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René Ariel Dotti

Um concerto internacional na quente tarde de domingo

Aquela sensação cultural, de grande metrópole no qual concertos de primeiro nível, acontecem à tarde, foi saboreada pelos espectadores que compareceram domingo no Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto: o concerto da Filarmônica de Moscou - o segundo em sua turnê brasileira - foi um dos acontecimentos mais importantes do calendário artístico deste ano e mesmo pagando ingressos a Cr$ 2.800,00, ninguém reclamou: raras vezes uma orquestra de tamanho nível artístico-profissional passou por Curitiba.

No campo de batalha

O secretário René Dotti tem um amigo comum que pode ampliar o canal com a recém-criada Secretaria da Cultura: é o jornalista Sebastião França, assessor da Embrafilme - e ex-assessor da Secretaria da Cultura no Paraná. No ano passado, França empenhou-se em divulgar no Paraná o furioso livro que Ipojuca Pontes escreveu denunciando erros da política cinematográfica brasileira: "O Cinema Dilacerado". xxx

Zuza, o homem certo para iluminar a nossa cultura

Luzes acendendo-se no final do túnel da cultura oficial: ontem, em Brasília, tomou posse como diretor do Departamento de Cooperação e Difusão Cultural da Secretaria de Assuntos Culturais, o jornalista José Eduardo Homem de Mello. Em menos de um mês, entre sua apresentação ao secretário da Cultura do governo Collor, Ipojuca Pontes, ao decreto com sua nomeação - publicado no "Diário Oficial da União" no dia 2 do corrente, Zuza - forma afetiva com que José Eduardo é conhecido - teve aprovação imediata de seu nome. E a repercussão pela escolha não poderia ser melhor. xxx

Para atualizar agendas na ciranda da política

Nada mais natural do que uma ciranda em cargos do segundo ao quarto escalão (em alguns casos) após a reforma do secretariado no furacão que se seguiu a decisão do governador Álvaro Dias em permanecer no cargo até o último dia de sua administração. Assim, independente de divulgações esparsas de nomeações que ainda estão acontecendo, eis algumas designações a serem anotadas para atualizar agendas. xxx

Palmas é nossa mas o nome era sem o 's'

A discussão em torno da escolha do nome de Palmas para a futura capital do Estado de Tocantins pode propiciar debates que extrapolem as questões jurídicas que o secretário René Dotti, da Cultura, levantou em um irado documento encaminhado ao governador Álvaro Dias para ser levado a várias entrâncias. Afinal, pode-se até discutir as origens do nome do município paranaense.

A invasão paranaense que colonizou o Sul

Se a questão do nome de Palmas seria inspirado nos coqueiros butiás da região ou uma homenagem ao Conde de Palma, o capitão-general-governador da Capitania de São Paulo em 1816, dom Francisco de Mascarenhas, é apenas um pequeno detalhe na dissertação de mestrado da professora Roselys Velloso Roderjan. O corpo de seu trabalho traz idéias bem mais profundas - que justificam, plenamente que a mesma ganhe edição o mais rapidamente possível.

De Bonna ganha o álbum que sua arte merecia

Se a vida editorial no Paraná continua ainda fraca, longe da pujança de um Rio Grande do Sul, por exemplo - algumas luzes se acenderam no túnel cultural. Por exemplo, a editora Scientia et Labor, da Universidade Federal do Paraná, transformou-se de sonho em realidade - conforme registramos em outro texto desta mesma coluna. E na área de livros de arte, temos algumas publicações dignificantes, sem contar que desde que a Casa de Idéias encontre apoio, o talento do Mirandinha ajudará a fazer com que publicações do mais alto nível ganhem forma neste ano.

A Ilha do Mel nas imagens coloridas de Helmuth Wagner

No prelo em fins de 1989 - ano referência nas fichas catalográficas - os primeiros dois livros paranaenses a terem lançamento neste início de 1990 serão "Ruas e Histórias de Curitiba" de Valério Hoerner Jr. (dia 8, livraria Ypê Amarelo) e "Ilha do Mel", álbum de fotografias de Helmuth Wagner (em março, data ainda não marcada). A julgar por estes dois primeiros trabalhos, este início de década parece que será promissor para o campo editorial: o livro de Hoerner Jr.

Com a falta de dinheiro, os nossos curtas estão parados

No ano passado o Paraná esteve totalmente ausente no circuito dos festivais de cinema. Se em 1988, Fernando Severo conseguiu com seu curta, 16 mm, algumas premiações em Gramado, Brasília e Salvador - principalmente porque "O Mundo Perdido de Kozák" focava, com bom gosto e cuidados de realização, um tema muito simpático (o resgate de um pioneiro da cinematografia, com preocupações ecológicas já nos anos 40/50), no ano passado nenhum realizador paranaense conseguiu ingressar sequer na parte seletiva dos festivais.

Um Chico Mendes julgado na competição dos curtas-metragens

Fortaleza - Como eficiente assessor da Embrafilme, o jornalista Sebastião França, faz questão de contar a boa notícia: por determinação do ministro José Aparecido de Oliveira, da Cultura - após ouvir o apelo do secretário René Dotti (de quem França foi assessor especial por seis meses) a Fundação do Cinema Brasileiro vai agilizar a sua participação para que os quatro curtas-metragens, co-produzidos pelo governo do Paraná, sejam, enfim, finalizados. Não é sem tempo.
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