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"Louisiana", a estréia nas águas de "E o Vento Levou"

Três estréias e uma reprise tão especial que tem sabor de novidade acrescentam-se aos bons programas que continuam em exibição. Assim, a temporada cinematográfica continua apetitosa, com opções para todos os gostos. Uma superprodução franco-canadense ao estilo de "...E o Vento Levou" - o há muito aguardado "Louisiana" (cine Luz), um novo festival de violência em "Comando Delta" (cine Vitória), o inventivo "Por Incrível que Pareça", de Uberto Tolo (Lido II) e o retorno de "A Dama das Camélias" (cine Groff) - entre as novidades.

Apenas uma estréia nesta semana. E decepcionante

Uma única - e decepcionante - estréia nesta semana: "Me Beija", do gaúcho Werner Schunemann (não confundir com o paranaense Werner Schumann, 22 anos, 9 filmes em super 8/16mm), que estreou, inesperadamente no Groff, já no domingo - quando a cópia de "A Igreja da Libertação", de Silvio Da Rim, foi enviada para Porto Alegre. Uma segunda cópia, enviada pela Embrafilme, do Rio, foi extraviada - o documentário sobre a chamada Teologia da Libertação, em sua ação no Brasil, ficou a ver navios.

Os nacionais do FestRio estão agora nos cinemas

Apenas três estréias numa semana de múltiplas escolhas, incluindo filmes inéditos poloneses, que estão sendo apresentados (infelizmente sem qualquer promoção), na Cinemateca. Dois são lançamentos nacionais, capazes de atraírem bom público - por coincidência, ambos vistos em suas estréias mundiais nos Festivais Internacionais de Cinema do Rio em 1984 e 1986, respectivamente: "Além Da Paixão" de Bruno Barreto e "O Cinema Falado" de Caetano Veloso.

Depois do Carnaval, uma semana com vacas gordas

Depois do Carnaval, a bonança... cinematográfica. Após quase três meses em grandes estréias, nada menos que seis lançamentos interessantes, para todos os gostos. De princípio, temos "A Missão", de Rolland Joffe ("Os Gritos do Silêncio"), rodado quase na divisa do Paraná com a Argentina há menos de dois anos, Palma de Ouro em Cannes - 1986 e com oito indicações ao Oscar no próximo dia 30, inclusive o de melhor filme. No Cine Itália, já em exibição.

Duas boas estréias e mais ótimas reprises

A concorrência entre os exibidores privados e a Fundação Cultural de Curitiba, que se tornou uma grande exibidora com três salas comerciais (e mais uma quarta, a ser inaugurada em breve no Portão) traz ao menos um benefício. Bloqueada em conseguir grandes estréias, a FCC terá que fazer reprises e, o bom gosto do Chico Alves faz com que filmes importantes retornem. Só espera-se que os mesmos, quando obterem boas bilheterias, permaneçam em cartaz - e não fiquem magros 7 dias.

Um filme antropológico sobre cultos africanos

Mais um fraco fim de semana, sem nada de especial nas telas da cidade. Até mesmo na programação não comercial, poucas novidades. A suspensão na vinda ao Brasil da cineasta cubana Stela Bravo, devido a problemas burocráticos e de passagem, faz com que amanhã a Cinemateca do Museu Guido Viaro permaneça fechada. Ali seriam apresentados dois filmes da Stela, considerada uma forte presença do cinema cubano: "Los Marilitos" e "Y Los Que Se Fueron".

Stallone - Cobra e viagem espacial para os jovens

Não tem erro: "Stallone-Cobra", a identificação do ator-personagem capitalizando todo o potencial que Sylvester Stallone, vem obtendo desde sua estréia, há 10 anos, em "Rocky, um lutador", é o filme destinado a ser o grande sucesso de bilheteria neste segundo semestre. Com fórmula da violência urbana - o lutador de Rocky e o guerrilheiro Rambo, é agora o executor da Justiça, num filme altamente discutível em termos éticos, mas que produzido pela dupla Menahem Golan e Yoram Globus, direção do grego George P.

Ótimas reprises compensam a falta de novas produções

Se não há nenhuma estréia de especial significado, a semana tem, em compensação, reprises do mais alto nível. Dois dos melhores (e mais badalados) filmes do ano retornam nos cinemas da Fundação Cultural, numa tentativa do bom Chico Alves em recuperar os prejuízos que teve com a exibição de "Diacuí - A Viagem de Volta", que não chegou a render nem 20% do que "Metrópolis", de Fritz Lang, havia conseguido na semana anterior - e que, criminosamente, teve sua programação interrompida para irritação dos espectadores.

Duas obras-primas em cartaz

A Rosa Púrpura do Cairo no Ritz e Paris, Texas no Groff. Imperdível para quem ainda não viu e um presente para os que já conhecem. Algo raro de acontecer: uma semana sem nenhuma estréia. Falta de filmes inéditos? Crise de público?

A Estrelha brilha no Palace Itália

Para que "A Hora da Estrela" brilhe com maior fulgor, "A História Oficial" baixou quatro pavimentos. Assim, enquanto o emocionante filme que Suzana Amaral realizou com base em texto de Clarice Lispector estreou no Palace-Itália (Centro Comercial Itália, 6º andar), o também emocionante (politicamente atualíssimo e artisticamente perfeito) "A História Oficial", de Luiz Puenzo, passou para o cine Itália (1º andar).
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