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Aramis

Artigos por data (1990 - Julho)

Clube Paranaense, a terceira (esquecida) rádio do Brasil

No primeiro programa da série "O Rádio no Brasil", produzido há dois anos pela BBC de Londres e agora editado em uma caixa de cinco elepês, o pesquisador Luís Carlos Saroldi, autor do livro "Rádio Nacional, o Brasil em Sintonia", e principal pesquisador destes programas, esclarece um ponto importante: em 6 de abril de 1919 - portanto, três anos antes da primeira apresentação pública da rádio, feita em 7 de setembro de 1922, no Rio de Janeiro - os irmãos Moreira Pinto, de Recife, faziam as primeiras experiências da Rádio Clube de Pernambuco.

Leon traz as suas cantoras do rádio

Para a leitura de um livro como "No Tempo de Almirante - Uma História do Rádio e da MPB", de Sérgio Cabral (Francisco Alves Editora) há que se buscar um fundo musical apropriado. E nisto o trabalho de um pernambucano-curitibano, Leon Barg, 60 anos, é perfeito: as edições da "Revivendo", com a época de ouro da música (e do rádio) brasileiro adquirem um justo reconhecimento nacional.

Só Preto (sem preconceitos)

Black não é apenas beautiful. É música. Estão aí milhares de exemplos para provar que a raça negra é extremamente sonora em todos os gêneros. Por isto mesmo é que surgem a cada ano, novos intérpretes, compositores e músicos negros. Ainda agora, temos o grupo "Só Preto sem Preconceito", formado por Fernando Paz (repique), Paulinho (banjo), Reginaldo (pandeiro), Cimar (tantan, marcação) e Rem (tantani), que estreiam num elepê apropriadamente intitulado "A Coisa Mais Linda" (EMI/Odeon).

Gerônimo, mais um baiano bem sucedido

Gerônimo é mais um baiano que emplacou com seu estilo alegre, vibrante, trazendo músicas de fácil aceitação. Como em Salvador, as emissoras dão 90% de seus espaços aos artistas da terra, Gerônimo vendeu o suficiente para merecer maiores investimentos, o que a EMI/Odeon faz agora dando uma produção cuidadosa ao seu novo elepê ("Dançarino"). Gerônimo começa com uma audaciosa parceria com o poeta Gregório de Mattos (Salvador, 1623 - Recife, 1969) [?

Vince e Frankie, os vovôs do rock

Com o sabor de nostalgia, trazendo artistas daquilo que se poderia chamar de pré-história do pop - ou dos tempos românticos do rock - temos antologias com Frankie Avalon e Gene Vincent. Quem? - por certo indagarão os que têm menos de 30 anos e nunca ouviram falar antes destes dois rapagões, topetes, bem barbeados, de uma época em que o máximo das drogas ficava no álcool e pervertiam. Assim mesmo, Genne Vincent (Vincent Eugene Craddock, Virgínia, 1935 - Newhall, Califórnia, 1971) teve um final de vida dramático e com sua morte, há 19 anos, seus discos caíram no total esquecimento.

"Romero", denúncia de utilidade pública

Para driblar a crônica crise de falta de recursos, que normalmente inviabilizaria qualquer promoção, o sempre criativo Valêncio Xavier está realizando no Museu da Imagem e do Som um curso sobre cinema documentário que vem tendo ótima freqüência e bons resultados. O próprio Valêncio, um apaixonado pelo documental, faz as palestras e, com seus contatos preciosos, conseguiu clássicos momentos do cinema documentário, que, em vídeo, estão revelando para uma nova geração a importância do olhar cinematográfico sobre a realidade.

"Patty Hearst", o seqüestro discutido com inteligência

No início, as imagens de Bozan Bazelli são de uma beleza estética quase diluitivas da tragédia que a história (real) deve contar: Jogada num quarto escuro, a jovem Patty Hearst (Natasha Richardson) vê apenas os perfis de seus carcereiros e, machucada, humilhada, assustada, ouve ameaças terríveis. Em contrapartida, imagens surrealistas afloram: ela, venda nos olhos, com seus ricos familiares, tentando cumprir a exigência de oferecer comida a todos os pobres, o que significa mais de US$ 400 milhões.

Uma coleção com clips dos grandes nomes americanos

Como a indústria do home vídeo cresceu tanto, as distribuidoras de maior criatividade têm que buscar produtos com alguma originalidade. O que está acontecendo ao menos nos Estados Unidos - mas e, dentro de algum tempo, poderá ser repetido no Brasil. O último número de "American Film", que de acordo com os novos tempos foi aberto também para "Video and Television Arts", dedica anúncio de uma página ao lançamento feito pela World Vision Home Video Inc. (P.O. Box 2474, New York, NY 10185, USA) ao lançamento dos primeiros títulos da nova coleção "The Greatest Names of Film History!".

Videonotas

Jack Palance, 70 anos completados no último dia 18 de fevereiro, 40 de cinema (estreou em 1950, em "Pânico nas Ruas", de Eliz Kazan), criou a imagem de vilão, embora nos últimos anos, tenha se tornado mais simpático: em "Café Badgá", interpretava afetivo pintor hippie. E na série "Acredite se Quiser" (que a Manchete está reprisando), Jack é o mestre de cerimônias. Entretanto, em "Retrato de um Assassino", lançado em vídeo pela VMW, 85 minutos, Palance volta a interpretar um assassino.

