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René Ariel Dotti

A grande família Queirolo

Nos (bons) tempos em que Hermínio Bello de Carvalho dirigia a divisão de Música Popular da Fundação Nacional das Artes, uma de suas preocupações era marcar as efemérides ligadas a nossa cultura popular na área musical com eventos alusivos.

Eddy, o intelectual que o Paraná perdeu

"Não se pode morrer na metade do quinto ato" (Henryk Ibsen - 1828-1906; "Peer Gynt", ato V) A primeira peça que assisti no auditório Salvador de Ferrante foi "Seu Nome Era Joana". Verão de 1958. No palco, a história da donzela de Orleans - num magnífica atuação de uma jovem amadora, Astrid Rudner (por onde andará hoje?) tinha uma luminosidade e vibração ao meu provinciano olhar de quem começava a ver o que era uma montagem teatral. Guardei não só o impacto daquele peça encenada pelo então ativíssimo grupo de teatro mantido pelo Sesi como o nome do autor.

Arthur Miller não vem porque não há dinheiro para convite

Se o orçamento da Fundação Teatro Guaíra não tivesse sofrido cortes e as montagens de várias óperas e dos últimos espetáculos teatrais ("Mistérios de Curitiba e "New York Segundo Will Eisner") não tivessem exaurido as finanças, uma idéia surgida há alguns meses poderia ter sido levada adiante: convidar Arthur Miller a vir ao Brasil para assistir à montagem de "As Feiticeiras de Salém".

Como será o day after da cultura no Paraná?

Seja por não acreditarem no potencial do eleitorado que se preocupa - e participa - da questão cultural, seja por necessidade de concentrarem as tônicas de suas campanhas em temas mais diretamente ligados à população - economia, custo de vida, mercado de trabalho, combate à corrupção etc. - o fato é que até agora, faltando apenas sete dias para as eleições, nenhum dos candidatos ao Governo se deteve em discutir como vai tratar a cultura no Estado.

A batalha cultural

Embora jure que não quer nem ouvir falar em formação de seu secretariado, o governador eleito Roberto Requião não pode evitar especulações. Para a Secretaria da Cultura, há dois nomes em alta: a professora Maria Cristina Vieira, presidente da Fundação Avelino Vieira, diretora do grupo Bamerindus, e primeira vice-presidente da Associação Comercial, e a arquiteta Jussara Valentim, que foi diretora administrativa da Fundação Cultural na gestão de Requião.

Afinal, Guaíra tem agora seu elevador

Na noite de quarta-feira, 10, na estréia da ópera "Helka", pela primeira vez os espectadores que por idade ou problemas físicos nunca puderam assistir espetáculos no primeiro e segundo balcão, não terão mais este problema. Finalmente, um amplo elevador estará funcionando, atendendo uma reivindicação que se fazia desde que o auditório Bento Munhoz da Rocha Neto foi inaugurado - completando assim, uma obra cujo projeto foi elaborado há mais de 40 anos - e cuja construção arrastou-se por mais de duas décadas e cinco diferentes governos.

A Cultura e o Estado

Depois de permanecer ignorada durante toda a campanha do primeiro turno a Cultura, finalmente, começa a ser lembrada como ponto de discussão dos candidatos ao governo do Paraná. Ao contrário do que aconteceu em 1965, quando da campanha de Paulo Pimentel ao governo do Paraná, os artistas e intelectuais se posicionaram em atuantes comitês (já que o seu oponente, o professor Bento Munhoz da Rocha Neto tinha uma tradição na elite cultural paranaense) nas últimas eleições notou-se um enfraquecimento dos produtores (e consumidores) das artes e Cultura em termos de organização partidária.

No campo de batalha

Maringá em ritmo musical justificando seu nome: além da prefeitura ter adquirido o piano que foi de Joubert de Carvalho (1900-1977) - no qual compôs, em 1931, a canção que deu nome a cidade - a Orquestra Sinfônica ali fundada começa a ter uma boa estrutura. Uma das metas é fazer logo aquilo que a Sinfônica Paranaense teve que esperar por 5 anos - e só conseguindo graças ao dinamismo de Constantino Viaro, superintendente da Fundação Teatro Guaíra: gravar um disco. xxx

Maranhão mostra nosso teatro em caricaturas

Há quase 50 anos em Curitiba, um dos fundadores do Teatro do Estudante do Paraná - grupo ao qual se dedicou por toda sua vida - Armando Maranhão é uma das memórias de nossa vida cênica. Modesto, sem buscar a autopromoção, Maranhão - nascido no Estado que carrega em seu sobrenome - tem um curriculum dos mais expressivos nas batalhas do teatro amador e foi, sem dúvida, um dos três maiores amigos de Paschoal Carlos Magno, fundador do Teatro do Estudante do Brasil (1938) e que se dedicou, até a sua morte, a realizar congressos, festivais e outros eventos culturais.

Em novembro, chegam "As Bruxas de Salém"

Antes de viajar, domingo, para a Europa, em suas férias de inverno, o advogado Constantino Viaro, superintendente da Fundação Teatro Guaíra, definiu com o secretário René Dotti as principais produções para o final de administração - na ocupação dos espaços do teatro até março de 1991, quando haverá a mudança de guarda cultural.
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