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Aramis

Artigos por data (1989)

No campo de batalha

José Augusto Iwersen, 43 anos, hoje próspero editor de publicações ligadas ao entretenimento, radicado em São Paulo - mas bicho do Paraná, pioneiro da cultura cinematográfica local no início dos anos 60 (cine clube Pró Arte, cine de arte Riviera, produção de filmes super 8 etc), criou a coleção "Nossos Amigos" para a Nova Sampa Diretriz Editorial, destinada a edições monográficas sobre grandes nomes do cinema. O primeiro volume é dedicado a Charlie Chaplin, com texto biográfico e filmografia de Alfredo Stemheim e um ensaio especial de Márcia Kupstas.

Cinema 24 horas para quem desejar os filmes de arte

Responda rápido: qual o espectador que, após uma jornada de 8 horas de trabalho, estaria disposto a assistir um filme de arte, com legendas em inglês ou francês, numa sessão da meia noite? Pois é? Mesmo com todo entusiasmo que tem pelo melhor cinema, a jornalista Malu Maranhão, uma das poucas pessoas que acompanhou toda a primeira fase do rastolho da XIIi Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, trazida a Curitiba, queixava-se: - "É pena, mas não dá para encarar as sessões de meia noite. A não ser para quem não trabalhe".

De como ver Brasília na ótica de seis cineastas

Em 1987, poucos dias após a Unesco ter concedido a Brasília o status de Patrimônio Mundial da Humanidade, realizava-se o XX Festival do cinema Brasileiro. O então governador do Distrito Federal, José Aparecido de Oliveira - hoje ministro da Cultura - reuniu os cineastas, jornalistas e artistas, convidados do evento, no Palácio Buriti e anunciou um projeto: a realização de um filme, em episódios, que mostrasse ao mundo o que é Brasília.

Nas belas imagens, a Capital do 3º Milênio

O primeiro episódio, "A Paisagem Natural", praticamente não tem diálogos. A fotografia (perfeita) de Walter Carvalho captura toda a natureza exuberante do Planalto Central: cachoeiras, rios, chapadas, cavernas, bichos e a vegetação do cerrado.

Dona Luciana, os caminhos da vida, coração e conhecimento

Se o publicitário Sérgio Mercer, dono da Parceria e ex-presidente da Fundação Cultural de Curitiba, possui um troféu literário de Umberto Eco - a sua gravata de lã, vermelha, por ele permutada durante um etílico jantar no Warsovia, quando o autor de "O Nome da Rosa", aqui esteve há alguns anos (conforme contamos recentemente), a professora e bibliotecária aposentada Luciana Sammut Rosenthal, ganhou um presente ainda mais especial do escritor: uma edição em italiano de "O Pêndulo de Foucault", com uma carinhosa dedicatória.

Adélia, os caminhos de uma jovem artista

Contrariando o adágio popular, a atriz Maria Adélia Ferreira foi para Portugal mas não perdeu o seu lugar. Ao contrário, ao voltar a Curitiba, há três meses, encontrou não só o carinho de seus muitos amigos e colegas como um imediato convite para integrar o elenco de "Noite na Taverna".

O melhor jazz com Ella e as outras belas vozes

Ouvir o bom jazz deixou de ser privilégio aos que possuíam condições de adquirir os cada vez mais caros discos importados.

Sessões imortais da Duke

Ao lado dos lançamentos mais comerciais - e que garantem o excelente faturamento que obtém - a WEA também sabe editar discos de prestígio e uma prova é a coleção Private Collection, comemorativa aos 90 anos de nascimento de Duke Ellington (1899-1974), com mais dois dos cinco volumes prometidos: os "Studios Sessions", gravados em Nova York, em 1962/63 (os dois primeiros saíram há 60 dias e o quinto deve chegar nas lojas na próxima semana).

Brasil, tortura e mulheres em duas visões de cineastas

Não é apenas um espaço cronológico (1964-1968-1972) que separa "1º de Abril - Brasil" (cine Ritz, 5 sessões) e "Que bom te ver viva" (em competição, dia 24, representando o Brasil no FestRio-Fortaleza; lançamento dia 7, cine Ritz), ambos realizados por mulheres e que abordam a ditadura militar. Cineastas estreantes no longa metragem, Maria Letícia ("1º de abril") e Lúcia Murat ("Que bom...") fazem apreciações diferentes de um período trágico da vida brasileira - no primeiro com uma tentativa de humor; o segundo com a sinceridade/seriedade mais pungente já colocada nas telas.

