, no apartamento-estúdio do pintor Juarez Machado - e preparados por sua esposa, Eliete - que o governador eleito Roberto Requião e Maristela, aconselharam-se sobre mudanças nas artes plásticas do Paraná. Como Juarez não iria trocar os US$ 30 mil que fatura (no mínimo) mensalmente na Cidade Luz para vir assumir a direção do Museu de Arte Contemporânea, lembrou o nome de seu maior amigo no Paraná, João Osório Brzezinski, 51 anos, como o nome ideal para dirigir o MAC.

Araken, um homem que amava o mundo

Paraná, abril de 1971, Haroldo Leon Perez substitui Paulo Pimentel no Governo e inicia uma administração de ódio e perseguições. O ESTADO é o único jornal a enfrentar o udenista que se julga dono do mundo. Poucos jornalistas se acorajaram a assinar colunas críticas denunciando as irregularidades da nova administração - que poucos meses depois levaram o então presidente Médici a obrigar a sua "renúncia".

Cortesia demagógica com filmes alheios

Apesar das 144 linhas ocupadas em nossa coluna de ontem pelo "Direito de Resposta" do sr. Francisco Carlos Nogueira, Coordenador de Cinema da Fundação Cultural de Curitiba, nenhuma das colocações feitas na edição de 10 do corrente ("Cortesia demagógica com filmes alheios) foi contestada. Ao contrário, o coordenador (sic) reconhece que a ajuda que a FCC liberou foi realmente "irrisória" frente aos valores atualizados dos filmes e que a Mostra Internacional de Curta-metragens só veio a Curitiba graças a sra.

Graças a lei de Tulio, o teatro é José Maria

Nem o deputado (e vice-prefeito) Algaci Tulio, nem o governador Roberto Requião foram amigos íntimos do ator José Maria dos Santos. Conheceram, naturalmente, o mais profissional dos homens de teatro que o Paraná já teve, admiravam sua resistência e independência artística, e como milhares de outras pessoas, sentiram a sua morte há 19 meses passados.

"Cortesia" demagógica com filmes alheios

Se não fosse a dignidade e coerência dos realizadores Fernando Severo e Fernanda Morini, a "coordenadoria" (sic) de cinema da Fucucu teria criado um constrangedor atrito entre o prefeito Jaime Lerner e a secretária Gilda Poli.

Stresser, o compositor que Curitiba esqueceu

Quando o advogado Renê Dotti assumiu a Secretaria da Cultura, uma das primeiras pessoas que lhe solicitaram uma audiência foi a professora Marisa Mendes Sampaio. Pesquisadora incansável de nossa vida cultural, a ele recorreu com a esperança de poder reaver os originais e fotografias únicas de um livro sobre o compositor Augusto Stresser, extraviado na administração anterior - no infeliz governo José Richa.

Mesmo sem ajuda, nosso vídeo vive

Durante dois anos e meio a infeliz administração da Fundação Cultural de Curitiba não só ignorou totalmente o setor de vídeo como também fez tudo para prejudicar a regulamentação do fundo Municipal de Cinema, projeto aprovado na excelente administração Roberto Requião por iniciativa do combativo vereador José Maria Correa. Denúncias sucessivas levantadas pelo vereador Mário Celso, um dos mais atentos fiscais dos desmandos na área cultural e a recente intimação à sra.

Sobe ao palco uma peça de inverdades

No mínimo, uma lamentável desinformação é o que pode explicar a entrevista do ator carioca Oswaldo Loureiro, assumindo - a contragosto da classe artística paranaense - a superintendência da Fundação Teatro Guaíra ao fazer deselegantes declarações visando atingir a administração que o antecedeu.

Adeus, Stelinha!

Com a morte de Stelinha Egg, na segunda-feira, 17, o Paraná perdeu sua única cantora que obteve uma real projeção nacional. A verdade é que Stelinha, mesmo afastada da vida artística há mais de 10 anos, era a única intérprete nascida em Curitiba que conseguiu tornar-se um nome popular em termos nacionais, excursionando ao Exterior e gravando mais de uma centena de músicas em 78 rpm, 45 rpm e elepês.

Mário Celso, o sabor de 72 horas no poder

Ao transmitir ontem o cargo de prefeito interino para o deputado Algaci Túlio, o vereador Mário Celso completou apenas 72 horas na chefia do Executivo. Aparentemente, uma substituição quase simbólica, pois assim como o vice prefeito Tulio, assumindom por suas semanas, durante a viagem de Jaime Lerner à Escandinávia, já tem limitada a sua ação, nem se cogita que em apenas três dias úteis, alguém possa personalizar qualquer ato na máquina administrativa.
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