Os velhos esqueletos
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 10 de fevereiro de 1974
Como o empresário Gastão Câmara conseguiu concluir o edifício Grã-Pará, na Praça Rui Barbosa que o Sr. Paulo Blitekow (1903-1971) havia iniciado em 1961 e que permaneceu 10 anos paralisado e, graças ao financiamento da Crefisul, outra estrutura há muito abandonada - o edifício Ildemar França, na Rua João Negrão, também já está recebendo seus primeiros moradores, só resta um "Esqueleto" no centro da cidade: trata-se dos sete pavimentos localizados na Avenida Vicente Machado, ao lado do edifício Jeanine, iniciado em 1950 pelo Sr. Munir Guérios, que posteriormente o transferiu para a CVB e esta o passou para o Banco Nacional do Comércio de São Paulo. Em 20 anos, quase nada se fez na obra - na opinião de técnicos hoje totalmente obsoleta e não oferecendo condições de aproveitamento - de forma que agora, com a compra do Nacional do Comércio pelo Bamerindus, é provável que a unidade de imóveis do poderoso grupo econômico, venha aproveitar o excelente terreno e ali construir um novo prédio. O "boom" imobiliário dos últimos anos fez assim com que os "esqueletos" fossem sepultados, dando lugar para jovens e sadios empreendimentos.
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