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Benito Di Paula

Geléia Geral

Nelson Gonçalves (Santana do Livramento, RS, 21/6/1919), em 45 anos de carreira, nunca saiu da RCA e se orgulha de ser um dos artistas a ter maior númeor de gravações em catálogo. Des seus 105 elepês e mais de 500 gravações avulsas (78 rpm/compactos), pelo menos a metade continua a vender como pão quente, enquanto que ele, em plena forma, não pára de cantar. Nos últimos anos, afinal, nelson passou a se preocupar em melhorar o repertório e sofisticar as produções.

Artigo em 06.01.1985

Roberto Leão é um dos artistas mais populares dos programas da SBT. Simpático, comunicativo, este jovem lusitano tem um público fiel que garante a fácil absorção de seus elepês. Assim a SBT/RGE lançam a gravação ao vivo do show que Roberto Leão fez há alguns meses no Cassino Estoril, em Portugal, reunindo as músicas de maior sucesso de seus muitos discos. xxx

A harpa de Andreas para renovar o som

Saudável revigoramento sonoro. Ao lado dos estimulantes projetos eletro-acústicos desenvolvidos por Jean-Michael Jarre ("Zoolook", Polygram) temos outro jovem da maior inventividade que começa a ser assimilado pelo público brasileiro. "Andreas Vollenweider, 32 anos, suíço de Zurich, que comum a harpa elétrica, completa com o instigante e desafiante "White Winds" (CBS, julho/85) a trilogia que começa com LP "Behind The Gardona"..." e "Caverna eletrônica "é um instrumentos que traduz luz e calor", como ele próprio explica.

Martinho realizado e Benito em progresso

MARTINHO DA VILA (Martinho José Ferreira) atinge aos 45 anos completados no início do ano (12/2) uma condição de respeito dentro da MPB. Longe do samba de fácil rima e muito embalo e que provocou uma legião de imitadores Martinho é hoje um interprete, compositor e produtor dos mais conscientes. Uma salutar e assumida busca de identidades africanas especialmente a partir de suas viagens a Angola (da qual resultou, inclusive, um belo elepe, com compositores e intérpretes daquela jovem nação) somado a um trabalho honesto e esmerado o faz merecedor de toda admiração.

Marketing

Benito Di Paula continua no mesmo filão que o enriqueceu nos últimos 5 anos: o sambão-jóia. Com seu visual exagerado - cabelos longos, trajes berrantes, não vai deixar uma área que lhe deu a popularidade o tutu que perseguia há muitos anos. Seu novo LP (Copacabana, COLP-126000) não se diferencia na estrutura dos anteriores, embora se deva destacar a presença de uma faixa de Ivor Lancelloti/Delcio Carvalho ("Havia Festa"), o que é sempre recomendável.

Paródias

O parisiense ambiente do Ile de France, com toda sua tradição, transformou-se, a partir da meia noite de terça-feira, num descontraído espaço onde, após enfrentar um apimentado filé, o compositor Luís Antônio (de Pádua Vieira da Costa), 57 anos, mostrou a um grupo de amigos, muitos de seus sambas que poucos conhecem e com letras das mais pitorescas. Entre estas, uma intitulada "Cartilha" que ganharia, facilmente, um concurso de canções de (fino) humor.

Compositores e Intérpretes (II)

Os baianos continuam acontecendo musicalmente. Se Gil e Caetano, com seus novos discos ("Refavela" e "Bicho", respectivamente, da Philips) ocupam um natural destaque, não podemos esquecer outros filhos da boa e musical terra, em seus estilos diferentes. Por exemplo, Paulo (Francisco [Espindola] Brito, ex-bancário, ex-estudante, ex-craque do futebol baiano, após um baião ("Chegando"), que chegou a aparecer em 1975, ganha agora o seu primeiro elepê ("Atenção", RCA Victor, 183.0204, maio/77).

Canto dos sambistas

Noite ilustrada (Mário Souza Marques Filho, Pirapetinga-MG, 1929), é, dentro da MPB, um de nossos melhores sambistas. Com quase 30 anos de carreira, só em 1962 conheceu o sucesso ao gravar "Volta Por Cima" (Paulo Vanzoline), mas, logo depois, seria, imerecidamente, alijado do elenco da philips. O bom Noite passou então algum tempo sem gravar, esteve na Continental, fez 2 elepês na Tapecar e, agora reaparece ("Noite Ilustrada Vale Uma Parada", Victor 103.0198, abril/77).

O riso em discos

Em época de crise, nada melhor do que o riso para ajudar a sobrevivência. Assim, não é de se estranhar que enquanto espetáculos culturalmente importantes fiquem de casas vazias, Juca Chaves ou Chico Anísio consigam lotar os espaços onde se apresentam, com preços que vão de Cr$ 500,00 a Cr$ 1.500,00. E o riso não fica apenas nos palcos: na televisão e, ultimamente, também em gravações.

Samba-Jóia

No final dos anos 70, em termos de MPB, dois fatores se destacaram: a revitalização do choro, entre 1976/78, graças especialmente a esforços de pessoas como Paulinho da Viola e Sérgio Cabral (<< Sarau >> , com o grupo Época de Ouro), Abel Ferreira (1915-1980), Altamiro Carrilho entre outros - e o << merchandissing >> em torno do samba.
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