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"Jungle Fever", maravilhosa trilha de Steve para Spike

A excelente recepção que a trilha sonora de "Jungle Fever" - o novo filme de Spike Lee, lançado na primeira semana de julho em 636 cinemas dos Estados Unidos, após ter sido levado ao último festival de Cannes - vem encontrando (com)prova não apenas o talento de Stevie Wonder, como um fato absolutamente original: como pode um cego de nascença criar músicas tão bonitas e ajustadas para um produto visual?

Boom do disco faz com que renasçam prêmios

Uma crise ao inverso. Assim é definido o problema que aflige a indústria fonográfica: há 7/8 anos, não havia clientela para a produção. Agora não há produção que chegue para atender os pedidos. Só a Xuxa já vendeu 2.500.000 cópias de seu disco, enquanto o novo elepê de Roberto Carlos, com pedidos acima de um milhão de cópias, terá que ser prensado na CBS argentina, já que a indústria nacional, mesmo trabalhando 24 horas por dia, não consegue vencer a demanda.

Os bons LPs de Zanini para o Inverno & Verão

Romualdo Zanoni é um exemplo de empresário da noite. Dono de um dos mais sofisticados restaurantes de São Paulo ("Inverno & Verão") não se limita a apresentar em sua casa os melhores shows da música popular brasileira. Assim é que há mais de um ano vem produzindo discos com tiragem exclusiva para distribuir aos seus clientes. Sempre que possível, a gravação é feita ao vivo, um mês antes da estréia do artista, a tempo de que o álbum seja lançado na noite em que o mesmo começa com a temporada.

Country

Há uma semana, vindo a Curitiba participar do painel "O Humor na MPB", o jornalista Zuza Homem de Mello, da Jovem Pan, nos falava de sua última visita aos EUA, onde passou varias semanas em Nashville, enfronhando-se com a musica country. Eclético em seu interesse musical - foi diretor artístico dos 3 festivais de jazz realizados no Brasil, produz discos de MPB e seu programa na Joven Pan aborda todas as correntes musicais, Zuza está entusiasmado com a música country, que pouco a pouco, começa a entrar no Brasil.

Surpresas

Patrick Moraz, tecladista, passou algum tempo no eixo Rio-São Paulo, fazendo apresentações. Mas faltava um disco que mostrasse a dimensão de seu talento, intenso e forte. O que acontece agora com "Coexistence", um belíssimo álbum instrumental, dividido com o flautista Syrinx, instrumentista que agora é apresentado ao público brasileiro.

Italianos

A música italiana, como a francesa - a qual nos referimos na semana passada, tem um público seguro mas há poucos lançamentos específicos. As gravadoras preferem ficar em apenas alguns nomes, evitando investir em novos artistas peninsulares - ao menos no Brasil. Para os fãs de Nico Fidenco, que foi um grande êxito nos anos 60, a Continental apresenta agora um compacto duplo, onde o popular compositor - interprete mostra quatro novas canções, românticas e bem ao estilo que o consagrou com "La casa De Irene":

Sambistas

"O samba não pode morrer", como diz o refrão popular. Ainda bem!

Boas lembranças da rápida visita de Airto

Sábado, às 10 horas, Airto Guimorvan Moreira viajou para o Rio de Janeiro, onde à noite embarcou para Londres, via Nova Iorque. Hoje deve juntar-se ao seu grupo musical - no qual atuam dois jovens americanos, um jamaicano e um africano, para se apresentarem em um teatro de 3 mil lugares, na Capital Inglesa. Depois excursionarão pela Itália e Alemanha, só retornando aos Estados Unidos em princípios de novembro.

Miniprodutor discotheque

Com 13 anos de idade, Marcello Brito é apresentado com um título: o mais jovem produtor de discos do Brasil. O garoto curte tanto o gênero discotheque, que a Top lhe ofereceu a chance de montar um disco com as músicas que ele - e sua turma - prefere e assim surgiu "Disco Gang", com grupos como Laso, cantoras como Sheila Devotion, cantores como Mick Rowley, além de duas faixas ainda inéditas: "Standing In The Shadow Of Love" com Fever e "I Love To See You Dance". Comercialmente, uma jogada válida.

O veterano Mano, os sambas-de-enredo, Nicéas e Affonso Maia

A boa notícia saiu na semana passada: a Continental, agora com novos diretores, decidiu editar o lp do grande Manaceia, um dos veteranos compositores de escolas-de-samba do Rio de Janeiro, há muito merecedor de ter seu próprio elepê-solo - é que um grupo de amigos estava disposto a financiar, caso não encontrasse uma fábrica para editá-lo.
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