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Projeto Pixinguinha

Uma noite de amigos e belíssimas canções

Se não houvesse problemas de direitos autorais, "Grandes Músicos, Grandes Amigos" poderia se transformar num histórico CD, vídeo ou especial para televisão. Pois embora tenham ocorrido algumas falhas técnicas - o som, por exemplo, estava inaudível quando Johnny Alf subiu ao palco e fez o primeiro número, melhorando quando apresentou sua nova descoberta (a bela jovem paulista, Sandra Pereira, cantando "Ilusão à Toa") - a emoção, o astral e o significado do evento o tornou um momento muito especial.

Mozart vai editar agora o seu jornal

O empresário artístico Mozart Primo, 38 anos, 19 de atividade na área, vem realizando um bom trabalho em Curitiba. Honesto e dedicado, preocupado em gerenciar temporadas bem sucedidas, seu conceito só tem crescido nos últimos anos e hoje, ao lado de Verinha Walflor, forma a dupla de maior credibilidade na praça. Cada um em seu escritório, relacionamentos nacionais, estão movimentando as agendas para ocuparem os espaços não só do Guaíra mas também de outros locais artísticos do Estado. Verinha, inclusive, tem convites para administrar temporadas nacionais.

Quem faz cultura está ameaçado de demissão

Apesar do vice-prefeito Algaci Túlio ter se solidarizado com muitos dos funcionários demitidos pelo prefeito Jaime Lerner - principalmente porque agora, alega, não foi consultado a respeito, o enxugamento no quadro de servidores está sendo absorvido. As reuniões dos atingidos pelas demissões esvaziaram-se, a menos em termos políticos, de forma que aqui não aconteceu o que se registra em relação à eliminação de milhares de funcionários federais.

E Curitiba ficou fora do roteiro da Bossa Nova

Cláudio Ribeiro, diretor da divisão de Música Popular da Secretaria da Cultura, quebrou lanças mas não conseguiu vencer a burocracia (e apatia) que faz com que Curitiba continue perdendo bons espetáculos. Assim, o revival "Bossa Nova, 30 Anos / Chega de Saudade", já iniciado em Londrina com as apresentações do Quarteto em Cy - e que também entrou no roteiro de Cascavel - não virá mesmo a Curitiba.

Chega se Saudade! Ao menos em Londrina, Bossa Nova tem lugar

Para evitar que se repita a frustração do Projeto Pixinguinha - 1989 - que desviou sua rota para o eixo Foz do Iguaçu-Cascavel, já que não houve condições de conciliar o (ocupadíssimo) calendário dos auditórios do Teatro Guaíra, com a programação musical que este ano terá 8 espetáculos do melhor nível (e que os curitibanos não assistirão), Cláudio Ribeiro, recém empossado diretor da divisão de Música Popular da Secretaria da Cultura, está fazendo das tripas coração para que não se perca, em termos locais, outra grande promoção: "Bossa Nova: 30 Anos / Chega de Saudade". xxx

Um projeto que deu certo

Nos três primeiros anos do Projeto Pixinguinha (1977/79), os melhores elencos de nomes da MPB - geralmente dois artistas consagrados e um estreante, mais músicos - lotaram todas as sessões do auditório Bento Munhoz da Rocha Neto. Marinho Gallera, hoje dedicando-se apenas à publicidade, era o administrador regional do projeto, que estabeleceu grande empatia com a comunidade artística local.

Pixinguinha, nunca mais! (Curitiba ficou de fora)

Triste, mas verdadeiro: o Projeto Pixinguinha não virá a Curitiba. Após quatro dias de conversações e espera de uma definição, o coordenador geral do projeto, Paulo César Rezende, viajou na sexta-feira passada para Cascavel, ali estudando a possibilidade de se formar um eixo Foz-Cascavel, viabilizando a passagem de seis elencos musicais por aquelas cidades do Sudoeste.

E a Funarte perdeu seu melhor executivo, HBC

A Fundação Nacional das Artes perdeu o seu maior animador cultural. Desde o dia 17, em caráter irrevogável, Hermínio Bello de Carvalho deixou a direção da divisão de música popular do Instituto Nacional de Música Funarte para se dedicar exclusivamente a produção de seu programa "Mudando de Conversa", da TV Educativa do Rio de Janeiro. Oficialmente, devido a mudanças no estatuto do funcionalismo público, ficaram vedados exercícios de cargos em mais de uma instituição. Assim, Hermínio teve que fazer uma opção e preferiu a produção do programa de televisão.

Pensando o Brasil, foram 13 anos de bons projetos

Numa certa carta afetuosa e poética - bem dentro de seu estilo belíssimo de se comunicar - Hermínio Bello de Carvalho comunicou aos amigos de todo o Brasil o seu desligamento da Funarte.
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