Gente
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 09 de fevereiro de 1974
"Aluísio Leite Filho, 36 anos, 130 quilos - muito prazer!" O rosto simpático escondido parcialmente atrás de uma negra barba, simpaticamente gordo, ágil e inteligente, o braço direito de Cosme Alves Neto na Cinemateca do MAM-GB, foi uma das pessoas mais influentes na VIII Jornada Nacional de Cine-Clubes, embora, com modéstia, revestisse sempre suas intervenções apenas como "contribuições", já que o encontro pertencia, basicamente, aos cineclubistas. E mesmo sendo a Cinemateca do MAM hoje a mais importante entidade de cultura cinematográfica do Brasil - só em 1973 levou mais de 200 mil espectadores em mil sessões realizadas no auditório do MAM e nos diversos cinemas da Guanabara, cuja programação orienta - seus diretores fazem questão de lembrar que eles não pretendem, em hipótese alguma, ter uma função cineclubista. "Só assumimos o trabalho da exibição porque os cineclubes estiveram desaparecidos nos últimos anos" explica Aluísio, lembrando a seguir os outros trabalhos da Cinemateca, que classifica de "fundamentais": a preservação dos filmes, e recuperação de obras importantes para a história do cinema mundial em geral e brasileiro, em particular, edições e nos últimos dois anos, produção de filmes de importância sociológica, antropológica, preservação de formas de arte em processo de desaparecimento e, também, obras experimentais como "Humor Amargo" exibida durante a Jornada. Produtor dos filmes de David Neves - "Lúcia McCartney" e "Memórias de Helena", e também de "Vida da Artista" de Haroldo Marinho, atualmente Aluísio conclui a produção de um documentário sobre o jogador Afonsinho.
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