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Antônio Carlos Jobim

E 27 anos depois, a BN volta ao Carnegie

A vodka é a mais recente musa inspiradora de Antônio Carlos Jobim. Há exatamente 11 dias, noite de 15 de março, no superlotado Carnegie Hall, em Nova Iorque, o mais importante compositor brasileiro - e considerado um dos cinco melhores contemporâneos - mostrou a sua mais nova composição: " Absolutilly [Absolutely]", letra em inglês, como todas suas obras, perfeita estruturalmente.

Do barquinho ao avião, uma história por especialistas

A Bossa Nova, pelo seu significado cultural, pela permanência que trouxe à MPB - rompendo tabus e dando bases a toda uma geração que nela soube beber as melhores influências - até hoje mereceu mínima bibliografia. Ramalho Neto, na época diretor artístico da RCA (hoje BMG/Ariola), foi o primeiro a tentar uma biografia do movimento chamado "Historinha do Desafinado" - obra há muito esgotada. Alguns outros pesquisadores e ensaístas voltaram-se bissextamente ao tema, mas sem um estudo de maior fôlego.

Leminski é Oswald de Andrade no filme inacabado de Anísio

Tomada 1 - Paulo Leminski com uma maleta 007 caminha em direção às ruínas de São Francisco. Uma manhã de sol. Muita luminosidade. Tomada 2 - Um grupo de mendigos cerca o poeta. Que, na verdade, não é Paulo Leminski, mas sim o personagem Oswald de Andrade (que não só declama poemas, como atira-os, escritos, sobre o inusitado público). Corte para um imagem de quadrinhos. Cinema de animação dando forma visual a poemas concretistas de Leminski. xxx Ficção? Documentário? Piração?

A percussão criativa

Pouco a pouco os percussionistas vão obtendo seu espaço. Há 25 anos, os executantes destes instrumentos que produzem o som mais enraizado da cultura musical brasileira eram obrigados a buscar os portões do Galeão para conseguirem uma carreira solo (Hirto Moreira, Naná Vasconcelos, Paulinho Costa, Dom Um Romão etc.), pois, aqui as chances eram mínimas. Criadores da voltagem do mineiro Djalma Corrêa são mais valorizados pelos superstars estrangeiros que por aqui passam do que pelas gravadoras, pois até hoje só fez um lp-solo, num projeto-testes da Polygram ("MPBC").

Música Brasileira está em alta em Nova Iorque

O I Festival de Música Instrumental Brasileira no Town Hall, em Nova Iorque (dias 10 e 11 de março), com patrocínio do Bamerindus, representa uma espécie de consagração de uma bem sucedida invasão sonora que a nossa MPB está fazendo nos EUA - via Big Apple/Los Angeles.

A memória da música brasileira chega agora ao seu quinto LP

Da união da informática - "essa coisa moderna, fria" - com o que já se fez de melhor na música popular brasileira, nasceu há exatos 5 anos a série Memória, patrocinada pela Elebra Eletrônica S.A., com produção assinada por J.C. Botezelli, o Pelão. A empresa, juntamente com seus fornecedores, clientes e amigos, comemora, agora, o lançamento do quinto disco da série.

Gal é agora o nome de perfume sensual

Gal Costa, hoje uma das mais belas vozes do Brasil, em escalada internacional (dia 15 de março, concerto ao lado de Tom Jobim, no Tower Hall, em Nova Iorque) possivelmente virá a Curitiba para uma apresentação muito especial. Desta vez não será no auditório Bento Munhoz da Rocha Neto nem no Curitibano ou outro clube capaz de bancar o seu cachê. Será num local sofisticado, em data e local ainda não escolhidos, para privilegiados convidados. Com um detalhe: nem Gal vai cobrar nada pela apresentação, nem haverá ingressos à venda - apenas convites numa listagem muito bem selecionada.

Sérgio Ricardo, agora pintor, quer mostrar suas telas aqui

Sérgio Ricardo esteve no início da semana em Curitiba. Veio não apenas para assinar o contrato de autorização para que o Ballet Guaíra apresente "Flicts", com sua música (temporada de 4 a 9 de outubro), mas aproveitou para fazer contatos também numa nova área: a de artes plásticas. É que há alguns anos o autor de "Zelão" vem se dedicando a criar esculturas, óleos e desenhos - que, finalmente, agora decidiu mostrá-las de forma mais profissional.

Piazzolla, sua Maria e seu tango no Guaíra

"A música que escrevo agora é totalmente diferente da que fiz antes. O tango estará sempre presente. Afinal, é a música de Buenos Aires, não é? Mas ela tem que ser diferente, repito, pois a própria cidade hoje não é mais a Buenos Aires de ontem". (Piazzolla, em recente entrevista)

Mesmo com a crise, CD ampliou o seu mercado

Se alguém tem dúvidas de que nem tudo vai mal neste país, um indicador de que em época de crise o som vai bem: nos três primeiros meses deste ano já foram lançados nada menos que 170 títulos de CDs - o que somada à produção de abril, completa mais de 200 produtos novos em catálogo. Considerando que o custo de um CD está variando de NCz$ 15 a NCz$ 40,00, é de se imaginar que um razoável público de bom poder aquisitivo está absorvendo as edições que as gravadoras vêm fazendo de um produto sofisticado e destinado àquele que seria, a princípio, para a classe A.
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