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João de Barro

O modificado som do Carnaval brasileiro

Há mais de quinze anos que os registros musicais do Carnaval são melancólicos. A lamúria é sempre a mesma: só se canta as marchinhas e (alguns) sambas do passado, especialmente dos grandes mestres – como Lamartine Babo e João de Barro.

Heolísa, aquela bela e jovem atriz dos bons tempos do INCE

Com sua memória privilegiada, capaz de detalhar fatos paralelos ocorridos há mais de 60 anos, dona Heloísa Camargo de Azevedo, "paulista da Avenida Paulista", tem uma familiar ligação ao mundo das imagens: um de seus avós, Militão de Azevedo, foi pioneiro da fotografia no Brasil. Em 1924, quando seu avô, Luiz Gonzaga de Azevedo (1856-1928), era o diretor do Tesouro Nacional em São Paulo foi encarregado de organizar o serviço do Imposto de Renda, Heloísa foi morar no Rio de Janeiro.

Noel Rosa, atual e moderno revivido em seus songbooks

Transcorridos quase 50 anos da morte de Noel Rosa - ocorrida em 4 de maio de 1937 - e 81 de seu nascimento (Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1910), Poeta da Vila está mais vivo do que nunca. Difícil encontrar um brasileiro que não conheça alguma canção entre as 230 que Noel compôs em seus breves 26 anos, 4 meses e 4 dias em que viveu, amou e sobretudo compôs no Rio de Janeiro - com raras saídas da Vila Isabel, onde nasceu e viveu toda sua vida na casa de seus pais, Manoel Medeiros Rosa, gerente de uma camisaria e Maria de Azevedo, professora primária.

Há 30 anos, 500 marchas e sambas faziam o Carnaval

Observando - se algumas músicas do Carnaval de 1962, nota-se que aquele ano refletia as grandes temáticas que sempre marcaram a criação popular. Assim havia marchinhas satirizando fatos políticos, filmes - "O Belo Antonio" (J. Mascarenhas/ Moacir Vieira e Luis Januzzi) - aproveitando o sucesso do filme de Mauro Bolognini, a moda ("Garota Saint-Tropez", João de Barro e Jota Júnior) ou a liberação feminina, mas vista ainda preconceituosamente: "Andorinha" (Haroldo Lobo/ Milton de Oliveira), até hoje cantada nos salões em seu refrão: Mulher casada/ que anda sozinha

Música Popular - No mercado em crise, só o CD é que teve sucesso

Os números não mentem: de 1989 a 1991 as vendas globais diminuíram 44% e com exceção dos CDs (cujas vendas praticamente duplicaram em 1991, chegando a 7 milhões de unidades) a crise atingiu pesado a indústria fonográfica. Ou seja, mesmo com a ascensão do CD - num custo mínimo de Cr$ 15 mil para cima - as lojas retraíram suas compras as gravadoras enxugaram despesas, demitindo funcionários e cortando ao máximo seus elencos. Hoje, só grava no Brasil quem oferece retorno garantido - o que, obviamente, fica longe da qualidade.

Chico Viola, Orlando, Carmen e muitas outras vozes eternas

De certa forma, cada uma das etiquetas que se especializaram em reedições históricas refletem um pouco das preferências e visão de marketing de seus proprietários - colecionadores e profundos conhecedores da música brasileira do passado.

Ademilde, 70 anos, com a maior agilidade vocal

Uma das fórmulas para apresentar intérpretes variados da velha guarda em trabalhos de reedição não deixa de ser aquela forma de "os grande sucessos...". A Moto Discos não foge à regra, e assim, em seu catalogo, dispõe de vários títulos agrupando ao total mais de 400 artistas, de diferentes estilos e gêneros, mas que sempre tornam-se importantes ser reapreciados pelos mais velhos - e revelados a uma nova geração disposta a perceber a beleza de nossa música do passado.
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