Artigos por data (1974)
Os melhores da Barsa
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 15 de fevereiro de 1974
Dois paranaenses receberão homenagens durante o XI Encontro de Confraternização da Encyclopaedia Britannica, em Salvador: Francisco José Rodrigues, melhor representante comercial autônomo da Barra em todo o País e Manoel Cessito Serpa Nunes, o melhor distribuidor regional em 73. Ganharão um imenso troféu de prata que ficará em Curitiba em 1974, além do "Emblema de Diamante" e o diploma "Distinguished Sales Achievement", os mais altos galardões internacionais da empresa.
Livro
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 16 de fevereiro de 1974
James Baldwin, norte-americano de Nova Iorque, 50 anos, negro, lutador pelos direitos civis dos membros de sua raça, é hoje um nome conhecido no Brasil, através de seus livros corajosos - não só politicamente mas também pelos temas abordados (homossexualismo em "Giovanni's Room", editado originalmente em 1956, aqui lançado em 1969 pela Civilização Brasileira). Há 21 anos, publicou o primeiro livro - "Go Tell It To the Mountain". (Vá diga isso à montanha) e nestas duas décadas tem escrito bastante, com vigor e sinceridade.
Gente
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 16 de fevereiro de 1974
Poucas pessoas podem falar tão bem de Jacob do Bandolim (1918-1969) quanto o "seo" César - o simpático pai de Paulinho da Viola, violinista e amigo por mais de 30 anos de Jacob Bittencourt - o grande nome da música brasileira. Pois de 1940 até o dia de sua inesperada morte, Benedito César de Faria sempre esteve ao seu lado: tocando violão em saraus "de fundo de quintal, debaixo da Mangueira, de chinelos e pijamas" - como conta o jornalista Sérgio Cabral - nos estúdios de gravações ou na 1ª Vara Civil da Guanabara, onde Jacob era escrivão e "seo" César oficial de Justiça.
História de Monte Alegre
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 16 de fevereiro de 1974
Com a vivência de 27 anos em Monte Alegre, a jornalista Hellé Velloso Fernandes - que se assina simplesmente Hél - escreveu 236 páginas para contar a história das indústrias Klabin e o livro, "Monte Alegre, cidade-papel" será lançado na tarde de terça-feira, na Paranatur.
Musicantiga
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 16 de fevereiro de 1974
Apesar de uma misteriosa artrite ter impedido que o cravista Roberto de Regina pudesse fazer os concertos prometidos para o Festival de Música, sua longa presença na cidade teve um bom resultado: convenceu a cravista e pianista Ingrid Seraphim a formar um conjunto de música antiga. E com a colaboração de mais sete instrumentistas da cidade - todas senhoras de famílias ricas e que podem se dedicar a um trabalho amador, sem preocupações de ordem financeira - Ingrid vai formar um grupo destinado a difundir a música da Idade Média e renascença.
Mais hotéis
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 16 de fevereiro de 1974
Não há dúvida de que os hoteleiros da cidade tem razão de estar preocupados com a concorrência: mais dois empresários decidiram desocupar os prédios de apartamentos que possuem no centro e substituir os inquilinos mensalistas por hóspedes diários. O construtor Hugo Peretti só está a espera de que os últimos moradores de seu edifício na Rua Amintas de Barros (fundos do Teatro Guaíra) desocupem os imóveis, para iniciar os trabalhos de reforma do prédio e transformá-lo em hotel.
o momo Queirolo
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 16 de fevereiro de 1974
Lafayette Queirolo, 42 anos, funcionário do laboratório do Departamento de Estradas de Rodagem e ator circense desde que nasceu, se emocionou ao ser escolhido Rei Momo há uma semana: é que em 1943, também no Coritiba F. C. Seu famoso tio Otelo Queirolo - o querido Chic Chic (1895-1967), de tantas tradições, foi coroado como soberano de mais um Carnaval. Apesar de mais magro do que os outros candidatos (pesa só 93 quilos) Lafayette levou a vantagem de ser um dos mais simpáticos conhecidos artistas populares, anualmente disputados por firmas e entidades para ser o Papai Noel da cidade.
Light & Sound
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 16 de fevereiro de 1974
Houve uma época em que a luz negra (estroboscópica) era privilégio de sofisticadas boites das grandes metrópoles. Mas a tecnologia democratizou essa forma de iluminação e hoje várias firmas já disputam um pequeno mas importante mercado: iluminação especial para festas residenciais, acopladas a serviço de som da pesada - que dispensa o cansativo trabalho de colocar e tirar lps na radiola, muitas vezes riscando os discos.
Marketing e propaganda
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 16 de fevereiro de 1974
No campo publicitário o ano de 1974 começou com uma promoção conjunta da Associação de Dirigentes de Vendas do Brasil, Associação Brasileira de Agências de Propaganda e Associação Paranaense de Propaganda: curso de Introdução ao Marketing-Propaganda, com duração de uma semana e reunindo mais de 80 homens ligados a agência, veículos e mesmo executivos anunciantes. Os temas abordados foram Marketing, propaganda como atividade econômica, criação de campanha, administração de agência e contato de propaganda.
Morretes morrestes?
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 16 de fevereiro de 1974
Quando a BR-277, entre Paranaguá-Curitiba, foi inaugurada há cinco anos, muitos profetizaram a morte de Morretes.
