Gil, vendedor do mundo
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 23 de abril de 1978
Transformada em menos de quatro anos em uma das maiores empresas do País, a Madebras, presidida por Luís Gil Caldas, vem crescendo em progressão geométrica: já ocupa quatro imensos casarões na Rua da paz e deve se expandir ainda mais. Após instalar um entreposto no porto de Havre e um grande armazém na ilha de Malta, no Mediterrâneo aonde, aliada a grupos internacionais, montará também uma fabrica de portas de madeiras, para comercializar no Mercado Comum Europeu e no Oriente Médio, trading company tem planos maiores, "O mundo é o limite", diz Gil Caldas, que, sentado defronte de um imenso mapa terrestre, prometendo que onde houver possibilidades de negócios, ali estará, numa política agressiva de vendas.
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Um catalogo de 30 paginas, impresso em varias cores e tendo amostras de 25 tipos de madeiras brasileiras, numa tiragem inicial de 10 mil exemplares, já está circulando nos escritórios dos maiores importadores do mundo, especialmente no mundo árabe, onde Gil Caldas concentra seus principais negócios.
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Gil Caldas e Fernando Miranda, diretores da Madebras, viajam tanto ao Exterior - uma média de 2 vezes por mês - que acharam mais prático adquirir uma agencia de turismo, a Triângulo. E como os negócios crescem e exigem rapidez, nos planos deles a compra de uma frota de aviões Hércules, daquelas unidades desativadas com o fim da Guerra o Vietnã, onde eram utilizadas para transportar tanques de guerra, que levarão madeira e outros produtos brasileiros, aos mercados internacionais.
Antes de tudo um caixeiro viajante, de muito otimismo e coragem baiana, Gil repete: "O mundo é o limite" e, acrescenta sorrindo: "Isto até que as viagens interplanetárias não tenham inicio".
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