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Paulinho da Viola

"Fulaninha", o amor de David Neves ao cinema

David Neves é uma das pessoas mais queridas do cinema nacional. Fotógrafo, produtor, roteirista, crítico de cinema, autor de "Cinema Novo Do Brasil" (Vozes, 1966), realizador de dezenas de curtas-metragens e seis longas com os quais conquistou vários prêmios, sua obra é extremamente pessoal e afetiva.

Uma Fulaninha que todos amam

"Fulaninha" (Lido II, hoje último dia em exibição) tem a leveza, a graça e espírito saborosamente carioca dos melhores momentos de "Todas As Mulheres Do Mundo", que Domingos de Oliveira realizou há 20 anos passados e que praticamente teve sua fórmula perdida. Mariana de Moraes, uma ninfeta que preenche a "Receita de Mulher" que seu ilustre avô, Vinícius, deixou como parâmetro para o belo sexo, não chega a ser uma nova Leila Diniz, mas é encantadora. Sua imagem de adolescente sapeca enche os olhos do espectador nesta comédia descontraída e que antes de tudo é um canto de amor ao cinema.

Guerrilheiros do samba, com humor e romantismo

Podemos sorrir Nada mais nos impede Não dá pra fugir desta coisa de pele Sentida por nós, desatando os nós Sabemos agora Nem tudo que é bom vem de fora ("Coisa De Pele", Jorge Aragão / Acyr Marques) Sabíamos. Muitos e muitos sabem: nem tudo que é bom vem de fora. Especialmente a música. Mas como está difícil de encontrar bons sambas, bons discos de MPB neste boom de rock brasileiro (brasileiro?), desde que os "gerentes de produtos" substituíram os diretores artísticos sensíveis de décadas passadas.

A música da pele com o talento de Aragão

Compositor de grandes méritos (que o digam as dezenas de sambas gravados por Beth Carvalho e outros(as) intérpretes do primeiro nível), o carioca Jorge Aragão também é bom cantor. Mostra isto em seu novo elepê - "Coisa De Pele", título de um dos mais bonitos sambas lançados no ano passado por Beth Carvalho e que dá título e abre seu novo elepê (RGE, março/87).

Albino Pinheiro, um carioca 100%

Para muitos, ele não é apenas a imagem do carioca perfeito. É a própria griffe do Carnaval, da alegria, da animação e das festas populares. Sobrinho de um dos grandes compositores brasileiros - Custódio Mesquita, advogado, ator bissexto (apareceu, entre outros filmes em "Lucia McCartney" e agora será produtor-ator de um filme sobre Natal da Portela, que Paulo César Sarraceni começa a rodar nesta semana), a classificação que melhor se ajusta a Albino Pinheiro é a de "Agitador Cultural".

Eliane, uma fogueira com bossa e balanço

A trágica e prematura morte de Clara Nunes (1943-1983) deixou Beth Carvalho numa liderança natural da música brasileira no que se refere às raízes populares. Embora na própria RCA haja uma cantora em ascensão unindo a força e calor do samba ao romantismo - a maranhense Alcione - muitas tentativas de ingressar neste segmento da MPB têm fracassado. Candidatas a interpretarem o samba, o forró, ou a canção romântica com a desenvoltura de uma Beth Carvalho existem muitas. Poucas, entretanto conseguem ser bem sucedidas.

Disco documento de Nelson Cavaquinho

Era inevitável que a morte de Nelson Cavaquinho (Nelson Antônio da Silva, Rio de Janeiro, 28/10/1910 - 17/2/1986) provocasse não só uma corrida de cantores às suas músicas, como a reedição dos poucos discos que gravou. Louve-se, entretanto, a RCA e o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro por terem se lembrado de homenagear Cavaquinho antes mesmo de sua morte.

Elizeth Divina, o amor como sempre

"Artista o teu nome já nasce na lista dos que vão brilhar, luz e esplendor É marca divina, sagrado calor que nos ilumina as canções de amor" ("Luz e Esplendor", Walter Queiroz) A expectativa não poderia ser maior. Sem gravar há quase cinco anos, aos 66 anos - completados no último dia 16 de julho, os 50 anos de carreira de Elizeth Moreira Cardoso não poderiam passar em brancas nuvens.

A hora e a voz do Pagode!

Paulinho da Viola faz falta. Sem gravar um disco há quatro anos, sua ausência é lamentada por todos que amam a melhor MPB. Só em participações especiais - em elepês que vão dos discos de Arrigo Barnabé a Elizeth Cardoso - se tem ouvido a voz suave, perfeita de nosso melhor sambista. Neste ano de tanto rock supérfluo, com grupo que vendem milhares de cópias na proporção da mediocridade do que fazem, nem tudo está perdido. O Pagode surge como samba guerrilheiro - na feliz expressão do compositor, pesquisador e defensor de nossa cultura popular, Ney Lopes.
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