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Wayne Shorter

Mais uma bela antologia com obras de Milton Nascimento

A abertura do mercado de CD está fazendo todas as gravadoras - e mesmo etiquetas menores - remexerem seus arquivos para produzir reedições das mais variadas. Quando dispõe de grandes nomes em seu acervo - mesmo que hoje estejam em outras fábricas - a tarefa fica facilitada. Em outros casos, acordos operacionais - pois os tycoons fonográficos sempre se entendem, possibilitam montagens especiais. É o caso agora de "Canção da América", álbum duplo com "O Melhor de Milton Nascimento", que a Polygram montou, com direção de Mayrton Bahia e um trabalho de compilação de Luiz Pereira (Lelé).

O grande encontro de Senise e Peranzetta

Há algumas semanas, registramos em nossa coluna "Tablóide", o entusiasmo com que Mauro Senise, após o concerto que havia apresentado no Paiol, ao lado de seus companheiros do Cama de Gato, nos falava de seu novo álbum, "Uma Parte de Nós", que havia gravado com outro virtuose, o tecladista Gilson Peranzetta, arranjador, compositor, que finalmente vem tendo seu talento devidamente reconhecido, fazendo gravações solo ou dividindo afetuosos álbuns com músicos da dimensão do violonista Sebastião Tapajós (com quem há 2 semanas, apresentou um belíssimo concerto durante o X Festival de Música de L

O primeiro disco e os LPs americanos de Nascimento

Finalmente, as gravadoras estão descobrindo a importância de fazer reedições. Durante anos, alguns dos melhores títulos do mercado fonográfico permaneceram como preciosidades, já que as detentoras dos fonogramas não se ligavam a uma questão óbvia: a cada ano surgem novos interessados em conhecerem momentos preciosos da música nacional e internacional e como os discos tem, normalmente, um tempo reduzido de permanência em catálogo, produções de alto nível que, dentro das regras do mercado não são entendidas quando de seus lançamentos, adquirem, com o passar do tempo, um grande valor.

Airto e Flora virão com Gillespie para Free Jazz

No domingo, Airto Moreira telefonou de Los Angeles, para a casa de sua mãe, dona Zelinda, 75 anos, contando que estava retornando de uma nova tournée, desta vez de três semanas na Inglaterra e mais uma em Cuba. Segunda-feira, 21, Beatriz Alessi, correspondente da "Folha de São Paulo" em Londres, relatava sobre a temporada de três semanas que Airto e Flora Purim haviam feito no Ronnie Scott's - a mais famosa casa de jazz da Capital inglesa - com lotação esgotada todas as noites.

Se não dá para ver ao vivo, console-se com as gravações

A cada ano, o conselho consultivo do Free Jazz, do qual fazem parte experts na área como Zuza Homem de Mello (em Cascavel neste fim de semana, integrando o júri do XVII Fercapo), programam criadores da mais alta voltagem, não só entre os já consagrados, como aqueles que estão aparecendo nos últimos anos com propostas novas. Isto explica a presença de um inovador como o saxofonista John Zorn, cujo primeiro elepê aqui lançado há poucos meses (pela WEA), surpreendeu mesmo aos ouvidos mais abertos.

Nas reprises, o melhor da música ajustada às imagens

Apenas uma estréia nesta terceira semana de 1989: "Idolatrada", produção nacional de pouquíssimas referências, dirigida pelo desconhecido Paulo Augusto Gomes, com Denise Bandeira, Mário Lago e Eduardo Machado (Cine Groff, 5 sessões). No mais, a programação nas telas continua a mesma da semana passada - mas com opções interessantes. Especialmente filmes que se identificam por excelentes trilhas sonoras - que aqui são registrados.

O jazz moderno de Branford Marsalis

Embora tenham sido reduzidos nos últimos 90 dias, ainda há sempre opções jazzísticas. Dois dos mais interessantes lançamentos se constituem em opções ideais de presente para amigos de bom gosto e que sabem admirar o que há de melhor no jazz: o mais recente álbum do pistonista Branford Marsalis - irmão mais velho do incrível Wynton Marsalis (a maior revelação tanto no piston jazzístico como no erudito nesta década), "Random Abstract" (CBS) e "Short Stops", álbum duplo com outro notável instrumentista, Shorty Rogers - mas este a frente de uma grande orquestra.

O sax como nos tempos dourados

A temporada jazzística continua em alta. Como se não bastassem as básicas coleções da Atlantic (nove volumes de jazz; sete álbuns duplos de Rhythm & Blues) e os periódicos lançamentos da CBS - em termos históricos - temos mais quatro magníficos álbuns para quem aprecia o saxofone, sem dúvida um dos instrumentos mais ricos em suas potencialidades de harmonia e improviso.

Courtney, a revelação

"Coração Satânico" não foi apenas um cult-movie pela sua notável estrutura fílmica (agora possível de ser melhor reavaliada em vídeo selado), mas por trazer na trilha sonora os improvisos de Courtney Pine, considerado a maior revelação do sax tenor nos últimos meses. Trevo Jones, criador da sound track de "Angel Heart" soube aproveitar na sua banda sonora (aqui editada pela WEA) a intensa força musical de Pine, um inglês de 23 anos que vem sendo considerado o mais legítimo sucessor de John Coltrane (1926-1967), assumidamente seu maior ídolo.

O jazz com Sony, Mingus e Desmond

1988 parece que será realmente um ano riquíssimo em termos de jazz. Afora as boas temporadas já realizadas e o apetitoso leque de atrações que as irmãs Silvinha e Monique Galdesberg montaram para a próxima edição do Free Jazz (setembro, São Paulo/Rio), os lançamentos de qualidade sucedem a cada semana, tornando difícil mesmo os mais endinheirados colecionadores acompanhar todas as edições.
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