No campo de batalha

Fernando Severo normalmente sisudo e que faz jus ao sobrenome em suas apreciações críticas, exibindo um sorriso Palmolive: é que seu belo curta "O Mundo Perdido de Kozak", vencedor dos primeiros prêmios categoria 16mm, nos festivais de 1988, foi um dos convidados a participar do 33º Festival de Cinema de San Francisco, EUA (22 de março a 1º de abril). O problema é que Fernando - atualmente montando seu novo curta, o ficção "Longas Sombras no Fim da Tarde", não tem nenhuma cópia legendada em inglês para enviar ao Festival. xxx

17 países mostram o que há de novo para o cinema

Como na maioria dos festivais de chamada classe A - isto é, os que tem apenas filmes inéditos, recém-produzidos, em competição - de princípio, há ainda pouca informação sobre os longas e curtas que estarão disputando as premiações. Há muitos filmes de realizadores jovens ou vindo de países cuja cinematografia ainda são desconhecidas entre nós. Pouco a pouco, porém, com a projeção dos filmes e a grande cobertura que recebem se descobrem novos talentos e também, naturalmente, as frustrações, muitas vezes de nomes até conhecidos.

Noite de abertura com poetas mortos

Peter Weir, 45 anos, diretor australiano "Pic-nic na Montanha Misteriosa", 75; "Galipoli", 82), consagrado a partir de "O Ano em que Vivemos em Perigo" (1982) e que posteriormente realizou "A Testemunha" (85) e "Mosquito Coast" (86, ainda inédito no Brasil), é o diretor de "Sociedade dos Poetas Mortos", filme de ambições literárias, estrelado por Robin Williams ("Popeye", "Good Morning, Vietnã"), que interpreta seus alunos a viverem vidas extraordinárias.

FestRio foi para Fortaleza mas ganhou maior dimensão

Fortaleza "Sociedade dos Poetas Mortos", um dos filmes americanos mais elogiados deste ano (até Paulo Francis enalteceu) acabou sendo o escolhido para abrir, na noite de amanhã, no cine São Luiz, o FestRio-Fortaleza 89 - sexta edição do único festival internacional, classe A, da América do Sul - e que este ano acontece na iluminada capital cearense.

Violeta Arraes, a mulher que levou o FestRio para o Ceará

Fortaleza

Guizzo, adeus!

Há 25 anos que ele não mora mais aqui. Mas pela constante vida cultural, incansável batalhador pelas causas da música, cinema e literatura e os contatos que sempre soube manter entre os amigos e colegas que aqui fez entre 1959/64 - quando estudou Direito na Universidade Federal, era sempre uma presença constante: José Octávio Guizzo.

Uma visão mundial do vídeo de todo o mundo

Fortaleza A multiplicidade dos programas oferecidos nas edições do FestRio, em suas cinco primeiras edições (1984/88) sempre foi tão ampla, que nunca houve condições, nem para a imprensa e muito menos para o público, de acompanhar e valorizar, na medida do necessário, as mostras de vídeo (e programas de televisão) que são apresentados, em exibições informativas ou concorrentes. Hamilton Costa Pinto, responsável pela área, sabendo sentir a grandeza destes novos veículos audiovisuais, através de contatos em todo o mundo, a cada ano supera-se em trazer o que há de mais interessante.

Dólares da Espanha para as produções brasileiras

Fortaleza

João Batista prepara "Vlado" e lança seu primeiro romance

Há três anos, no XX Festival do Cinema Brasileiro de Brasília, quando João Batista de Andrade participava com "O País dos Tenentes" - que entre outras premiações valeu o Candango de melhor ator a Paulo Autran - se falou muito não apenas naquele filme de visão histórica do tenentismo, mas, especialmente, do projeto que já fascinava ao cineasta mineiro-paulista: "Vlado".

"O Preço da Paixão" é a melhor estréia da semana

Depois de "Cegos, Surdos e Loucos" (Cine Plaza, 3ª semana), temos "De Médico e Louco todo Mundo Tem um Pouco" (Cine Condor) - o que bem exemplifica uma linha de comédias digestivas, amalucadas, mas realizadas com bom senso de marketing. E numa época em que é preciso conquistar o público cada vez mais arredio das salas, estes produtos cumprem sua função - embora não se deva esperar muito em termos artísticos. Afinal, são projetos de target certo, descartáveis em pouco tempo após cumprir o ciclo cinema/vídeo/televisão.

O FestRio em Fortaleza

Fortaleza De Aramis Millarch, enviado especial - Pela primeira vez nas seis edições do FestRio, o catálogo ficou pronto antes do evento começar - e um volume de 128 páginas contendo informações básicas sobre os 159 filmes entre longas e curtas - e dos 120 diferentes programas de vídeo e televisão, que estão sendo apresentados nos diferentes espaços ocupados por esta promoção que trouxe o mais importante festival de cinema do Hemisfério Sul para a ensolarada capital cearense.
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