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Antônio Carlos Jobim

A percussão criativa

Pouco a pouco os percussionistas vão obtendo seu espaço. Há 25 anos, os executantes destes instrumentos que produzem o som mais enraizado da cultura musical brasileira eram obrigados a buscar os portões do Galeão para conseguirem uma carreira solo (Hirto Moreira, Naná Vasconcelos, Paulinho Costa, Dom Um Romão etc.), pois, aqui as chances eram mínimas. Criadores da voltagem do mineiro Djalma Corrêa são mais valorizados pelos superstars estrangeiros que por aqui passam do que pelas gravadoras, pois até hoje só fez um lp-solo, num projeto-testes da Polygram ("MPBC").

Profissionalismo total

Na robusta edição do dia 12 de fevereiro último, domingo, na página 9 do caderno Arts & Leisure do The New York Times, um bem produzido anúncio (com a arte original feita na Umuarama, em Curitiba) ocupando 15x3 colunas anunciava os dois concertos do Som da Gente Records ("Is the sound of our people/Brazilian instrumental people") nas noites de 10 e 11 de março no Town Hall, um dos auditórios mais famosos da Big Apple.

Notas

1) A excelente temporada para a música brasileira nos Estados Unidos, principalmente em Nova Iorque, terá além das duas apresentações dos músicos do Som da Gente, no último fim-de-semana, também o show de Antônio Carlos Jobim e Gal Costa no histórico Carnegie Hall, no dia 15. Só que enquanto a promoção do Som da Gente ganhou uma das mais bem organizadas coberturas na imprensa, inclusive anúncios no New York Times a divulgação do show de Tom e Gal, até a semana passada, estava fraca.

O Som da Gente em terra de Marlboro (Os bastidores)

1 - As duas apresentações promovidas pelo Som da Gente, com patrocínio do Bamerindus, em Nova York, nos dias 10 e 11, anteciparam o show de Antônio Carlos Jobim e Gal Costa, que acontece nesta quarta-feira, 10, trouxe na capa uma foto de Tom, merecendo duas páginas num texto de Alison Steele, que lembra o fato de que há 27 anos - 22 de novembro de 1962 - acontecia no mesmo auditório (Carnegie Hall), o espetáculo da Bossa Nova, que deslanchou a entrada da música brasileira no mercado internacional.

Música Brasileira está em alta em Nova Iorque

O I Festival de Música Instrumental Brasileira no Town Hall, em Nova Iorque (dias 10 e 11 de março), com patrocínio do Bamerindus, representa uma espécie de consagração de uma bem sucedida invasão sonora que a nossa MPB está fazendo nos EUA - via Big Apple/Los Angeles.

A memória da música brasileira chega agora ao seu quinto LP

Da união da informática - "essa coisa moderna, fria" - com o que já se fez de melhor na música popular brasileira, nasceu há exatos 5 anos a série Memória, patrocinada pela Elebra Eletrônica S.A., com produção assinada por J.C. Botezelli, o Pelão. A empresa, juntamente com seus fornecedores, clientes e amigos, comemora, agora, o lançamento do quinto disco da série.

Gal é agora o nome de perfume sensual

Gal Costa, hoje uma das mais belas vozes do Brasil, em escalada internacional (dia 15 de março, concerto ao lado de Tom Jobim, no Tower Hall, em Nova Iorque) possivelmente virá a Curitiba para uma apresentação muito especial. Desta vez não será no auditório Bento Munhoz da Rocha Neto nem no Curitibano ou outro clube capaz de bancar o seu cachê. Será num local sofisticado, em data e local ainda não escolhidos, para privilegiados convidados. Com um detalhe: nem Gal vai cobrar nada pela apresentação, nem haverá ingressos à venda - apenas convites numa listagem muito bem selecionada.

Sérgio Ricardo, agora pintor, quer mostrar suas telas aqui

Sérgio Ricardo esteve no início da semana em Curitiba. Veio não apenas para assinar o contrato de autorização para que o Ballet Guaíra apresente "Flicts", com sua música (temporada de 4 a 9 de outubro), mas aproveitou para fazer contatos também numa nova área: a de artes plásticas. É que há alguns anos o autor de "Zelão" vem se dedicando a criar esculturas, óleos e desenhos - que, finalmente, agora decidiu mostrá-las de forma mais profissional.

Piazzolla, sua Maria e seu tango no Guaíra

"A música que escrevo agora é totalmente diferente da que fiz antes. O tango estará sempre presente. Afinal, é a música de Buenos Aires, não é? Mas ela tem que ser diferente, repito, pois a própria cidade hoje não é mais a Buenos Aires de ontem". (Piazzolla, em recente entrevista)

Mesmo com a crise, CD ampliou o seu mercado

Se alguém tem dúvidas de que nem tudo vai mal neste país, um indicador de que em época de crise o som vai bem: nos três primeiros meses deste ano já foram lançados nada menos que 170 títulos de CDs - o que somada à produção de abril, completa mais de 200 produtos novos em catálogo. Considerando que o custo de um CD está variando de NCz$ 15 a NCz$ 40,00, é de se imaginar que um razoável público de bom poder aquisitivo está absorvendo as edições que as gravadoras vêm fazendo de um produto sofisticado e destinado àquele que seria, a princípio, para a classe A.
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