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Norman Jewison

Lemmon, o ator que reflexiona a idade

Jack Lemmon (Boston, 8 de fevereiro de 1925) não é apenas um dos três melhores atores do cinema americano surgidos nos últimos 40 anos, como uma pessoa preocupada com causas nobres. Difícil justificar porque a sua perfeita interpretação do septuagenário Jack Tremont não lhe valeu ao menos uma nova indicação ao Oscar de melhor ator - ele que há 35 anos, em sua terceira atuação cinematográfica ("Mr. Roberts", 55, de John Ford / Mervin LeRoy) recebia a estatueta de melhor coadjuvante.

Nem Cristo tentou mais o espectador

Polêmica não lota mais cinema. Prova disto é que apesar das milhares de centimetragens que a imprensa nacional e regional dedicou para "Última Tentação de Cristo", ameaças de protesto e explosões nos cinemas que o exibiram e as "vigílias religiosas" que as ingênuas freirinhas fizeram na galeria dos Cines Lido I/II - o filme de Martin Scorcese não foi uma atração fatal para os católicos (e não católicos). Estreou no dia 25 de novembro e ao final de uma semana, o Lido l, com seus 550 lugares, apresentava um borderô de 4.208 espectadores, que cairia para 2.650 na semana seguinte.

Os russos estão chegando

Desde ontem, a elétrica Verinha Walflor está em ritmo russo. É que tal como naquela comédia de Norman Jewison ("Os russos estão chegando...") os 90 integrantes do Beriozka começaram a desembarcar, logo pela manhã, no aeroporto Afonso Pena - em três vôos, e a ocupar os apartamentos do Hotel Mabu.

A música envolvente que enfeitiça a Lua

A família, a melhor opção. O sucesso de dois dos filmes de maiores bilheterias do ano - "Atração Fatal" (Lido II, em 15ª semana) e "Feitiço da Lua" (Lido I, 10 semanas) e o lançamento de "Nenhum Passo em Falso/A Hora da Brutalidade" (de John Frankenheimer) veio confirmar uma nova tendência do cinema americano neste final de época: filmes moralistas, estruturados para (com) provar que as relações extraconjugais podem levar a complicações sérias - chegando à violência e ao assassinato ou, no mínimo, criando situações delicadas.

O que não veremos no Brasil

Os filmes que conseguem indicações as categorias principais já estão no Brasil - ou logo estarão sendo lançados. É verdade que algumas distribuidoras, como a Alvorada (ex-Gaumont) bobeiam e perdem uma excelente promoção. Por exemplo, "Ironweed", do porteño-paulista Hector Babenco - e que valeu a Jack Nicholson e Merryl Streep concorrerem como intérpretes - já deveria estar lançado, mas ainda não há previsão de estréia.

No campo de batalha

Hoje, às 16 horas Baden Powell e a esposa, Sílvia, chegam a Curitiba. Já recuperado dos problemas de saúde que o impediram de fazer o concerto na semana passada, o maior violonista do Brasil agora antecipou sua viagem. Assim tem tempo para atender a imprensa, rever amigos e descansar para o recital de amanhã a noite no auditório Bento Munhoz da Rocha Neto. xxx

Temporada de fitas gordas com os indicados ao Oscar

Chegou a época das vacas gordas cinematográficas. A aproximação da noite do Oscar (11 e abril) faz com que desovem os melhores filmes do ano - coincidentemente com lançamentos de qualidade e inesperadas, boas reprises e até promoções especiais - como a excelente retrospectiva Ernest Lubitsch, que faz desaguar na Cinemateca, neste fim de semana, filmes importantíssimos da fase alemã do sofisticado cineasta. Enfim, programas múltiplos e que obrigam a organização de um esquema para dar conta das várias opções.

Gente como a gente nesta Lua toda Azul

São muitos os aspectos que fazem de "Feitiço da Lua" (cine Condor, 5 sessões) não só um dos favoritos do Oscar-88, mas, principalmente, um dos mais agradáveis filmes do ano. Embora com requintes de produção luxuosa "Moonstruck" tem a sinceridade, espontaneidade e comunicação que lembra um de um curto, mas pródigo, período em que o cinema americano voltou-se para temas urbanos, focando suas lentes sobre pessoas simples - especialmente a partir dos Oscars que o surpreendente "Marty" levou na noite de 27 de março de 1955 (ver box a respeito nesta página).

Rede de inseguranças

Lonesone Rhodes foi o pioneiro. Há exatamente 31 anos, era o primeiro comunicador eletrônico que, como um deus das ondas hertzenianas, embriagava-se com o sucesso, primeiro no rádio, depois na televisão e revelava sua verdadeira face, ambiciosa, cruel, canalha: o personagem que Budd Schulberg criou em "Um Rosto na Multidão" pode ser considerado como o avô dos supercomunicadores (manipuladores?) de massa que tem, bissextamente, tido seu poderio contestado no cinema.
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