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João Bosco

Ligadão

NA noite de 7 de março último, quando Turibio Santos completava seus 37 anos. João Bosco e Paulinho da Viola foram levar ao virtuose do violão o seu abraço musical. E naquela noite, João mostrava pela primeira vez uma composição recém-concluida com Aldir Blanc: "Profissionalismo é Isso Aí". Uma letra genial, cheia de ironia e malandragem, que, com toda razão Tarik de4 Souza, lembrava no último sábado, no painel sobre o humor na MPB, como mais representativa.

As músicas de Bosco na boa voz do dono

As músicas na voz do ano, uma grata revelação como cantor e uma imitação. A síntese para três discos que RCA colocou na praça há algumas semanas. De princípio temos o sempre admirável João Bosco, fazendo em "Essa é a sua vida", gravado entre junho/julho/81, uma espécie de revisão de sua obra. Há tempos que Bosco já nos havia falado de seu projeto de registrar num disco as músicas que, circunstancialmente, forma lançadas por outras intérpretes - Elis, Aline, Ademilde Fonseca, Walker entre outros.

Denise, o gesto, a emoção e a ternura

O mestre Aurélio Buarque de Hollanda define mímica como "maneira de quem tem mimo", explicando, linhas abaixo, que "no antigo teatro greco-romano, farsa popular, entremeada de danças e jogos, no qual se imitavam os caracteres e costumes da época". Para os brasileiros, mesmo a privilegiada faixa que acompanha os espetáculos artistico-culturais, a mímica é ainda uma arte estranha. Estranha pela falta de tradição e intérpretes, numa linha de criação que remonta a Grécia e Roma antigas, mas que, ao longo dos séculos teve sempre um pequeno desenvolvimento.

A Semana Musical

Lançado em 1977, "Comigo é Assim", terceiro lp de Emílio Santiago na Phonogram, mostrou o excelente vocalista num repertório de músicas inéditas. E a temporada que encerra hoje, ao lado de Leny Andrade (em breve, com seu novo disco, pela RCA Victor), dentro do Projeto Pixinguinha (Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto, 18h30min) permite aplaudir ao vivo este cantor, revelado em 71 - e hoje entre os nossos grandes interpretes.

MPB

Sinceramente, não entendia-mos porque Rildo (Alexandre Barreto da) Hora, pernambucano, 41 anos, não gravava um segundo elepe. Responsável por um dos melhores discos de 1971 (cremos), onde mostrava sua bela voz, seu talento de violonista e, especialmente executante de harmônica de boca, além de compositor, Rildo vinha dedicando-se apenas a produção, aliás um dos mais disputados responsáveis fonográficos da RCA, onde se encontra há anos. Antonio Carlos e Jocafi, Maria Creusa, Martinho da Vila e mesmo João Bosco tiveram em Rildo o produtor que os auxiliou a fazer muitos sucessos.

Genaro, WEA, Elis etc.

Paulo Genro, vice-presidente da WEA do Brasil, responsável pelo setor comercial, passou o início da semana em Curitiba revendo bons amigos e anunciando os projetos da empresa para o segundo semestre Implantada há pouco mais de 3 anos, a WEA - que agrupa a Warner, Elektra e Atlantic Records, e é uma das divisões da poderosa Warner Communications, tem a política de manter castes reduzidos mas trabalhados com força total.

Sabor brasileiro

Algo que não se repetia desde fevereiro de 1975, quando Sale Wolokita, então superintendente da Fundação Teatro Guaíra, promoveu o Festival da Música Brasileira (com apresentações dos maiores nomes na época) ocorreu novamente no último fim-de-semana: filas imensas de público disputando os lugares do Guairão, para assistir ao espetáculo "Sabor Bem Brasil". Artistas populares, boa promoção e, principalmente, ingressos a apenas Cr$ 30,00 foram as razões do êxito nas duas apresentações. xxx
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