A Velha Guarda que levou à São Paulo

Em 1954, quando dividia sua semana entre trabalhos no Rio de Janeiro e na Rádio Record, em São Paulo, Almirante idealizou o I Festival da Velha Guarda, que com patrocínio de Paulo Machado de Carvalho, dono da Rádio e TV Record, foi um sucesso. Nomes já veteranos como de Pixinguinha, Benedito Lacerda, Donga, Caminha, Patrício Teixeira, Bidê da Flauta, acompanhado de jornalistas famosos (Antônio Maria, Lúcio Rangel, etc.) e mesmo jovens instrumentistas (entre eles um garoto chamado Baden Powell), fizeram três apresentações, a última das quais no Parque do Ibirapuera.

Público não prestigia os filmes em exibição

Como o público curitibano parece mesmo que não sabe valorizar os bons filmes, a programação volta a cair em qualidade. Na semana passada havia excelentes opções, filmes que em outras capitais permanecem várias semanas em exibição mas que, ironicamente, nesta que dizem ser (que piada!) a "cidade-teste", exigente culturalmente (sic) e outras bobagens, são condenadas a ter até sessões canceladas.

Almirante, o primeiro homem que pesquisou nossa música popular

Apesar de nunca ter vindo a Curitiba, o cantor - e depois produtor dos mais famosos programas do rádio brasileiro - Almirante (Henrique Foreis Domingues, Rio de Janeiro, 19/02/1908 - 22/12/1980), teve numa firma paranaense - a Matte Leão, através de um dos seus produtos, o "Matte Ildedonso", um dos patrocinadores daquele que é considerado o primeiro programa de palco auditório da radiofonia brasileira - o "Caixa de Perguntas", iniciado em agosto de 1938 na Rádio Nacional, que havia sido inaugurada dois anos antes, em 12 de setembro de 1936.

Fantasmas radiofônicos que assustavam o Brasil

A bibliografia do rádio brasileiro, ainda reduzida e insuficiente, ganhou com a edição de "No Tempo de Almirante" de Sérgio Cabral, uma importantíssima contribuição.

Pavão voou no tempo para contar a história do rock

Nos tempos pioneiros da TV Paranaense, quando suas transmissões ao vivo eram feitas de um estúdio-kitchenet no último andar do edifício Tijucas, uma das atrações musicais que ali se apresentava com sucesso era o Conjunto Alvorada, formado por três afinadas menininhas, Sidneia, Marly e Meire. O grupo era dirigido pelo professor Theotônio Pavão, violinista, compositor, paulista de Botucatu, onde viria a falecer, aos 72 anos, em 25 de março de 1988.

As 500 canções que Ermelinda pesquisou

Educadora e pesquisadora musical incansável, Ermelinda Azevedo Paz está publicando um novo livro: "500 Canções Brasileiras" (Luís Bogo Editor, 200 páginas). Enquanto não conclui um ensaio biográfico sobre Jacob do Bandolim (Jacob Pick Bittencourt, 1918-1969), Ermelinda decidiu publicar este livro que tem um caráter basicamente didático - embora interesse a todos que se ligam a nossa MPB. Explica a autora: - "Foi pesquisada e elaborada para fins didáticos, abarcando todo o conteúdo programático do ensino quanto à iniciação, teoria e percepção musical".

As publicações para se valorizar o Nativismo

J. W. Corsini é daqueles brasileiros com "B" maiúsculo. Jornalista de muita vivência - inclusive internacional, tendo passado por diferentes redações ao longo de uma vida rica em experiências profissionais e humanas, é, especialmente, um apaixonado pela nossa cultura popular. O que o fez se tornar uma espécie de gaúcho honorário, divulgando de todas as maneiras o movimento nativista, integrando-se junto aos festivais que continuam a resistir naquele Estado e espalhando simpatia.

No campo de batalha

José A. Westphalen, gaúcho de Cruz Alta mas filho do paranaense (da Lapa) José Westphalen, foi um dos 10 graduados pela The New York Eye And Ear Infermary. Recebeu seu diploma na especialidade de oftalmologia no último 21 de junho, em solenidade aberta com um concerto com peças de Vivaldi, Haendel, Teleman, Hayden e Purcell. xxx Westphalen retornou agora com curriculum dos mais invejáveis, pois o The New York Eye And Ear Infermary, presidido pelo professor Paul R. Kessler é reconhecido como um dos centros mais avançados em oftalmologia e otorrinolaringologia dos Estados Unidos.

Nos jornais, a fonte para se conhecer nossa história

Só quem mergulha numa pesquisa sobre qualquer aspecto ligado a história sente a importância da Divisão de Documentação Paranaense da Biblioteca Pública do Paraná, pois só nos amarelecidos, corroídos e muitas vezes quase que inacessíveis jornais que desde o século passado vem sendo editados em Curitiba pode-se encontrar elementos auxiliares para estudos que reflitam aspectos históricos.

Palácio Avenida, uma história e a busca dos que já se foram

Não é só quem busca os jornais para pesquisas que encontra grandes dificuldades. Se na imprensa, bem ou mal, é ainda possível localizar informações sobre os assuntos que estão sendo estudados, quando se depende apenas da informação oral há barreiras (quase) intransponíveis. São dados esparsos, que no perigoso terreno da memória, correm o risco de terem sua autenticidade contestada - ou ao menos com erros quando se fala em datas e nomes.

Pesquisa da UFPR apontará reflexos do Plano Collor

Pesquisas não faltam nestes tempos pré-eleitorais mas algumas se destacam. Por exemplo, uma aferição de opinião pública desenvolvida de forma bem independente, sem patrocinador e cujos resultados trazem a credibilidade de respeitados professores do Setor de Ciências Exatas da Universidade Federal do Paraná foi realizado no sábado, 30, por meia centena de estudantes do curso de Estatística. O tema é dos mais interessantes: qual o impacto do Plano Collor, em seus 110 primeiros dias, na vida do curitibano?
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