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Ricardo Cravo Albim

O canto das mulheres para ajudar a muitos

Mulher, seu nome é canção. A idéia é ampla e antiga: afinal, as musas sempre estiveram presentes em nosso cancioneiro. No nosso e em todos os países nos quais a música reflete o romantismo, os sonhos, o imaginário. Mas os bons temas são eternos e uma nova prova disto é feita com nobres finalidades: o Banco do Brasil bancou a prensagem de 300 mil cópias de um belíssimo álbum duplo - "Há Sempre Um Nome de Mulher" - que está sendo vendido em todas suas agências.

Blue Note, um clube de jazz

A idéia é antiga: reunir os aficionados de jazz num clube que possa possibilitar um intercâmbio de informações, a promoção de eventos (cursos, mesas redondas, etc.) relacionadas a esta música tão fascinante e, naturalmente, estimular os instrumentistas locais que se preocupam em desenvolver um trabalho de maior fôlego.

O colonialismo cultural destrói sotaque caipira

Até que ponto Fábio Ramos, líder (sic) do "Dragões do Heavy Metal", responsável pelo incidente ocorrido no CGT Gaudérios do Oeste, em Cascavel, pode ser responsabilizado sozinho? Talvez seja mais vítima do que algoz de um processo de lavagem cerebral que, a partir da globalização do Brasil em termos de "programação artística", leva a destruição dos valores locais e substituição pelo que de pior existe no lixo internacional.

30 anos sem Carmen

Quando dirigiu o antigo Instituto Nacional do Cinema, o pesquisador Ricardo Cravo Albim tinha um projeto que não pôde concretizar: conseguir junto às produtoras americanas cópias de todos os filmes nos quais Carmen Miranda trabalhou. Lamentavelmente, não existe no Brasil as cópias dos filmes que "A Pequena Notável"- apelido artístico que ela ganhou de César Ladeira - fez na América. Assim como também há raros registros de sua passagem pelo nosso cinema.

Festival do Rio (IV) II Fesrio já tem data: novembro, 85

RIO (Especial para O ESTADO DO PARANA) - Ao encerramento do I Festival de Cinema, televisão e vídeo, terça-feira última, uma coisa já era definitiva: a realização de sua segunda edição, em novembro 1985, com uma estrutura bem mais ampliada e uma planificaçãoantecipada, corrigindo-se as deficiências observadas durante os últimos dez dias. Praticamente independente dos recursos oficiais - a contribuição da Flumitur ficou em menos de Cr$ 300 milhões e o Fesrio custou mais de Cr$ 6 bilhões - e justamente por não ficar atrelada à máquina estatal é que esse festival poderá consolidar-se.

Um troféu para a pesquisa musical

Passou despercebido um importante fato ligado a memória musical brasileira, ocorrido no final do ano passado: o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (onde esta instituição funciona, ao contrário de Curitiba) concedeu o Prêmio Almirante, destinado ao melhor texto sobre música popular brasileira publicado no ano de 1983 à pesquisa "Discografia Brasileira 78 rpm", editado pelo Instituto Nacional de Música, da Funarte, através de sua Divisão de Música Popular, graças ao patrocínio da Xerox do Brasil, através de sua Biblioteca Xerográfica.

De como se perde no Ceará mais um pedaço da memória

Entre 27 de fevereiro a 1º de março de 1975, quando, pela primeira vez, estudiosos da música popular brasileira se reuniram em Curitiba - num encontro realizado paralelamente ao festival de MPB que marcava o calendário comemorativo de inauguração do Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto, um pesquisador nordestino, magro e tímido, impressionou experts com o sempre lembrado Lucio Rangel, Sergio Cabral, Paulo Tapajós, Paixão Cortês, José Domingos Raffaelli e Miecio Caffé, entre outros. Mostrando fichas indicativas e fazendo correções de importantes fatos ligados à nossa música.

Compositores e Intérpretes (II)

Os baianos continuam acontecendo musicalmente. Se Gil e Caetano, com seus novos discos ("Refavela" e "Bicho", respectivamente, da Philips) ocupam um natural destaque, não podemos esquecer outros filhos da boa e musical terra, em seus estilos diferentes. Por exemplo, Paulo (Francisco [Espindola] Brito, ex-bancário, ex-estudante, ex-craque do futebol baiano, após um baião ("Chegando"), que chegou a aparecer em 1975, ganha agora o seu primeiro elepê ("Atenção", RCA Victor, 183.0204, maio/77).
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