Artigos por data (1974)
O espantalho de Sergio
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 03 de novembro de 1974
"A Noite do Espantalho" (cine Scala, a partir do dia 7) além de se constituir na mais importante estréia do cinema nacional em 1974, é também um filme que demonstra que não é fácil aos autores honestos e realmente criativos desenvolveram os seus trabalhos. Pois este filme que Sérgio Ricardo escreveu, dirigiu e musicou - e para cujo lançamento vem [à] cidade, aqui chegando na terça-feira, com o produtor Otto Engel - constituíam desafio há 10 anos.
Desmaios no cinema
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 05 de novembro de 1974
Até ontem, nas 15 primeiras exibições de "Meu Corpo Em Tuas Mãos" (cine Lido, desde sábado, 5 sessões por dia), cerca de uma dezena de pessoas desmaiaram nos primeiros 20 minutos de projeção do filme, obrigando o gerente do cinema, Zito Alves, a montar um pronto-socorro de emergência na sala de espera do cinema. A seqüência em que a personagem Barbara Sawyer (Elizabeth Taylor) é submetida a uma longa operação plástica pelo dr. Lambert (Maurice Teyna), apresenta detalhes em primeiro plano dignas de um filme científico (aliás, o diretor Larry Peerce teve como consultor o dr.
Falou & Disse
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 05 de novembro de 1974
Quem rasgou a seda da ternura
Nas barracas da amargura
E do fel se embriagou
Quem derramou
Toda tinta do tinteiro
E não fez um verso inteiro
Quem falasse de perdão. Ah!
Quem se perdeu do amor humano
É como Tesoura Cega
Não tem mais direito ao pano
(César Costa Filho/Walter Queiroz)
Artigo em 05.11.1974
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 05 de novembro de 1974
O [cônsul]-geral da República Federal da Alemanha, Kurt-Arthur Schwartz, já entregou convites para os novos governadores do Paraná e Santa Catarina visitarem, ainda este ano, o seu país. O primeiro a confirmar a data de embarque foi o senador Antonio Carlos Konder Reis, que tem boas razões para isto: em Bonn, assinará um contrato de empréstimo (a longo, longuíssimo prazo) no total de 14 milhões de marcos, para reequipamento da rede hospitalar e de saúde pública do Estado catarinense.
As mulheres, o tempo & a história
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 05 de novembro de 1974
O levantamento sobre a formação empresarial no Paraná na Primeira República (1889-1930), desenvolvido por alunas do Departamento de História da Universidade Federal do Paraná, vai revelar interessantíssimos dados sobre algumas das mais tradicionais firmas do Estado. Por paradoxal que pareça, a maior dificuldade das meninas que estão efetuando as pesquisas está na falta de arquivos das [próprias] empresas, pois muitas delas, periodicamente, destroem seus registros, de forma que agora, levantar certos detalhes do início do século é praticamente impossível.
Artigo em 05.11.1974
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 05 de novembro de 1974
Nascido em Marília, SP, a 18 de julho de 1932, com o nome de João Mansur Lufti, o hoje consagrado Sérgio Ricardo começou a estudar piano aos oito anos, no conservatório da cidade: dona Maria Mansur, como tantas mães - sonhava muito que fosse artista - e o sonho realmente seria satisfeito: "Tuji, o mais velho, fez o curso completo de violino, Candura seria uma boa pianista, até o casamento, e Dib, o caçula, se transformaria num dos melhores fotógrafos de cinema do Brasil.
As notas e as imagens de Sérgio Ricardo
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 05 de novembro de 1974
"Nas nossas surdinas interiores, quando os ruídos da cidade não nos ferem os ouvidos, quantos de nós não nos embalamos com a lembrança de certas criações msicais privilegiadas de uns poucos grandes rapsodos nossos?
O que sei é que, nos meus silentes noturnos musicais, minha memória contabile se povoa de alguns deles e, seguramente, dos sons de Sérgio Ricardo, esse pan-brasileiro, que tem melorias e harmonias e cadências e timbres sons-nossos, expressões, dores e músicas sofridas e esperançosas, magoadas, amorosas e tristes, de nossa sensibilidade criativa".
O cinema de Sérgio Ricardo
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 05 de novembro de 1974
A presença em Curitiba de Sergio Ricardo, compositor, cantor e cineasta, para a retrospetica de sua obra cinematográfica ("Menino da Calça Branca", 1961, curtametragem e "Esse Mundo é Meu", 63, hoje, terça-feira, 20,30 horas no auditório do Colégio Estadual; amanhã, mesma hora e local, "Juliana do Amor Perdido", 1970), conferirá, com certeza, maior repercussão ao lançamento do elogiado "A Noite do Espantalho" (cine Scala, dia 7), que representou o Brasil nos festivais de Nova Iorque e Toulon (França) e que, no recente festival de Belém do Pará, abiscoitou quatro troféus: melhor filme,
A Noite do Espantalho
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 05 de novembro de 1974
Pela primeira vez no Paraná, o compositor-pianista-ator-cineasta Sérgio Ricardo, 41 anos, 22 de carreira, mostra a partir de hoje as múltiplas faces de sreu talento. Em promoção do Centro Acadêmico Hugo Simas e Fundação Cultural, no auditório do Colégio Estadual, ma retrospectiva de sua pequena mas elogiada ogra cinematográfica: o curta metragem "Menino da Calça Branca", 61, e o longa "Esse Mundo é Meu", 63, e o longa "Esse Mundo é Meu", 63, hoje às 20.30 horas. Amanhã, "Juliana do Amor Perdido", 1970.