Zig-zag
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 16 de fevereiro de 1974
O empresário Gastão Câmara, retornando ao mercado de imóveis, está estudando o lançamento de um trabalho de edifícios em Camboriú, com vários blocos de apartamento.
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Ciranda econômica: em 1973, segundo garante a Junta Comercial foram instituídas 21.117 novas firmas comerciais no Estado, representando um aumento de 3.236 em relação ao ano anterior. Por outro lado enquanto foram extintos 428, em 1972 este número tinha sido bem mais elevado: 547.
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Cinema
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 16 de fevereiro de 1974
A estréia de "Blácula" (Cine Glória, segunda-feira) não deve deixar de interessar aos fãs do cinema de terror: pois esta produção de Joseph Naar, distribuída pela Warner Brothers, representa uma nova fase em torno do notável personagem criado por Bram Stockler em 1987 e que tem sido aproveitado de diferentes maneiras pelo cinema mundial. Dirigida por William Crain, esta é uma versão negra em torno do famoso vampiro, que começa em 1815, quando Drácula amaldiçoa o príncipe africano Manuwalde quando ele e sua mulher, Luva, ousam pedir-lhe que assine uma petição contra a escravidão.
Música
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 16 de fevereiro de 1974
Duas surpresas (inesquecíveis) da RCA Victor, em seu penúltimo suplemento: Carmen Silva (foto) e Barros de Alencar.
Cinema
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 17 de fevereiro de 1974
É curioso o critério de relançamento por parte das grandes produtoras-distribuidoras americanas: enquanto procuram destruir impiedosamente os filmes de alto nível artístico, após vencido o prazo de censura (5 anos), recusando-se sistematicamente a entregar as cópias às cinematecas, - e privando assim imensa faixa de público de conhecer grandes momentos do cinema norte-americano - estão sempre prontas a pagar as taxas do INC e reprisar produções sem maior nível, mas que podem faturar bastante junto a um público mais jovem, que não viu as fitas quando de suas estréias, há 20, 15 ou 10 anos.
Escritórios no terraço
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 17 de fevereiro de 1974
O edifício Farid Surugi - em sua última (13ª) laje em fase de concretagem neste mês - terá uma característica única: cinco conjuntos duplex para escritório, com ajardinados pent-houves. O primeiro deles já foi adquirido pelo cartorário Roberto Barroso Filho e os contratos dos outros (média de Cr$ 300 mil a unidade) devem ser fechados nos próximos dias.
O bom suspense
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 17 de fevereiro de 1974
Realizado há 15 anos, "Intriga Internacional" está ao lado de "Janela Indiscreta" (Rear Window, 1954), "O Homem Que Sabia Demais" (The Man Who Knew Too Much, 1956) e "Um Corpo Que Cai" (Vertigo, 1956), como um dos mais absorventes trabalhos do mestre Alfred Hitchcook, 75 anos, 45 de cinema, em sua fase dos anos 50.
As grandes bibliotecas
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 17 de fevereiro de 1974
Há 14 meses, o professor Bento Munhoz da Rocha Neto (1906-1973) alugou o confortável apartamento que possuía no recém-inaugurado edifício Provedor André de Barros, na Praça Osório, com um compromisso: quando falecesse, o inquilino deveria desocupá-lo, pois ali iria residir a sua viúva. Na época, o locatário aceitou a cláusula sorrindo, afirmando "Professor, o senhor vai viver muito tempo".
Bertoni & Botarelli
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 17 de fevereiro de 1974
Comentando a próxima vinda do novo cônsul geral da Itália, Antônio Borgomanero, atualmente em Sofia, mas que deve assumir seu posto em Curitiba dentro de 120 dias, o comendador Gianfrancesco Bertoni, presidente do Centro Cultural Dante Alighieri recordava que o penúltimo cônsul italiano em Curitiba, Gottardo Botarelli (1897-1971), havia sido seu colega a bordo do cruzador Duque dos Abruzzios.
o novo CAHS
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 17 de fevereiro de 1974
Assumindo a presidência do Centro Acadêmico Hugo Simas após ter presidido o Conselho de Representantes das diversas unidades da UFP, Ricardo McDonald, 24 anos, quartanista da Federal, está com uma série de planos para fazer a tradicional entidade voltar a seus anos de glória. Já conseguiu equilibrar as finanças, estuda um projeto de incorporação na bem localizada sede (amplo imóvel na Rua Marechal Floriano) um grande prédio - em colaboração com alguma construtora da cidade - e o setor cultural, dirigido por Simão Tavares, vai atuar bastante "ao menos no campo do cinema de arte".
Expressão corporal
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 17 de fevereiro de 1974
Começa este mês, no Centro de Criatividade do parque São Lourenço, sob orientação da professora Maria Cristina Dias e Camargo, o curso permanente de expressão corporal que deverá reunir em dois períodos de aulas, alunas de todas as faixas etárias. De acordo com os orientadores, o curso vai se caracterizar pela não observância da metodologia predeterminada e arcaica empregadas em seminários desse tipo. E realizará pesquisas sobre o descobrimento do corpo, do seu movimento, do ritmo existente dentro dele e da liberdade exterior, utilizando o som, o ritmo e o movimento.