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Roberto Pires

O cinema brasileiro fica de fora dos lançamentos

Assim como a chamada lei da Obrigatoriedade foi o grande cavalo-de-batalha da indústria cinematográfica brasileira a partir do final dos anos 60 - e especialmente na década de 70 - a questão repete-se com a reserva de mercado para os filmes brasileiros junto ao segmento do vídeo. A questão é ampla, complexa e polêmica mas deve ser discutida! Os realizadores brasileiros conseguiram, após muita luta, chegar até a 140 dias/ano para que os filmes produzidos em nosso país fossem exibidos no circuito comercial.

Radio Talk, a solidão e o desespero estão no ar

Há menos de um mês, um neurótico invadiu com sua camionete uma lanchonete numa cidadezinha do Texas e assassinou 22 pessoas. Foi mais um massacre na escala de crimes brutais e inexplicáveis que vez por outra sacodem a opinião pública internacional e que levam a refletir sobre a violência urbana especialmente nos Estados Unidos. Há algum tempo, outra tragédia havia ocorrido em Oklahoma, também num restaurante - fato que, por três vezes é citado nos diálogos de "Talk Radio: Verdades que Matam" (cine Guarani, 16 e 20h30, até amanhã em cartaz).

Ligações perigosas e atraentes

Exatamente 209 anos após ter escrito Les Lissons Dangereusses permanece atualíssimo na sutil ironia que faz sobre o comportamento sexual humano - o jogo da conquista, as armadilhas do coração, a malícia e a hipocrisia. Quando seu autor, o militar jacobino francês Pierre Ambroise François Chanderlos de Laclos (Amiens, 1741 - Turanto, em forma epistolar, os costumes sexuais-social eram outros. Dois séculos depois, o mundo mudou, a revolução sexual fez o amor se tornar livre mas a genialidade do texto antecipador - e as intrigas da história - feitas por Chanderlos de Laclos permanecem atuais.

"Stelinha" vista por poucos espectadores

Um dos melhores filmes brasileiros dos últimos anos terá hoje e amanhã suas últimas exibições no cine Ritz: "Stelinha".

O filme que a ecológica (sic) Curitiba não soube assistir

Exibido durante um mês em Curitiba o mais importante filme brasileiro realizado nestes últimos anos - "Césio 137 - Pesadelo em Goiânia" não teve sequer 500 espectadores. Em cerca de 90 sessões realizadas nas duas primeiras semanas, a partir do dia 13 de setembro, no cine Ritz e depois do dia 27, no distante cine Guarani, a média de ocupação não atingiu ao menos 5 espectadores/sessão.

No campo de batalha

Em carta de 46 linhas, Jaime Lechinski, secretário de comunicação da Prefeitura de Curitiba, procura mostrar - repetindo números e argumentos que tem sido veiculados nos releases e anúncios oficiais do município - que Curitiba é ecológica graças a projetos como "Lixo que não é lixo", linha Ligeirinho (?) e programas de valorização do trabalho dos catadores de lixo. Tudo ótimo, muito simpático - mas esta argumentação oficial não responde a uma simples questão: já que há tanta preocupação pela ecologia, porque a badalada Universidade Livre do Meio Ambiente (?

Césio 137, um alerta de utilidade pública

Há dois anos, ainda sob o impacto do "Césio 137", premiado nos festivais de Cinema de Natal e Brasília, em 1970, sugerimos numa conversa informal ao prefeito Jaime Lerner que mais do que todo o blá-blá que se faz para dar a Curitiba uma dimensão de Capital Ecológica do Brasil, a exibição do filme de Roberto Pires seria o gancho ideal para todo um evento ligado ao cinema (e vídeo) ecológico.

... e a capital ecológica não quer ver "Césio 137"

Onde estão os ecologistas curitibanos? E, especialmente, quem são os "preocupados" homens públicos - administradores, políticos, autoridades, que fazem da ecologia bandeiras políticas em todas as oportunidades para se autopromoverem? A pergunta cabe perfeitamente após a melancólica pré-estréia de "Césio 137 - A Tragédia de Goiânia", na noite de sexta-feira, 13, no Cine Ritz, no exato dia em que ocorreu, há quatro anos passados, na capital de Goiás, a maior tragédia de contaminação nuclear urbana do continente.
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