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Marcelo Marchioro

Erramos, sim!

Dois erros na coluna de ontem, no comentário sobre a peça "Pegando Fogo... lá fora", - um de composição, outro de informação. Ao referirmo-nos ao personagem Eugênio Tosta (interpretado pelo pianista-ator Pietro Maranca), que lembra fisicamente e comportalmente a Woody Allen, o certo seria "entre o humor patético e o drama de uma solidão assumida" e não assassina como saiu, truncando totalmente o sentido. Afinal, a última coisa que o personagem Tosta, na peça do Gianfrancesco Guarnieri, seria é assassino.

No campo de batalha

A temporada de "Eu, Feuerbach", de Tankred Dorst (auditório Bento Munhoz da Rocha Neto, hoje, 21 horas: dias 21 a 26, 29 a 31), marca uma nova faceta do talentoso Adriano Távora: a de tradutor. Surpreendendo a todos, o primogênito de Maurício Távora, mostra que aprendeu bem o alemão no Goethe Institut e fez uma boa tradução do complicado texto de Dorst. xxx

Álamo, uma etiqueta para nossos músicos

Álamo - Eis um nome da etiqueta musical que poderá identificar, a curto prazo, algo que sempre se esperou entre nós: uma atuante marca fonográfica, prestigiando basicamente os compositores, intérpretes e instrumentistas paranaenses. A iniciativa é de um catarinense, Romário José Borelli, 41 anos, desde 1986 radicado em Curitiba, dramaturgo, pesquisador, compositor, que após quase um ano de pesados investimentos implantou às margens do lago do Barigui (Rua Lúcia Razeira, 1035) um moderno estúdio de gravação).

Em câmera lenta, o grito do amor ao teatro parado no ar

É um hino de amor ao teatro. Um hino lancinante, profundo, absolutamente sem concessões digestivas mas que se acrescenta a outros (bons) momentos em que o teatro se volta ao redor de seu mundo e magia. Assim é "Eu, Feuerbach" (auditório Bento Munhoz da Rocha Neto, até o dia 2 de fevereiro, 21h), uma montagem tão vigorosa quanto (pode ser) polêmica que acontece em Curitiba - e que, perdoem o chavão, abre com chave de ouro (sic) este ano teatral.

Nos bastidores

Tankred Dorst, 63 anos, o autor de "Eu, Feuerbach", esteve em Curitiba há quatro anos, dentro de uma viagem por vários países. Na ocasião, foram feitas leituras de sua peça "Merlim", um espetáculo que no palco dura mais de 10 horas. No Guaíra, foi encenado um de seus textos mais difíceis, "Gritaria nos Muros da Cidade". Além de dramaturgo, Dorst é tradutor, editor, libretista, produtor de programas de rádio e televisão e cineasta (desde 1962 participou de 13 filmes, a maioria para televisão). xxx

O filho enjeitado de nossa memória

Idealizado e fundado por Maurício Quadrio, um dos mais admiráveis pesquisadores e produtores culturais do Brasil, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro - instalado na administração de Carlos Lacerda, surgiu numa época em que mais do que nunca era grave a perda da memória da música, cinema e fotografia no Brasil. Quadrio idealizou o primeiro MIS no Brasil mas não chegou a permanecer em sua direção por muito tempo.

Uma diretoria que pode ser extinta

Uma boa sugestão levada ao secretário René Dotti, da Cultura, e que se tiver sua boa vontade poderá fazer com que o governador Álvaro Dias enxuge a administração da Fundação Teatro Guaíra sem causar maiores traumas: a eliminação do cargo de Diretor de Programação e Artes. Vago desde o dia 1 de janeiro, quando a jornalista Lúcia Camargo, que ali se encontrava desde abril de 1987, tomou posse como Secretária Municipal de Cultura, o cargo pode ser suprido, perfeitamente, por uma ágil assessoria, diretamente subordinada ao diretor superintendente.

Nenúfar, uma aposta no mistério

Após uma pesquisa de seis anos, incluindo uma viagem a Paris, Marcelo Marchioro leva à cena a peça "Nenúfar", baseada no livro A Espuma dos Dias, considerado a obra-prima do romancista francês Boris Vian. Como Nenúfar, Marchioro (melhor diretor, prêmio Gralha Azul por "Eu, Feuerbach") encerra uma trilogia sobre autores, que inclui "Do outro lado da paixão" (melhor espetáculo de 87) e "Camões" (em cartaz por mais de seis meses em São Paulo em 88).

Colegas esqueceram a homenagem para Kraide

Pelo menos durante uma década, Antônio Carlos Kraide (Piracicaba, 1-06-1945-Curitiba, 19-01-1983) viveu em nossa cidade. Aqui fez e viveu teatro - de seus tempos de aluno do curso de Arte Dramática da Fundação Teatro Guaíra até o mais criativo (e promissor) diretor revelado nos anos 70, com uma carreira brilhante e que uma morte brutal - um assassinato até hoje nunca esclarecido devidamente - veio interromper há três anos.

No campo de batalha

Vicente de Paula Athayde, 46 anos, professor, escritor e editor, perdeu a direção do Colégio Estadual Loureiro Fernandes, devido a sua participação na greve dos professores. Houve manifestações de solidariedade. Tranqüilo, Vicente diz que o episódio "enriqueceu meu currículo e é mais uma experiência pessoal". Um bom gancho para seu próximo livro. xxx Como editor, Vicente está lançando "E não Foi Deus quem Fez o Homem", de Delmir de Andrade, escritor de Cascavel que, em sua opinião, é "uma grande revelação". xxx
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