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The Best

Geléia Pop

Enquanto a melhor produção instrumental - vocal brasileira ainda tem que ser garantida entre produções independentes - cada vez mais difíceis devido ao alto custo de realização - o mercado pop não para de crescer com lançamentos multinacionais. Por exemplo, a EMI/Odeon terminou o ano passado lançando o álbum de Pet Shop Boys, "Discography: The Complete Singles Collection". O disco traz uma coletânea dos seus maiores sucessos, a começar por "West end Girls", o primeiro hit da dupla Chris e Neil lançada em 1984.

Os tangos e boleros com Luna e Agostinho na arte do encontro

Fundada há 37 anos, como um modesto estúdio, a RGE se constitui ao lado da Continental, a única marca basicamente nacional - já que a terceira que resistia, a Copacabana, foi vendida - em seu acervo e selos - para o grupo Sony. Ao longo de quase quatro décadas, a RGE reuniu um acervo notável, pois foi quem lançou cantoras como Maysa, Agostinho Rodrigues, orquestra como a do italiano Simonetti e Pocho, conjuntos marcantes da Bossa Nova como o Zimbro Trio, e compositores revelando-se intérpretes como Chico Buarque, Toquinho e Vinícius de Moraes - só para citar alguns exemplos.

The Best of Brazil, a personalidade recondicionada para consumo externo

Durante anos um dos negócios alternativos lucrativos para quem desejava estabelecer-se numa área paralelamente cultural era a de comercializar discos antigos. Afinal, era só nos "sebos" que se poderia encontrar discos editados há 10, 15 ou 30 anos e que, retirados de catálogos, esgotados, tornavam-se "collector's itens". Disto aproveitavam-se alguns donos de "sebos", cotando em somas elevadíssimas as raridades mais procuradas.

Plácido traz o melhor da ópera

O pensamento do musicólogo John Steane é tão lúcido que não resisto a tentação de citá-lo na íntegra:

Um furioso som dançante no pacote dos roqueiros

O II Rock in Rio fez com que as gravadoras deitassem e rolassem em seus produtos de época. Dezenas de elepês - alguns em versões CD e também em fita chromo - desaguaram nas lojas e só nos estandes do Maracanã foram vendidos 17.800 LPs, CDs e fitas, enquanto a Livraria do Rock colocava 12.000 livros (os títulos mais vendidos foram biografias do New on the Block e do Gun'N Roses). A mercadologia do supérfluo funcionou.

Só com os sambas das escolas as novidades deste Carnaval

É chover no molhado, repetir o óbvio ululante (como diria Nelson Rodrigues) e clamar no deserto sonoro a falta de músicas carnavalescas. Afinal, a verdade é uma só: a época em que havia marchinhas e sambas - eventualmente marchas-ranchos - especialmente para o Carnaval vai tão distante quanto o tempo dos lança-perfumes, dos confetes e serpentinas aos quilos, dos programas de rádio-auditório e até das virgens que, diziam os pais preocupados, "tinham que se cuidar para não se perderem no tríduo momesmo". Bons tempos que se foram!

A Stiletto chega cortando fundo no som hard do rock

A Stiletto, um dos mais ágeis selos da área pop/rock, com sede em Londres, é o exemplo de como funciona o mercado específico para esta faixa. Em 1987, Laurence Brennan, 41 anos, fundador do selo, firmou um acordo com o Estúdio Eldorado (ligado ao grupo "O Estado de São Paulo") para prensagem e edição de sua produção.

"Personalidades" muito bem escolhidas da MPB

O advento da Era do CD estimulou as gravadoras a produzirem discos com os nomes de potencialidades de vendas que passaram por suas etiquetas. Afinal, os direitos sobre os fonogramas pertencem às gravadoras, público existe - tanto aquela faixa exigente que, pouco a pouco, vai substituindo os discos em vinil por CDs (como, a partir de 1952, substituiu os pesados e frágeis 78rpm por elepês), como, no caso dos mais jovens, que dispõe de montagens reciclantes, com excelente tratamento de remixagem, de gravações históricas.

Novos grupos nos caminhos do pop

New Kids on the Block é daqueles casos que compensam o que uma gravadora investe na produção de dezenas de elepês - e que mesmo com 90% sem retorno, valem pelo que faturam. Saindo agora o quarto elepê do "New Kids on the Block" ("Step By Step", CBS), números provam o astral comercial do grupo: já vendeu 15 milhões de cópias, foi matéria principal em jornais e revistas dos EUA e Europa (e, a partir de agora, também no Brasil, vide "Veja" há três semanas) e só em 1989 o grupo fez 250 shows.

Nat King Cole, 25 anos depois, cada vez melhor

Paralelamente aos quatro volumes da Atlantic Jazzlore, a WEA traz também quatro álbuns da MCA/Impulse, igualmente indispensáveis. Começa com o duplo (embora em capa simples). "The Feeling of Jazz" com Nat King Cole, falecido há 25 anos, e que, talvez por isto começa a ser agora devidamente lembrado. No finalzinho do ano passado a EMI/Odeon lançou a caixa "Songs We'll Never Forget", com cinco LPs com 70 canções gravadas no período 1947-1964, entre os quais os seus maiores sucessos ("Blue Gardenia", "Love Letters", "Stardust" etc).
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