As mocinhas de Belarmino
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 06 de novembro de 1974
Um dos mais populares artistas paranaenses, o cantor, compositor e humorista Nhô Belarmino (Salvador Graciano) não poderia receber um presente mais interessante na segunda-feira, quando completou 54 anos de idade, 40 de vida musical: o lp de um jovem e cabeludo cantor, chamado Roberto Leal (RGE Discos, 303.0028, outubro/74), onde incluiu ao lado de fados consagrados ("Lisboa Antiga") e novos ("Grandola, Vila Morena", a música-senha da Revolução de Abril, em Portugal, composição de José Afonso, anteriormente gravada no Brasil por Paula Ribas e Nara Leão), além de composições próprias, uma d
Artigo em 06.11.1974
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 06 de novembro de 1974
Apesar de até agora todas as tentativas feitas para transformar Antonina numa aldeia cultural, no melhor estilo de Parati, não terem alcançados resultados turísticos o que alegra os capelistas mais fervorosos da [tranqüilidade] daquela cidade, como o médico Pio Taborda Veiga ou o escritor e homem-do-mar Wilson Galvão do Rio Appa, as iniciativas continuam.
As eleições & as abstenções
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 06 de novembro de 1974
Às Vésperas das eleições - faltam apenas 9 dias - os candidatos dos dois partidos dão o arranque final para a conquista de votos, procurando motivar os eleitores e evitar que se repita agora o que ocorreu há quatro anos, quando o eleitorado paranaense apresentou um dos mais altos percentuais do País em abstenção no pleito - quando de 1 milhão 175 mil e 299 eleitores, só 1 milhão 606 mil [?
O cineasta Sérgio Ricardo (II)
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 06 de novembro de 1974
Em 13 anos de atividades cinematrográficas, Sérgio Ricardo realizou em curta-metragem ("O
O Cineasta Sérgio Ricardo (III)
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 07 de novembro de 1974
Como é importante conhecer o pensamento do cinesta Sérgio Ricardo - assim como é fundamental assistir o compositor e cantor Sérgio Ricardo em seu show no Paiol (até domingo, 21 horas), vamos transcrever mais alguns trechos da lúcida entrevista que ele deu a Geraldo Mayrink, de "Veja", há 3 anos, mas ainda atual:
O Exorcista
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 07 de novembro de 1974
Enquanto "Meu Corpo em Tuas Mãos" (Cine Lido, 5 sessões, até amanhã em exibição) continua a provocar desmaios e vômitos dos espectadores mais sensíveis, na longa [seqüência] em que a personagem Barbara Sawyr (Elizabeth Taylor) é submetida [à] operação plástica, a Fama Filmes abandonou a idéia de contratar uma enfermeira para permanecer em plantão no hall do cine Vitória, a partir de segunda-feira, dia 11, quando ali será lançado o mais aguardado filme do ano, "O Exorcista", de William Friedkim.
As mulheres & o que fazem
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 07 de novembro de 1974
Formada em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná e com cursos no Exterior, a atriz Lota Moncada (agora Rodriguez), 25 anos, introduz uma novidade na cidade: curso intensivo de memorização destinado a estudantes, profissionais, liberais, executivos, bancários, donas de casa etc. A dinamização da memória obtida através de seu uso consciente, interessou ao Clube Curitibano, que por iniciativa de seu Departamento Cultural já programou para a segunda quinzena deste mês o primeiro curso destinado aos associados.
A Eva política
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 08 de novembro de 1974
Maria Luvizotto, a corajosa e única candidata a uma cargo eletivo no Paraná, passou os últimos 10 dias percorrendo mais de 20 municípios da região Norte, procurando sensibilizar o eleitorado feminino. Pernambucana de Barretos, desde 1962 em Cruzeiro do Oeste, onde dirigia o núcleo socal da STAS, a candidata arenista está também esperaçosa de obter alguns votos em Curitiba, pois afinal aqui estudam seus três filhos - que a tem auxiliado numa campanha sincera para que o Palácio 19 de Dezembro perca a fama de Clube do Bolinha e ali tenha assento uma mulher
Artigo em 08.11.1974
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 08 de novembro de 1974
Dentro de dois ou três anos, é provável que a manutenção de serviços penitenciários do Paraná passem a não depender de recursos do Estado. O secretário Zacarias Seleme está preocupado em incentivar os programas de produção nos diversos estabelecimentos penais - o que foi dinamizado quando o promotor Antonio Lopes de Noronha, hoje na Polícia Civil, dirigiu o Departamento de Estabelecimentos Penais do Estado. Só este ano, apenas na área agrícola, 60 alqueires estão plantados com feijão, arroz, milho e soja.
Curumim, o futebol e o teatro.
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 08 de novembro de 1974
Homenagem a Lupiscínio
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 08 de novembro de 1974
Triste Mercado fonográfico, onde um compositor da dimensão de Lupiscínio Rodrigues (1964-1974) tem que morrer para que as gravadoras lembrem-se de lançar suas músicas e seus discos. A [anônima] Rosicler, subsidiária da Chantecler, foi quem fez o último lp com Lupiscínio cantando suas [músicas] , mas a distribuição daquele selo é tão [precária] que até hoje não se encontra em nenhuma loja da cidade deste disco.