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Ricardo Cravo Albim

Hoje, a boa MPB

O modinheiro Paulo Tapajós, o melhor interprete da obra de Catulo da Paixão Cearense (1866-1945) e o flautista Altamiro Carrilho, o grande cultor do chorinho no Brasil, justificam o comparecimento do público interessado na melhor MPB hoje à noite no auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (21 horas, Cr$ 5,00 o ingresso). Ricardo Cravo Albim, ex-MIS, ex-INC, hoje produtor do programa do Projeto Minerva, conduzirá o espetáculo, que tem ainda a participação da sambista Elsa Soares.

150 minutos de brasilidade (apesar dos microfones)

Rosana Toledo, uma cantora alta, loira e linda, desde 1966 afastada da vida musical brasileira, ao interpretar, com toda sua sensibilidade, "Canção Que Morre no Ar" (Ronaldo Boscoli/Roberto Menescal, 1960), no espetáculo "Cem Anos de MPB (auditório Bento Munhoz da Rocha Neto, 5a feira) sentiu uma dupla emoção: voltar a cantar num teatro enorme, tão magnífico como o Carnegie Hall de Nova Iorque, e, por coincidência, enfrentando o mesmo problema que 13 anos passados (13/11/62), provocou o fracasso do histórico Concerto da Bossa Nova em seu lançamento nos Estados Unidos: a guerra com os micro

Natal com Carmen

Como dizia Gilberto Gil, louve-se a quem merece ser louvado: Oracy Gemba teve a mais feliz das idéias para comemorar o 6º aniversário do Paiol, cuja direção artística assumiu. Um espetáculo com Carmem Costa interpretando hinos, louvados & ladainhas, na mesma linha de recitais que a maravilhosa vocalista fez, há 3 anos, no Outeiro da Glória, no Rio de Janeiro, com produção dos jornalistas Antonio Chrisostomo e Arthur Laranjeiras e, posteriormente, repetido em São Paulo, na TV-Cultura e em Brasília.

Marcus Pereira apersenta a música de Donga e o "Brasil Instrumental"

Hoje não há uma pessoa no Brasil que se interessa pela nossa cultura popular que não conheça e admire o produtor Marcus Pereira. Paulista, Publicitário, apaixonado pela (melhor) musica brasileira, Marcus fez em apenas um ano e pouco de atividades fonográficas mais do que muitas gravadoras realizaram ao longo de trinta ou quarenta anos.

Chorando com Joel

Há três anos, no 2o aniversário do Teatro do Paiol, o seresteiro Sílvio Caldas ali fez uma temporada magnífica aliás, a única vez em que se apresentou em teatro em Curitiba nos últimos anos. É claro que perante uma personalidade tão fascinante como o "Caboclinho Querido", outros músicos ficam eclipsados, mas Silvio, nas três noites do show, fez questão de destacar o nome de seus acompanhantes.

Orlando Dias ataca novamente

Há dois anos, o jornalista Tarik de Souza, hoje o mais ativo disc-review da imprensa brasileira fez uma interessante análise sobre a chamada "música de bas-fond ", ou seja, dos intérpretes consumidos pelas platéias mais marginalizadas da sociedade, que aparentemente parecem não dispor de poder aquisitivo siquer para a sobrevivência física mas que, surpreendentemente, garantem, o sucesso impressionante de mais de uma dezena de cantores melodramáticos, que se dedicam a cantar os dramas, os desenganos e, por que não, as esperanças das mulheres abandonadas, decaídas, como, por exemplo, Odair Jos

Música & Pesquisa

A idealística tentativa de se agrupar os compositores, instrumentistas e intérpretes da música popular da cidade num movimento criador, através de reuniões semanais (Teatro do Paiol, segundas-feiras à noite) coincide com as otimistas notícias de que afinal o Ministério da Educação e Cultura irá analisar, na próxima semana, a situação da música popular brasileira, através de uma proposição preparada pelo Departamento de Assuntos Culturais, cujo diretor, o antropólogo Manoel Diegues Junior, é sogro da cantora Nara Leão.

Lipstick e Woodstock

Nem só de nostalgia, vive o cinema. E por isso há trilhas "quentes", de som pop. De princípio a WEA Discos, reeditou o álbum triplo "Woodstock" (WEA, 3003/4/5, dezembro/76), gravado ao vivo durante o primeiro grande festival pop, realizado há 10 anos - e que abriu todo um ciclo dentro da música jovem. Lançado no Brasil, originalmente pela Phonogram, a trilha sonora de "Woodstock" reapareceu depois pela Continental e agora tem uma terceira edição atingindo, obviamente, um novo público, que, por pouca idade, não adquiriu as edições anteriores.

A importância das reedições (Chico, Nelson, Jacob e outros)

Quando insistimos na importância das reedições, o fazemos pela consciência que temos de que somente se conhecendo e divulgando [os] importantes períodos de nossa música popular poderemos despertar em novas faixas de público (e gerações), o entusiasmo, o amor, o respeito pelos nossos compositores, intérpretes e instrumentistas - durante anos esquecidos e anônimos em seus trabalhos rotineiros em rádios, estúdios, e orquestras de bailes - mas altamente criativos e que só agora, mercê do trabalho de pesquisadores como Ricardo Cravo Albim, J. L.
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