Música
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 07 de fevereiro de 1974
Se não fosse um bom cantor, ao menos teria o privilégio de ter o mais original nome artístico da MPB: Noite Ilustrada (Mário Sousa Marques Filho). Crioulo, de muito balanço, começou no rádio em Porto Novo da Cunha, Interior de Minas Gerais - (nasceu, em Pirapetinga). Veio para São Paulo em 1955. Só em 1962, gravando um belíssimo samba de Paulo Vanzoline, "Volta Por Cima", conseguiu o seu primeiro sucesso popular. Apesar disto, ainda é pouco conhecido fora dos círculos mais ligados ao samba tradicional, talvez pelo fato de ter uma carreira irregular, com passagens por diversas gravadoras. "Irmão do Samba" (Continental, SLP-10.127, dezembro-73), seu mais recente LP é uma demonstração de que Noite tem muito samba para oferecer: um bom repertório, gravado com sentimento e entusiasmo, oferecendo ao público que curte a MPB a oportunidade de ouvir um punhado de bonitos sambões: "Testamento" (Cyro Monteiro-Dias da Cruz), "Só Prá Chatear" (Príncipe Pretinho), "É Preciso Cantar" (Adeilton Alves-Délcio Carvalho), "Sinto-me Bem" (Ataulpho Alves, foto), "Ela" (Geraldo Pereira-Arnaldo Passos-Oswaldo Lobo), "Quando Eu Me Chamar Saudade" (Nelson Cavaquinho-Guilherme de Brito), "Irmão do Samba" (Chuvisco), "Sou da Madrugada" (Gilson de Souza-Wando), "Canto de Amor"(Délcio Carvalho-Barbosa da Silva), "Chuvas de Verão" (Fernando Lobo), "Ontem" (Zé Di-Astrogildo Silva) e "Vingança" (Lupiscínio Rodrigues).
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