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Wood Allen

"Descalços no parque", agora no palco, 23 anos mais tarde

Neil Simon, 63, é aquilo que se pode classificar como um dos mais newyorkers dramaturgos. Assim como Woody Allen não se afasta por nada da Big Apple - e faz dela uma aldeia universal, ali colocando seus personagens de empatia universal - Simon também tem no universo da grande metrópole matéria prima para uma obra imensa. Até que ponto as suas peças, tão americanas em alguns aspectos intrínsecos, podem atingir um público de países do terceiro mundo como o Brasil?

Ritt, um cineasta com três metros de altura

De toda uma geração que chegou a Hollywood nos anos 50 trazendo um aprendizado nos tempos pioneiros da televisão e com algumas passagens pelo teatro, Martin Ritt, um nova-iorquino que comemorou no dia 2 de março seus 71 anos, está entre os que mais se ajustaram a um cinema que, em três décadas e meia, tem se mostrado com a maior coerência intelectual sem desprezar um sucesso que lhe permitiu realizar 30 filmes que merecem no mínimo a classificação de bom - mas chegando várias vezes a obter a categoria de excelente.

As opções nas telas

O romantismo erótico ao estilo de "9 ½ Semanas de Amor", de "Uma Linda Mulher" (Cine Astor, 5 sessões), venceu o marketing de "Dick Tracy": enquanto apenas 6.369 espectadores foram, na primeira semana, assistir a colorida transposição que Warren Beatty fez do herói das HQs para o mais badalado filme do ano, nos Cines São João (2.375 espectadores) e Bristol, "Pretty Woman", de Garry Marshall, com Richard Gere e Julia Roberts (a revelação de "Magnólias em Flor"), teve 7.070 espectadores - o que considerando a capacidade do Astor (500 lugares) dá uma média que garantirá sua permanência

E a emoção de Miss Daisy ganhou na festa do Oscar

O sentimentalismo venceu a política na conservadoramente equilibrada distribuição dos 23 Oscars na noite de segunda-feira, 26. Se "Nascido a 4 de Julho", politicamente o mais importante dos filmes indicados neste ano, ficou apenas com dois troféus - montagem (Davis Bremer e Joe Butshing) e direção (Oliver Stone), "Conduzindo Miss Daisy" levou 4 dos 9 Oscars para os quais havia recebido nominations: filme, atriz (Jessica Tandy, 81 anos), roteiro adaptado (Alfred Uhry, autor também da peça original) e maquiagem (Manlio Rochetti, Lyn Barber e Ken Harvey).

No campo de batalha

Mais uma exposição de primeira categoria que o Goethe Institut traz a Curitiba: "Artistas Usam Fotografia" (6 a 24, Museu de Arte Contemporânea). O álbum - catálogo - que estará a venda no MAC - é um verdadeiro livro de arte. xxx Incansável Leonardo Dantas Silva, pesquisador da Cultura popular em Pernambuco, lançando um novo estudo sobre o frevo pernambucano, edição do Centro de Estudos Folclóricos da Fundação Joaquim Nabuco. Vale a pena solicitar. xxx

A trilha perfeita que revela um outro Harry

Bobby Shorter é hoje um pianista-cantor conhecido no Brasil. Privilégio até os anos 80 dos sofisticados piano-bares nova-iorquinos - o do hotel Alconguim - a música canção americana - Richard Rogers, Gershwin, Jerome Kern, Cole Porter e Irving Berlin - ganhou maior popularidade a partir do momento em que esteve no Brasil, no "150" do Maksoud Plaza Hotel. Popularidade que ampliou-se com sua participação numa seqüência especial de "Hannah e suas Irmãs", de Woody Allen.

Jeanne Moreau, diretora num filme que poucos assistiram

Reiniciando suas promoções cinematográficas, a Aliança Francesa trouxe nesta semana um filme dos mais interessantes - "A Adolescente" - segunda (e ao que parece última) experiência de Jeanne Moreau como diretora-roteirista. Hoje ainda, às 14 horas, haverá uma projeção na nova sede da Aliança (Rua Ubaldino do Amaral, 929) deste filme rodado em 1978; dois anos após Jeanne ter feito seu primeiro longa como realizadora - "Lumiére" (apresentado apenas na televisão no Brasil, com o título de "No Coração, a Chama").

Um banquete para os cinéfilos com cinco estréias

Uma das reclamações mais comuns dos curitibanos que acompanham os lançamentos no circuito comercial é antiga: - "Durante semanas não há estréias. Quando chegam filmes importantes, há simultaneidade. Poucos permanecem mais de uma semana em cartaz. E não há tempo para assistir a todos". Forma-se o círculo vicioso: falta tempo (e também dinheiro, com ingressos a Cr$ 120,00) para se assistir, numa mesma semana em cartaz, cinco filmes que merecem verificação. Como, por exemplo, acontece agora.
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