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Aramis

Leonel, o pintor

Quando Leonel Brayner, 36 anos, chegou em Curitiba, há pouco mais de quatro anos, já gostava de usar as folgas e os fins de semana para, ao som do melhor jazz e da Bossa Nova, pintar os seus quadros. Mas não tinha, ainda, pretensões profissionais. Foi da amizade com Jorge Carlos Sade, também artista plástico, "marchand-detablaux" e, sobretudo, uma pessoa que gosta de estimular talentos, que Leonel se decidiu a disciplinar sua produção. Os primeiros quadros foram colocados em coletivas, outros presenteados amigos e quando Leonel foi transferido - para Salvador, já deixou aqui acertada a realização de uma individual. Que acabou fazendo, em fins de 1976, na galeria do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos, com imenso sucesso. xxx Nos últimos meses Leonel não parou. Expôs em Salvador e São Paulo e tem mostras programadas para outras capitais. Disciplinando cada vez mais o seu trabalho, numa linha geométrica de grande beleza visual, seus quadros tem merecido muitos elogios. E no dia 11, terça-feira, na Acaiaca, Brayner mostra trabalhos recentes, em individual que tem o catálogo valorizado com apresentação de Mário Cravo Júnior. Que diz, a respeito de seu trabalho: "Leonel Brayner caracteriza sua ação criadora através de um notável perfeccionismo técnico e de uma surpreendente capacidade de sintetizar sua visão plástica, de seu universo interior. Ao marrom natural do eucatex são somados terras e diluído em branco. Na sua temática depurada há uma qualidade especial no tratamento que dá à interpretação do espaço e de como são fixados os objetos de uma maneira frontal, como se sobre eles não agisse qualquer lei de gravidade".
Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente em:
Estado do Paraná
Nenhum
Tablóide
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06/04/1978

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