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Novos grupos nos caminhos do pop

New Kids on the Block é daqueles casos que compensam o que uma gravadora investe na produção de dezenas de elepês - e que mesmo com 90% sem retorno, valem pelo que faturam. Saindo agora o quarto elepê do "New Kids on the Block" ("Step By Step", CBS), números provam o astral comercial do grupo: já vendeu 15 milhões de cópias, foi matéria principal em jornais e revistas dos EUA e Europa (e, a partir de agora, também no Brasil, vide "Veja" há três semanas) e só em 1989 o grupo fez 250 shows.

Nat King Cole, 25 anos depois, cada vez melhor

Paralelamente aos quatro volumes da Atlantic Jazzlore, a WEA traz também quatro álbuns da MCA/Impulse, igualmente indispensáveis. Começa com o duplo (embora em capa simples). "The Feeling of Jazz" com Nat King Cole, falecido há 25 anos, e que, talvez por isto começa a ser agora devidamente lembrado. No finalzinho do ano passado a EMI/Odeon lançou a caixa "Songs We'll Never Forget", com cinco LPs com 70 canções gravadas no período 1947-1964, entre os quais os seus maiores sucessos ("Blue Gardenia", "Love Letters", "Stardust" etc).

Dylan, quase cinquentão

Sem dúvida, é o maior nome do que restou da contracultura dos anos 60. Dos anos de fogo em que a juventude foi às ruas para mostrar uma consciência política - misturando protestos contra o envolvimento na guerra do Vietnã (e outras guerras menores), pelos Direitos Civis, pelas discriminações - entremeadas de muito fumo e sexo. Era a época do faça amor não faça a guerra, do flower power, do paz e amor e tantas outras imagens que ficaram dos anos 60.

Tina, um caso de marketing musical

Não há dúvida de que o marketing é que vale e o mundo é cada vez mais a aldeia global prevista por Marshall MacLuhan. Uma prova disto é a mídia internacional que a Capitol fez para o lançamento do novo álbum de Tina Turner ("Foreign Affair") e garantir que o mesmo atinja as top parades ainda mais rapidamente do que "Private Dancer" (1984), que vendeu mais de 11 milhões de cópias.

Se não dá para ver ao vivo, console-se com as gravações

A cada ano, o conselho consultivo do Free Jazz, do qual fazem parte experts na área como Zuza Homem de Mello (em Cascavel neste fim de semana, integrando o júri do XVII Fercapo), programam criadores da mais alta voltagem, não só entre os já consagrados, como aqueles que estão aparecendo nos últimos anos com propostas novas. Isto explica a presença de um inovador como o saxofonista John Zorn, cujo primeiro elepê aqui lançado há poucos meses (pela WEA), surpreendeu mesmo aos ouvidos mais abertos.

Quarentões, Carole, Neil e James Taylor retornando

Um retorno auspicioso: Carole King. Uma das principais compositoras na linha soft dos anos 60 (embora só tenha ficado famosa na década seguinte), nova-iorquina do Brooklyn, 47 anos, em plena maturidade, mostra em "City Streets" (Capitol/Odeon), que conserva aquela poesia e sensibilidade que a fez emplacar tantos sucessos em vozes de vários cantores e grupos - com "Will You Love Me Tomorrow?" (The Shireless), "Natural Woman" (Aretha Franklin), "Hi-De-Ho" (Blood Sweat & Tears), "Wasn't Born to Follow" (The Byrds) e "Going Back" (Dusty Stringfield).

Geléia Geral

Enquanto fala-se no fim dos Rollings Stones - após 24 anos de permanência na pole position do biz do rock - e a CBS continua a vender o álbum "Ditry Work"(1985), são reeditados dois álbuns-duplos históricos do mais famoso grupo de rock inglês: "Exile On Main Street" e "Love You Live". O primeiro de 72, contundente, traz um clima agressivo, lembrança nostálgica de suas primeiras composições. Já o repertório de "Love You Live" é uma coletânea histórica, retirada de shows realizados durante abril de 76, no sul da França, e em 26/2/77, na cidade de Toronto.

Jazz com Tony e a banda de Watts

O jazz continua em alta: enquanto a terceira edição do Free Jazz (Rio / São Paulo) entra em fase final de preparação, as gravadoras ampliam suas edições, com a CBS na dianteira.

Chick Corea, a eletricidade com harmonia no melhor jazz

A atuante Ivone Kassoul, responsável pela divulgação da terceira edição do Free Jazz Festival (setembro, Rio de Janeiro e São Paulo) confirma que entre as atrações deverá estar o pianista Chick Corea. E conta que este ano, ao contrário do que falhou em 1985/86, está havendo um trabalho junto às gravadoras para que, aproveitando a motivação deste festival, idealizado pela Dueto Promoções, de Mônica Dauelsberg, aconteçam edições de discos dos superstars do jazz que virão ao Brasil.

Geléia Geral

Dentro do revival de nomes famosos dos anos 60 que estão agora fazendo circuitos no Brasil - Chubby Cheeker, Johnny Mathis, Trini Lopez, Johnny Rivers e, mais uma vez, Ray Connif e sua orquestra - esteve também o compositor, guitarrista e cantor José Feliciano. Portorriquenho, 41 anos, cego de nascença, Feliciano aconteceu internacionalmente em 1968 com "Light My Fire" e "California Dreamin".
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