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O Mundo Perdido de Kozak

Curtas metragens de Fernando & Fernanda

Hoje os jornais nacionais deverão divulgar a relação dos filmes que disputarão a partir do dia 5 de agosto o 19o. Festival de Gramado do Cinema Brasileiro. Entre os curtas com maiores possibilidades de entrar na competição está "Os Desertos Dias", de Fernando Severo. No sábado, 13, antes da segunda sessão da noite no Cine Plaza (que está exibindo um medíocre filme policial, "Ajuste Final") alguns (poucos) espectadores, convidados pelo autor, conheceram a mais nova produção cinematográfica feita no Paraná em sua primeira exibição pública.

Marcos se unem para ensinar a produção

O boom do vídeo no Brasil - não apenas (e felizmente) o comercial e idiotizante exploração da locação, com 90% do lixo internacional colocado nas lojas que se multiplicam a cada semana - mas na área da criação amplia-se seguramente. Hoje, com a difusão das filmadoras - que apesar dos preços ao redor de US$ 5 mil - dependendo do nível de sofisticação - começam a chegar a milhares de pessoas, nasce a necessidade de se oferecer orientação básica para se formar videastas.

Um filme sem happy-end: fazer curtas no Paraná

A novela dos quatro curtas-metragens de cineastas locais, iniciada há dois anos quando a Secretaria da Cultura fez um convênio com a finada Embrafilme, ainda não terminou: nenhum dos filmes pode ainda ser devidamente concluído e o clima de desânimo desceu sobre os realizadores. Fernanda Mori, por exemplo, após gastar todas suas economias para tentar finalizar "A Loira Fantasma", acabou, prudentemente, aceitando o convite do empresário Henrique Almeida e se integrando a sua equipe no Amapá, por onde o irmão do empreiteiro Cecílio é candidato ao Senado.

No campo de batalha

Uma justa homenagem a um dos artistas mais participantes do Paraná: a retrospectiva de Nilo Previdi (1913-1982) na galeria de arte do Banestado. Com premiações a partir de 1944 - quando participou do I Salão Paranaense de Belas Artes (medalha de prata, pintura), Previdi foi uma das personalidades mais queridas (embora polêmicas) da vida intelectual-artística da cidade dos anos 40 a 60. Homem de esquerda, boêmio de velha cepa, famoso por suas estórias, merece que se pesquise sua vida para ganhar um livro que mostre toda a extensão de seu talento. xxx

Com a falta de dinheiro, os nossos curtas estão parados

No ano passado o Paraná esteve totalmente ausente no circuito dos festivais de cinema. Se em 1988, Fernando Severo conseguiu com seu curta, 16 mm, algumas premiações em Gramado, Brasília e Salvador - principalmente porque "O Mundo Perdido de Kozák" focava, com bom gosto e cuidados de realização, um tema muito simpático (o resgate de um pioneiro da cinematografia, com preocupações ecológicas já nos anos 40/50), no ano passado nenhum realizador paranaense conseguiu ingressar sequer na parte seletiva dos festivais.

No campo de batalha

Fernando Severo normalmente sisudo e que faz jus ao sobrenome em suas apreciações críticas, exibindo um sorriso Palmolive: é que seu belo curta "O Mundo Perdido de Kozak", vencedor dos primeiros prêmios categoria 16mm, nos festivais de 1988, foi um dos convidados a participar do 33º Festival de Cinema de San Francisco, EUA (22 de março a 1º de abril). O problema é que Fernando - atualmente montando seu novo curta, o ficção "Longas Sombras no Fim da Tarde", não tem nenhuma cópia legendada em inglês para enviar ao Festival. xxx
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