Ary Barroso
O reconhecimento ao trabalho de Leon, o garimpeiro da MPB
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 13 de julho de 1990
Há menos de dois anos, quando lançou o primeiro pacote de sua etiqueta "Revivendo", o produtor Leon Barg se mostrava ressabiado:
- "Haveria público para reedições de velhas matrizes em 78 rpm com intérpretes da MPB menos famosos?"
As revelações de um mestre da pesquisa
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 12 de agosto de 1990
A leitura de "História Social da Música Popular Brasileira", de José Ramos Tinhorão, é indispensável para quem pretenda ter uma visão maior da evolução de nossa música. Concorde-se ou não com os pontos de vista do autor, a seriedade de seu trabalho e a riqueza de informações envolvem o leitor reflexionar sobre aspectos até então passados desapercebidos.
Embora basicamente seja um ensaio, o livro é agradável, objetivo e tem várias revelações - muitas das quais, modestamente, Tinhorão reserva para as 48 páginas finais.
Nas vozes originais, os tempos pioneiros
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 30 de junho de 1990
O professor Roquete Pinto na parte do depoimento aproveitado no programa da BBC conta que em setembro de 1922 muito pouca gente se interessou pelas demonstrações de radiotelefonia, ao visitar a exposição na Esplanada do Castelo. Os alto-falantes - que faziam a ampliação - distorciam tudo e arranhavam os ouvidos. Poderia parecer apenas "uma curiosidade sem maiores conseqüências". Ao microfone de rádio, na estação instalada no Sumaré, a primeira voz que se ouviu foi do presidente da República, Epitácio Pessoa (1869-1942).
Marcha Ranchos ou de quando a música carnavalesca era poesia
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 25 de fevereiro de 1990
O samba é a identificação musical do Carnaval mas são as marchinhas - ah!
As vozes que a Revivendo traz
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 21 de dezembro de 1989
Até março de 1990, o catálogo da Revivendo deverá atingir 60 títulos. Isto porque Leon Barg não se assusta com os tempos bicudos e continua reeditando o que acha de mais importante em sua preciosa coleção - mais de 30 mil 78 rpm, milhares de elepês - dos quais extrai os fonogramas mais significativos. Ayrton Pisco, um ex-oficial da marinha que dispõe da mais avançada tecnologia (e paciência) para tirar os chiados das gravações feitas há 60 ou 40 anos passados, cuida da remixagem e os discos da Revivendo trazem preciosidades para que se conheça o melhor da nossa MPB.
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A boa música instrumental com Borghettinho e Pepeu
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 04 de novembro de 1989
Tentativas já houveram muitas. As que deram certo - como a do Som da Gente, através do Nosso Estúdio, que graças ao empenho (e idealismo) de Tereza Souza e Walter Santos, já tem um catálogo de meia centena de títulos da melhor música (instrumental) - parte lançada no Exterior (e que, em março, na Town Hall, Nova Iorque, teve sua apresentação oficial para o mercado americano). Hoje, música contemporânea instrumental tem um sinônimo no Brasil: o Som da Gente.
Outras (bem intencionadas) propostas ficaram no meio do caminho, como a série NMCP que a Polygram tentou anos atrás.
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Leny, a nossa jazz singer
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 19 de março de 1989
Reconhecidamente a melhor cantora de jazz do Brasil, a carioca Leny Andrade, 46 anos completados no dia 25 de janeiro, só nos últimos anos passou a ter um reconhecimento merecido. Com 37 anos de carreira - aos nove já se apresentava no Clube do Guri, na Rádio Tupi e, mais tarde, nos programas Silveira Lima e César de Alencar, Leny foi uma das grandes vocalistas da Bossa Nova. A partir de 1961, no Beco das Garrafas no Rio de Janeiro (Bacará, Bottles), tornava-se uma intérprete criativa, marcando músicas como "Estamos aí" (Maurício Einhorn/Durval Ferreira), que se tornou seu próprio prefixo.
Graças aos mecenas, os livros para nosso som
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 21 de março de 1989
Enquanto o Instituto Nacional de Música entra na maior crise em seus 14 anos de existência - decorrência direta dos cortes de verbas e pessoal na Funarte (assim como na Funacem e outras instituições culturais), o programa que o incansável Hermínio Bello de Carvalho, diretor da divisão de Música Popular, havia idealizado para o ano de 1989 está praticamente comprometido.
A memória da música brasileira chega agora ao seu quinto LP
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 14 de fevereiro de 1989
Da união da informática - "essa coisa moderna, fria" - com o que já se fez de melhor na música popular brasileira, nasceu há exatos 5 anos a série Memória, patrocinada pela Elebra Eletrônica S.A., com produção assinada por J.C. Botezelli, o Pelão. A empresa, juntamente com seus fornecedores, clientes e amigos, comemora, agora, o lançamento do quinto disco da série.
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Jacob do Bandolim, 20 anos depois, o grande esquecido
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 17 de agosto de 1989
Os vinte anos da morte de Jacob do Bandolim acabaram passando (quase) totalmente esquecidos em Curitiba - e, reconheça-se, também no resto do Brasil. Afinal, Hermínio Bello de Carvalho deixou a direção da divisão de música popular da Funarte e uma efeméride como esta, não deixaria de merecer múltiplas comemorações - como aconteceu há dez anos passados.
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