Login do usuário

Aramis
Conteúdo sindicalizado RSS João Gilberto

João Gilberto

Joyce canta Vinícius

Se faltam discos de Carlinhos e João Gilberto para comemorar os 30 anos da Bossa Nova, nem tudo está perdido: no dia 1º de setembro será lançado "Vinícius - negro demais no coração" (SBK Songs), homenagem que uma das maiores amigas do poeta, Joyce, lhe presta agora exatamente um ano após ter feito "Tom Jobim, os anos 60", também editado no Brasil pela SBK (etiqueta que vem ampliando seu catálogo de trilhas sonoras também para o melhor da MPB) e que, em CD já saiu também no Japão.

Chet e Billie em seus anos de ouro

A trágica e misteriosa morte de Chet (Chesney H. Baker) , em um hotel em Amesterdam, a 13/5/88, aos 49 anos, coincidiu praticamente com a edição de uma dos mais belos discos de sua carreira ("Chet Baker Sings Again"). Imagem que ganhou espaço especial, não só pela morte não explicada (suicídio ou assasinato?

A bossa no Fercapo

Ao lado das músicas de protesto que deram uma característica especial a 16ª edição do Festival Regional da Canção Popular, em Cascavel, houve também duas suaves propostas na linha da Bossa Nova - o que não deixou de ser uma discreta homenagem aos 30 anos deste movimento que teve seu início em abril de 1958, quando Elizeth Cardoso gravou "Brigas Nunca Mais" (Tom/ Vinícius de Moraes), no lp "Canção do Amor Demais", e no qual era acomnpanhada por um violonista com batida diferente, chamado João Gilberto (do Prado Pereira de Oliveira), então, com 27 anos.

O canto das mulheres

Para não dizer que o canto é só das mulheres, tivemos este ano três excelentes álbuns com o título de "The Singers", reunindo as mais belas vozes masculinas e femininas do jazz. Em dois volumes da CBS - englobando os canários mais representativos dos anos 40 e 50 - enquanto que na Atlantic Serie (WEA), o produtor John Snyder reuniu vozes como Joe Turner, Ray Charles, Ruth Brown, Aretha Franklin, Carmen McRae, Earl Coleman, Esther Philips e até o nosso João Gilberto, em registro de 19/10/62, com "Desafinado" (Tom Newton Mendonça) que tanto entusiasmou os americanos.

O melhor Tom da nossa música internacional

Somente das dez músicas mais conhecidas de Antônio Carlos Jobim, existem catalogadas nada menos que 654 gravações diferentes. A campeã absoluta é "Garota de Ipanema", parceria com o poeta Vinícius de Moraes e que a partir de 1963 (quando teve nada menos de 18 diferentes registros) já foi gravada, em dezenas de países, nada menos que 133 vezes, por cantores, instrumentistas-solistas, pequenos e grandes conjuntos e até orquestras (uma delas foi feita em 1969, com o saudoso Lindolfo Gaya regendo uma grande orquestra, coral dirigido por Delfino Filho, para um elepê da histórica Elenco).

Leon vai reeditar disco de Stelinha

Stelinha Egg, a cantora paranaense que teve maior prestígio nacional (160 discos 78 rpm, 15 elepês, mais de 20 compactos gravados entre 1943/75) viveu um sábado de muitas alegrias e emoções. De princípio, a felicidade de rever uma das mais queridas amigas, sua colega dos tempos da rádio Nacional, Zezé Gonzaga, que não via há muitos anos. Foi um longo abraço, que provocou lágrimas nas duas amigas, e também emoção nos animadores culturais Hermínio Bello de Carvalho e Cláudio Ribeiro, que presenciaram o encontro.

"Personalidade", a receita para as melhores reedições

Na fonografia aplica-se a lei de Lavoisier: nada se perde, tudo se transforma. Assim, cada faixa gravada por um artista que dê certo passa a ser propriedade da fábrica e tem "n" reaproveitamentos conforme as regras do marketing. Se, em vida, um artista ainda pode tentar vetar o aproveitamento de gravações que não o agradem, após a morte ou a saída do artista da empresa - a fábrica faz o que quer. A Polygram, por exemplo, lançou um elepê com sessões musicais que Elis Regina havia vetado - e o disco se tornou um sucesso.

O Brasil vivo de Aloisio Magalhães

"O cinema documentário é o verdadeiro cinema" (Aloísio Magalhães) Dois dos mais importantes filmes do FestRio acabaram desapercebidos no porre audiovisual que caracteriza uma mostra desta dimensão: "Memória Viva", de Octavio Bezerra e "Brascuba", de Orlando Senna e Santiago Alvarez. O primeiro, no último dia da competição, acabaria esquecido se não tivesse merecido ao menos um prêmio especial do júri - dividido com as produções vindas da China Comunista ("A Última Imperatriz") e União Soviética ("Kin-dza-dza").

Geléia Geral

É tão grande o número de compositores-intérpretes na disputa de um espaço que muitos talentos se perdem na geléia dos lançamentos, muitas vezes se confundem, inclusive nos gêneros, pela falta de melhor trabalho de marketing. Por exemplo, Chico Bezerra, em lançamento da Continental ("Eterna Viagem", dezembro/87), pode até parecer mais um brega, entre tantos intérpretes nordestinos que encontram apoio na nova fase desta gravadora.
© 1996-2016. tabloide digital - 35 anos de jornalismo sob a ótica de Aramis Millarch - Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por Altermedia.com.br