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Estúdio Eldorado

E já vai longe o tempo das grandes orquestras

Tomando uma cerveja com o poeta Hermínio Bello de Carvalho, no bar do Hotel Araucária, o músico e maestro Roberto Gnatalli, 41 anos - um dos 34 professores que há duas semanas orientam aulas para 850 alunos da IX Oficina de Música de Curitiba (Solar do Barão, até o dia 25), lamentava:

Rita, Vania, Zélia, Cássia, Mara e Angélica em seus LPs

Como Simone não tem disco novo na praça - a CBS optou por uma montagem especial de seus maiores sucessos - Maria Bethânia ganha terreno no ranking natalino com seu novo elepê, produção cuidadosa e que teve até a carinhosa participação do mitológico João Gilberto - uma espécie de aperitivo enquanto o mais aguardado disco do ano, o seu, não desova na praça. Claro que Roberto Carlos comparece com seu tradicional produto de fim de ano, no mesmo esquema com que faz há quase 20 anos - e que garante a tranqüilidade financeira da CBS e mais alguns milhões de dólares em sua conta na Suíça.

Pantanal pavimenta rota para o "new caipirismo"

Se outros méritos não tivesse, "Pantanal" - a grande surpresa da telenovela brasileira em 1990 - já valeria por ter dado uma necessária catipultuagem [catapultagem] na carreira de dois excelentes intérpretes da música de raízes: Sérgio Reis e, especialmente, Almir Sater.

As bandas do rock tupiniquim

O sucesso que as bandas de rock estão alcançando em apresentações ao vivo, lotando grandes espaços (como o ginásio do círculo Militar, no caso dos Engenheiros do Hawai; fazendo a abertura do super show do Wallers no último domingo, na Pedreira/Espaço Cultural Paulo Leminski), confirma, como se preciso fosse, a existência de um público jovem, de grande facilidade de conquista e que absorve conjuntos que, a rigor, nos tempos de maior exigência musical não teriam tanta aprovação.

Estes grupos pop com seus nomes estranhos

Ao menos para uma faixa de público, "Young Guns II", de Geoff Murphy, vai agradar: os adeptos do som pesado. Sua trilha sonora, antecipando a chegada do filme às telas, mostras as canções de Jon Bon Jovi para este western estrelado por Emílio Estevez, Keefer Sutherland, Lou Diamond Philips, Christian Slater e William Petersen - que interpreta o lendário Pat Garret, o xerife que assassinou o mais famoso pistoleiro do Texas, Billy "The" Kid.

Jerry e as trilhas dos grandes filmes

É difícil entender por que a Warner, cujo catálogo é tão amplo com várias representações, não edita no Brasil a melhor trilha sonora do ano - a de "Cinema Paradiso" -, que Ennio Morricone criou para o filme de Giuseppe Tornatore. Sucesso de público e crítica, a música que Morricone fez para esta lírica poesia visual em torno do próprio cinema seria um êxito, como foi a trilha de "Amarcord", de Nino Rotta, para a obra-prima de Fellini, que até hoje é disputada pelos colecionadores.

Anna faz a viagem musical no Brasil de dois séculos

Há certos projetos culturais que transcendem o simples registro fonográfico: "Viagem pelo Brasil", que o Estúdio Eldorado produziu com o apoio da Secretaria da Cultura de São Paulo e Akron, é um deles. Uma notável pesquisadora e cantora, Anna Maria Kieffer, não se satisfaz apenas com o repertório atual e assim tem mergulhado em arquivos para redescobrir a música do passado. Há algum tempo fez um belíssimo álbum com exemplos dos cantos de "Marília de Dirceu".

O blues de Jimmy e as saudades de Roy

Assumindo a representação do selo Black & Blue, o Estúdio Eldorado vem lançando uma série de importantes registros de cantores na linha blues - gênero que, pouco a pouco, vai conquistando o mercado. Nos últimos meses, saíram os álbuns Pinestosp Perkins, Luther Johnson, Slam Stewart (com Mild Buckner) e o álbum duplo "Blues Any Time".

Vince e Frankie, os vovôs do rock

Com o sabor de nostalgia, trazendo artistas daquilo que se poderia chamar de pré-história do pop - ou dos tempos românticos do rock - temos antologias com Frankie Avalon e Gene Vincent. Quem? - por certo indagarão os que têm menos de 30 anos e nunca ouviram falar antes destes dois rapagões, topetes, bem barbeados, de uma época em que o máximo das drogas ficava no álcool e pervertiam. Assim mesmo, Genne Vincent (Vincent Eugene Craddock, Virgínia, 1935 - Newhall, Califórnia, 1971) teve um final de vida dramático e com sua morte, há 19 anos, seus discos caíram no total esquecimento.

Criatividade marca o seu novo trabalho

Para quem esperava encontrar em "Remota Batucada", há cinco anos, um disco de uma roqueira apelando para o samba, quebrou solenemente a cara. Mesmo incluindo elementos de rock, as músicas que May ali apresentava traziam um setor de novidade e audácia - razão pela qual o álbum não emplacou nas paradas do sucesso e foi mesmo pouco divulgado nas FMs, insensíveis a projetos mais inteligentes.
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