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Compositores

Impossível negar: os baianos não são apenas talentosos, mas organizados. E solidários. Só isso para explicar a permanente e múltipla presença de compositores e intérpretes baianos no cenário nacional. Em várias levas, os baianos estão sempre chegando ao Sul maravilha, onde, em tempo reduzido, conseguem fazer seus discos. Mais quatro lps de baianos, na praça, todos trabalhos bastantes pessoais e sinceros. Discutíveis, talvez, os resultados, não se pode duvidar da essência.

Compositores & Intérpretes

Na proporção em que uma chamada "nova crítica" em termos de apreciação [musical], no campo da criação popular, começa a se fixar no Brasil, com trabalhos da profundidade um Gilberto Vasconcelos ou um Waldenyr Caldas (1), pode-se prever que, dentro de breve, passaremos a ter uma bibliografia ampliada, com um leque de interpretações, a respeito de novas tendências/caminhos de compositores/[intérpretes] que, por mais discutíveis que sejam suas propostas, merecem o rigor de uma apreciação capaz de ver mais do que o simples sucesso.

Em todas as rotações ...

[1 -] Há dois anos, Wanderléa, a "ex-Ternurinha" da Jovem Guarda, fez a primeira tentativa de mudar sua (desgastada) imagem: convidou o jornalista Arthur Laranjeiras para produzir um show e o seu disco "Feito Gente", conseguiu músicas inéditas de compositores de gabarito (Milton Nascimento, João Bosco-Aldir Blanc etc.) e o resultado foi um disco bem acima da média. Agora, Wanderléa consegue dar um salto maior: nada mais, nada menos do que o ultra-respeitado Egberto Gismonti fazendo arranjos e dando quatro músicas para ela gravar.

Compositores e Intérpretes (II)

Os baianos continuam acontecendo musicalmente. Se Gil e Caetano, com seus novos discos ("Refavela" e "Bicho", respectivamente, da Philips) ocupam um natural destaque, não podemos esquecer outros filhos da boa e musical terra, em seus estilos diferentes. Por exemplo, Paulo (Francisco [Espindola] Brito, ex-bancário, ex-estudante, ex-craque do futebol baiano, após um baião ("Chegando"), que chegou a aparecer em 1975, ganha agora o seu primeiro elepê ("Atenção", RCA Victor, 183.0204, maio/77).

Cantores/compositores (III)

Um tema fascinante a ser explorado em trabalho de profundidade: estudar as influências geográficas na formação musical dos compositores, em suas canções, em sua visão artística ou comercial. A idéia surge-me ouvindo vários cantores e compositores, que independente de suas terras natais, podem se agrupar nos chamados "grupos" paulista ou carioca. Por exemplo, há 15 anos, quando Vinícius de Moraes declarou, no auge da Bossa Nova de que São Paulo era o túmulo do samba, houve quase uma revolução. Protestos, movimentos, ensaios, críticas, etc.

O excelente Lp de Bosco e Nelson de todos os tempos

Dentro da música brasileira, um dos compositores de maior vigor surgidos nos últimos quatro anos foi João Bosco, 18 anos, mineiro de Ponte Nova, formado em Engenharia de Minas pela Escola de Ouro Preto, mas que trocou a carreira técnica pela música, ao ter os seus primeiros trabalhos aprovados pelos mais exigentes críticos. A parceria com Aldir Blanc (Mendes, um dos mais respeitados psiquiatras cariocas) resultou num trabalho perfeito com novas harmonias (João) letras inteligentes (Aldir).

As guaranias de Gregório

Espanhol de nascimento (Bilbao, 1911), muitos anos de carreira em Buenos Aires (1938-1955) e sucesso no Brasil há 25 anos, Gregório Barrios está sabendo utilizar o modismo da Nostalgia para "vender o seu peixe", qual seja o bolero, do qual sempre foi um dos grandes intérpretes - com um público fiel, principalmente mulheres que tiveram seus romances dos anos cinqüenta embalados ao som de músicas como "Una Mujer", "Sensacion", "Dos Almas", "Inultimente", "Frio En El Alma", "Final" e "Palabras de Mujer".

A boa palavra musical de Marlene

Das duas cantoras de maior sucesso popular dos programas da rádio Nacional na década de 50, enquanto Emilinha Borba (Emília Savana da Silva Borba, carioca, 54 anos, 35 de carreira) praticamente desapareceu, embora bissextamente faça algumas inexpressivas gravações na CBS, principalmente na época carnavalesca, tentando um difícil retorno, a sua maior rival, Marlene (Vitória Bonauitti, paulista, 53 anos, 35 de carreira) adquiriu uma nova personalidade e hoje está entre as mais respeitáveis show-woman do mundo musical brasileiro.

Os Cantores de Rádio

Como já acentuamos em comentário anterior, o fenômeno Secos & Molhados, quando conseguiu se transformar no grupo de maior aceitação da juventude ( e infância) vendendo milhares de cópias de discos, abriu os olhos das gravadoras para a necessidade de acreditar em gente nova, com boas propostas.

Em todas as rotações...

1 - A música instrumental, em suaves arranjos para grandes orquestras, tem um público fiel. Que o digam as sucessivas gerações que vem consumindo os doces discos de Ray Connif (que em breve estará no Guaíra, para duas únicas apresentações), Bily Vaughn, Mellachrino e outros. André Kostelanetz, 76 anos, nascido em S. Petersburg, URSS, pianista desde os 8 anos de idade, regente do coro da Petrogard Opera (1920), chegou em Nova Iorque em 1922 e, em 55 anos de carreira nos EUA firmou tradição como compositor, instrumentista e maestro.
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