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Wood Allen

A universalidade de Allen e sua "Aldeia"

Na proporção em que sua obra vem adquirindo uma importância cada vez maior, deixando há muito apenas a imagem de cronista visual do american way of life, o cinema de Woody Allen passa a atingir um nível que, ao espectador deste final de século, tem que ser visto e entendido numa extensão bem mais ampla do que o simples entretenimento.

A estranha política dos lançamentos nos cinemas

Os números caminham para uma progressão geométrica: do solitários 114 espectadores registrados no barderaux na estréia (31 de maio), no domingo, já passavam de 900 e a tendência é aumentar - já que com o ingresso mais reduzido (Cr$ 100,00) de segunda a quinta-feira, o hábito de frequentar os cinemas se encontra no meio da semana - e não mais nos finais, como acontecia antes.

Columbia desperdiça três bons filmes do ano em festival secreto

Baseados em fatos reais - o assassinato do Padre Popieluszko, em 17 de outubro de 1984, devido a violenta repressão ao movimento do Sindicato Solidariedade, torna "Complô conta a liberdade, da cineasta polonesa Agnieszka Holland, exilada na França, daqueles filmes-documentos de visão obrigatória. Afinal, até agora, pouquíssimos filmes abordando as lutas sociais-trabalhistas na Polônia na primeira metade dos anos 80 foram realizados - e com exceção de "O homem de mármore"(1976) e, especialmente "O homem de ferro" (1981), de Andrzej Wajda, nenhum deles chegou ao Brasil.

Jeanne Moreau, diretora num filme que poucos assistiram

Reiniciando suas promoções cinematográficas, a Aliança Francesa trouxe nesta semana um filme dos mais interessantes - "A Adolescente" - segunda (e ao que parece última) experiência de Jeanne Moreau como diretora-roteirista. Hoje ainda, às 14 horas, haverá uma projeção na nova sede da Aliança (Rua Ubaldino do Amaral, 929) deste filme rodado em 1978; dois anos após Jeanne ter feito seu primeiro longa como realizadora - "Lumiére" (apresentado apenas na televisão no Brasil, com o título de "No Coração, a Chama").

Um banquete para os cinéfilos com cinco estréias

Uma das reclamações mais comuns dos curitibanos que acompanham os lançamentos no circuito comercial é antiga: - "Durante semanas não há estréias. Quando chegam filmes importantes, há simultaneidade. Poucos permanecem mais de uma semana em cartaz. E não há tempo para assistir a todos". Forma-se o círculo vicioso: falta tempo (e também dinheiro, com ingressos a Cr$ 120,00) para se assistir, numa mesma semana em cartaz, cinco filmes que merecem verificação. Como, por exemplo, acontece agora.

Um banquete nova-iorquino para paladares especiais

"Pague um, leve três" sintetizou, com a maior objetividade, Denise Araújo, a curitibana que se tornou há pouco a primeira "Doutora em Woody Allen" (ver texto nesta mesma página), comentando "Contos de Nova Iorque" (Cine Bristol, hoje, 4 últimas exibições). São três estórias curtas unidas num filme com uma mesma cidade-tema: A Big Apple, na qual nasceram - ou vivem - os seus autores - apaixonados, Martin Scorcese, Francis Coppola e Woody Allen.

Denise, a nossa Doutora no cinema de Woody Allen

Denise Araújo, curitibana, formada em Letras, é a primeira "Doutora em Woody Allen". Está de volta à cidade, por alguns dias, revendo sua família e mostrando, com natural orgulho, o diploma que obteve, com sucesso, no mestrado em Literatura Americana na Arizone State University, em Tempe, USA. Como foi contratada como professora da Faculty Associate na Arizone State University deve retornar dentro de poucos dias.
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